<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762</id><updated>2011-09-03T03:46:30.225-07:00</updated><category term='Música'/><category term='Artes'/><category term='Dança'/><category term='Comunicação'/><category term='Patrimônio Histórico'/><category term='História'/><category term='Sociedade'/><category term='Carnaval'/><category term='Literatura'/><category term='Teatro'/><category term='Tendências de Mercado'/><category term='Bienal'/><category term='Filosofia'/><category term='Comportamento'/><category term='Alfarrábios'/><category term='Política'/><category term='Economia'/><title type='text'>Viver da Escrita</title><subtitle type='html'>Trabalhos em jornalismo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>102</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-4103925838431773139</id><published>2011-08-16T06:45:00.001-07:00</published><updated>2011-08-16T06:46:22.583-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>Sucessão:&lt;br /&gt;Famílias que cultivam valores fazem empresas de vida mais prolongada&lt;br /&gt;Olga de Mello Para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;24/05/2011Text Resize&lt;br /&gt;Texto:-A +A ...CompartilharImprimirEnviar por e-mail .."Empresas Centenárias"&lt;br /&gt;Renato Bernoheft, com Chris Martinez. Agir. 152 págs., R$ 49,90&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai rico, filho nobre, neto pobre? Nem sempre o ditado popular é regra, afirmam Renato Bernhoeft e Chris Martinez, autores de "Empresas Centenárias", que analisa a trajetória de cinco companhias brasileiras que há mais de cem anos permanecem sob o controle das famílias de seus fundadores. Fundador da Höft, consultoria especializada em transição familiar, Bernhoeft observou pontos comuns na gestão das empresas de diferentes portes e atividades selecionadas para seu estudo: "À parte peculiaridades ligadas até ao gênero de negócio, todas garantiram a própria longevidade ao cuidar de, mais do que garantir herança, difundir valores e criar uma cultura sobre o trabalho que geram. As empresas que enfocamos guardam registros históricos desde a época de sua fundação, editaram livros, montaram arquivos fotográficos e, quatro delas, criaram até museus abertos ao público".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro traz a história do Grupo Gerdau (Rio Grande do Sul), da Sul América de Seguros (Rio de Janeiro), da Cedro Têxtil (Minas Gerais), da Ypióca (Ceará) e da paulistana Casa da Bóia. "Comparada às outras empresas, a Casa da Bóia é minúscula, tem apenas uma loja, a primeira de ferragens no Brasil, que continua funcionando no mesmo casarão desde sua fundação. No entanto, é um exemplo de sucesso de empreendimento comandado pela mesma família há 120 anos", afirma Bernhoeft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de valorizar a experiência e o sucesso das empresas familiares brasileiras, o livro foi planejado de forma a estimular o estudo em torno do tema, visto ainda com "preconceito" no país, diz Bernhoeft. Responsável pela pesquisa sobre a história das famílias, a jornalista Chris Martinez lamenta a escassez de investigações sobre referências nacionais no campo empresarial. "Nosso olhar, geralmente, é para os exemplos de sucesso que ocorrem fora do Brasil. Conhecer a história dessas empresas é entender o nosso próprio processo de formação industrial."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudiosos de administração apontam o aumento da longevidade humana como um dos fatores a contribuir para a redução da expectativa de controle das famílias sobre as empresas que fundam. No Brasil, os dados sobre o número de empresas familiares são imprecisos, reconhece Bernhoeft, que, no entanto, não acredita no declínio desse gênero de formação societária. O presidente do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, lembra, no prefácio do livro, que empresas com controle familiar têm rentabilidade de 10 a 15 % superior à média. Para Johannpeter, a explicação estaria na conjugação de gestão profissional com visão estratégica de longo prazo. Segundo Bernhoeft, outro fator de sucesso seria a habilidade para enfrentar conflitos de família - causa do fim de 70% das empresas familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na Europa, onde existem famílias que estão à frente de negócios por mais de 200 anos, percebe-se preocupação com a preparação de herdeiros - como acontece nas empresas centenárias brasileiras que continuam sob comando da família fundadora. À medida que a família se amplia, é essencial compreender que heranças podem se dissipar, enquanto valores éticos perpetuam o negócio e formam dinastias", observa Bernhoeft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perda de controle acionário não acontece na segunda geração da família do fundador, mas a partir da terceira, geralmente, quando o número de herdeiros aumenta. "A segunda geração, geralmente, sofre outro tipo de pressão, a de mostrar-se tão capaz quanto os pais. É muito difícil ser filho de um homem brilhante, até porque os fundadores, devido à dedicação exigida por suas atividades, podem tornar-se pais muito distantes. Daí a importância de entender a empresa acima do que ela possa gerar em dinheiro", diz Bernhoeft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma característica comum às empresas centenárias sob controle familiar é que, mesmo mantendo a participação acionária dos herdeiros, boa parte deles busca reduzir o grau de dependência daquele negócio. "As empresas começam, geralmente, com um fundador, às vezes associado a um irmão ou primo. A segunda geração, de primos, nem sempre conseguirá alocar-se em cargos dentro da companhia. A terceira, então, ficará mais distanciada ainda dos processos decisórios. É importantíssimo que esses herdeiros não olhem a empresa como sua única alternativa de vida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preservar os espaços da família e dos negócios é fundamental, embora dificilmente essas famílias consigam superar traumas como separações. "Ex-genro não consegue trabalhar para sogro, assim como primos brigados não se sentam na mesma mesa. As questões emocionais pesam em todos os campos. A família tem uma dinâmica própria. Ninguém coloca um excelente gestor à frente da empresa se ele se dá mal com os parentes, que são acionistas", conclui Bernhoeft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-4103925838431773139?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/4103925838431773139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=4103925838431773139' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4103925838431773139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4103925838431773139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2011/08/valor-economico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-6628853770431754779</id><published>2011-04-09T15:33:00.000-07:00</published><updated>2011-04-09T15:34:33.152-07:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;p&gt;Vida social:&lt;/p&gt; &lt;h1 id="noticia-title"&gt;A tradição da acolhida, em múltiplos cenários&lt;/h1&gt; &lt;div id="content-top"&gt; &lt;div&gt; &lt;div&gt;Olga de Mello | Para o Valor, do Rio&lt;/div&gt; &lt;div&gt;05/04/2011&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div id="content-area"&gt; &lt;div id="content-area-noticia"&gt; &lt;div id="node-408113"&gt; &lt;div&gt; &lt;div&gt; &lt;h2&gt;“O Livro da Hospitalidade”&lt;/h2&gt; &lt;p&gt;Alain Montandon (org.). Senac/SP. 1.437 págs., R$ 330,00&lt;/p&gt; &lt;div&gt; &lt;div&gt;AP&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;a title="AP" href="http://static.valoronline.com.br/sites/default/files/imagecache/media_library_bigimage//gn/11/04/foto05cul-201-hospita-d12.jpg"&gt;&lt;img src="http://static.valoronline.com.br/sites/default/files/imagecache/media_library_default/gn/11/04/foto05cul-201-hospita-d12.jpg" alt="" width="112" height="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;div&gt;Charles Dickens: cultor da hospitalidade como redentora da miséria social&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;p&gt;Sinal  de humanidade e civilização, a hospitalidade é uma tradição  observada  desde o Neolítico, distinguindo o homem dos demais animais. A  evolução  de sua prática é analisada por 70 especialistas nas quase  1.500 páginas  de “O Livro da Hospitalidade – Acolhida do Estrangeiro na  História e nas  Culturas”.”O dever da hospitalidade, inscrito em todas  as culturas, funciona  segundo princípios semelhantes em todas elas. O  tabu quanto a não  atender a um convidado ou não receber um hóspede é  tamanho para os  chineses que nem se cogita haver uma palavra específica  para  hospitalidade em mandarim”, explica Luiz Octavio de Lima Camargo,   professor do mestrado em hospitalidade da Universidade Anhembi  Morumbi,  que fez a revisão técnica da edição brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A falta de nomenclatura dos chineses para a recepção e entretenimento   dos convidados é uma das curiosidades sobre costumes mostradas no   livro. Além de história, antropologia, filosofia, arquitetura,   mitologia, religião e psicanálise, a hospitalidade é apresentada através   da literatura, área de formação do organizador do livro, o francês   Alain Montandon. Entre as diversas referências literárias, há cuidado em   listar até os personagens que impedem a boa convivência com hóspedes,   como os fantasmas e vampiros dos romances góticos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As experiências pessoais de Charles Dickens, que gostava de viver   cercado pela família e amigos, levaram-no a entender a hospitalidade   como redentora da miséria social descrita em alguns de seus romances e   contos, entre eles “Oliver Twist”. Já a observação da burguesia francesa   na descrição dos salões de festas por Honoré de Balzac e Marcel Proust   se contrapõe à preocupação de Thomas Mann de mostrar a decadência da   sociedade da primeira metade do século XX na crítica dos rituais   cumpridos pelos aristocratas e burgueses.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“A estrutura da literatura depende basicamente dos encontros sociais   ensejados pela hospitalidade, que são elementos de diversas tramas em   romances e nos roteiros cinematográficos. É um tema riquíssimo, que não   concerne apenas à filosofia ou à economia. E o livro busca ampliar a   visão sobre as trocas humanas de maneira ampla e não monetizada”,   observa Camargo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo os antropólogos, a hospitalidade seria o contraponto natural à   hostilidade, desencadeando a necessidade da criação de um conjunto de   regras que pauta a maioria dos agrupamentos humanos. Entre essas leis   estaria a que estabelece o prazo máximo de três dias para a permanência   de um hóspede. “A regra dos três dias é comum a muitos povos. Um  período  maior, só em caso de muita intimidade entre anfitrião e  hóspede, ou de  parentes próximos. Mesmo assim, há grande possibilidade  de atritos, pois  o respeito pode se diluir no convívio”, lembra  Camargo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os pesquisadores demonstram a preocupação de alguns povos em incluir   os deveres de hóspedes e anfitriões nos livros que regiam a  convivência,  como o Kanun, das tribos de montanheses da Albânia, ou a  Bíblia  judaica. Costumes anteriores ao surgimento do Islã perduram até  hoje  entre os grupos muçulmanos de nômades que vivem na região do  Magreb. O  livro fala ainda dos hábitos de acolhida de vietnamitas,  russos,  japoneses e polinésios, além de enfatizar a hospitalidade como  um dever  cristão incorporado pelas ordens religiosas, o que viria a  evoluir da  tradição de hospedar viajantes pelos mosteiros para a  montagem de  orfanatos e hospitais administrados por sacerdotes de  diferentes credos.  No entanto, embora contemplem aspectos  contemporâneos, enfocando a  diplomacia ao abordar o exílio dos  refugiados políticos, os textos não  se aprofundam na análise do  processo de transformação da hospitalidade a  partir do século XIX,  quando surge o conceito do hotel moderno.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“Até o século XVIII, a norma da aristocracia europeia era passar   temporadas nas casas de conhecidos. No século XIX, a hospitalidade   comercial conquista prestígio, já que o elegante passou a ser   hospedar-se em hotéis. O livro expõe as mudanças no acolhimento em   diferentes épocas, um sistema anterior aos códigos de direito e ao   capitalismo. Hoje, com os espaços domésticos urbanos mais reduzidos, a   hospitalidade passa aos locais de convivência nos edifícios, como salões   de festas e espaços gourmand”, observa Camargo, que não isenta os   anfitriões de suas funções, mesmo quando contratam profissionais para   organizar casamentos ou festas: “Receber em casa ou num salão é o mesmo.   O anfitrião tem as mesmas responsabilidades”.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O toque nostálgico do “Livro da Hospitalidade” é reconhecido pelo   próprio Montandon, que assina dois dos textos finais, além do prefácio.   Ele admite que não foram poucos os aspectos da modernidade a ficar de   fora, lembrando a importância de itens que poderiam ser analisados, como   a carona e a recepção nas viagens de avião e trem. Um tópico pensado,   mas não desenvolvido, foi o da geladeira, o símbolo do acesso à   intimidade do lar. Para Montandon, quando os convidados se servem   diretamente, pegando garrafas ou alimentos da geladeira, a liberalidade   do anfitrião “tem a desvantagem de fazer desaparecer a dimensão pessoal   da dádiva”.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-6628853770431754779?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/6628853770431754779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=6628853770431754779' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6628853770431754779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6628853770431754779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2011/04/valor-economico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7593957012853278544</id><published>2011-02-08T03:24:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T03:25:00.889-08:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>Lançamentos: Assuntos consagrados devem disputar espaço com obras de apelo oportunista.&lt;br /&gt;O outro lado das histórias vai chegando às livrarias&lt;br /&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os negócios na era da internet, revelações sobre os bastidores de empresas bem-sucedidas - e o desacordo entre seus criadores -, as perspectivas econômicas dos países emergentes, desenvolvimento sustentável. As mais recentes abordagens desses temas, sob diversos ângulos, são as principais apostas das editoras brasileiras, em 2011, na área de economia e negócios. Os lançamentos apresentam o que há de mais recente em administração e gestão, incluindo ainda estudos sobre a consolidação das companhias que hoje dominam o panorama econômico mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À parte as escaramuças judiciais travadas no momento em que as sociedades são desfeitas, tornou-se comum executivos contarem o seu lado da história em livro - principalmente os que dependem da imagem pública para tocar suas próprias carreiras. O ex-porta-voz do Wikileaks, Daniel Domscheit-Berg, é um desses. Seu livro "Inside Wikileaks", que sai no Brasil pela Campus/Elsevier, tem lançamento mundial em março. Domscheit-Berg, que trabalhou três anos com Julian Assange na elaboração do site, já anunciou seu novo projeto, o portal Openleaks - informativo, simplesmente, sem o objetivo de divulgar documentos secretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em abril, a Campus/Elsevier lança "Idea Man", de Paul Allen, cofundador da Microsoft, que acusa o ex-sócio Bill Gates de tê-lo prejudicado na empresa. Seguindo uma linha mais tradicional, o fundador da Starbucks, Howard Schultz, conta como fortaleceu a rede de cafeterias em "Onward", que chega às livrarias no mesmo mês, quando também sairá "Macrowikinomics", a análise de Don Tapscott, um dos mais reconhecidos especialistas em internet, sobre o atual momento das mídias sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda enfocando o universo das empresas virtuais, a Saraiva publica, em agosto, "Nos Bastidores do Google", de Aron Goldman, que examina a trajetória de fortalecimento da marca. Outros lançamentos da editora em 2011 privilegiam a visão sobre companhias e empreendedores que estabeleceram novos padrões em negócios. Em maio sai "Be Our Guest", uma publicação do Instituto Disney, que analisa a metodologia Disney no atendimento de clientes. Na contramão da inovação está o especialista em estratégia internacional Oded Shenkar. Autor de "Copycat", que a Saraiva lança em maio, Shenkar argumenta que observar e imitar iniciativas já consagradas por concorrentes é menos oneroso do que investir em estratégias ainda não experimentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contraponto às ideias de Shenkar está "Risco", de John Adams, que será publicado no Brasil pela editora Senac-SP. O ambientalista e geógrafo britânico acredita que o fascínio pelo risco estimula as soluções para superar desafios, o que pode ser aplicado no gerenciamento estratégico empresarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento sustentável como valor para toda a sociedade, e não apenas item obrigatório das agendas de responsabilidade social das corporações, é destaque em três títulos da Senac-SP. "Economia e Ecologia", de Frank Dominique Vivien, defende a compreensão integral do conceito, combinando a proteção da natureza com o crescimento econômico. Em "Sustentabilidade - A Legitimação de um Valor", o economista José Eli da Veiga analisa o significado de sustentabilidade dentro do panorama atual, incluindo não apenas os esforços de proteção ao ambiente, mas a necessidade da incorporação do conceito por todas as camadas da sociedade. "Novos Indicadores de Riqueza", de Jean Gadrey e Florence Jany-Catrice, discute parâmetros, além do produto interno bruto (PIB), para a aferição do índice de crescimento econômico, entre eles a qualidade de vida e a conservação ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os novos caminhos da economia mundial levam a reflexões sobre o papel dos governos. Uma análise sobre o chamado capitalismo de Estado está em "O Fim do Livre Mercado", de Ian Bremmer, que a Saraiva lança em março. Presidente do Eurasia Group, consultoria especializada em análise de riscos políticos globais, Bremmer critica os sistemas em que o Estado utiliza o poder dos mercados para o controle da geração de riquezas, além de questionar o sucesso do crescimento econômico da China, por não estar associado à liberdade de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indução de consumo em países emergentes merece estudo detalhado em "Admirável Marketing Novo" (Bestbusiness), de Max Lenderman. Para conquistar novos consumidores vale até fundar um banco. O Russian Standard, responsável pela emissão de 77% dos cartões de créditos da Rússia, foi criado para fortalecer a marca do mesmo nome, atualmente a vodca mais vendida no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em março, a Campus/Elsevier lança "Brasil 2022", uma compilação de artigos de especialistas em economia e política, organizada por Fabio Giambiagi e Claudio Porto. Segundo o diretor da editora, Igdal Parnes, o livro permite fazer uma projeção de "como será o cenário do Brasil na época da comemoração do bicentenário da Independência, num percurso que começa com a estabilização da moeda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7593957012853278544?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7593957012853278544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7593957012853278544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7593957012853278544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7593957012853278544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2011/02/valor-economico-livros_08.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-6734608797098266897</id><published>2011-02-04T11:49:00.001-08:00</published><updated>2011-02-04T11:49:46.477-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tendências de Mercado'/><title type='text'>Valor Econômico - Mercado Editorial</title><content type='html'>Da crítica ao capitalismo a leves textos de autoajuda&lt;br /&gt;Olga de Mello, para o Valor | Do Rio&lt;br /&gt;25/01/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece não haver limites para a variada bibliografia de economia e negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados deste ano, o filósofo Zigmunt Bauman, autor de contundentes críticas ao consumismo e ao capitalismo dos tempos atuais, vem ao Brasil para o lançamento de um dos quatro de seus livros que a editora Zahar publica em 2011. Bauman é um dos muitos autores que têm abordado assuntos como economia e filosofia com linguagem acessível a diferentes tipos de leitor. Dirigentes das principais editoras do país acreditam que, ao lado de finanças pessoais, desenvolvimento sustentável e empreendedorismo, a economia ao alcance de todos deverá ser um dos temas dominantes nas vitrines das livrarias este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1986, a Zahar publicou 21 títulos de Bauman, com 280 mil exemplares vendidos. Há duas semanas, saiu “Bauman sobre Bauman”. Para a editora Cristina Zahar, o filósofo conquistou leitores pela simplicidade de um discurso que alcança todos os públicos. “Há 30 anos começamos a trabalhar livros que pensassem a economia através de um viés bastante amplo. Foi quando publicamos “A História da Riqueza do Homem”, de Leo Huberman. Virou um fenômeno de vendas, como “Capitalismo Global”, de Jeffrey Frieden, lançado em 2008, que acabou sendo adotado por cursos de economia e MBAs. É possível que o mesmo aconteça com “A Prosperidade do Vício”, de Daniel Cohen, que trata da economia através da história. Procuramos títulos que não se destinem apenas aos especialistas em economia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem menos rebuscada para os temas econômicos não ameaça os livros de negócio nem os do chamado “light business”, que continuam à frente dos lucros no segmento. “É impossível dispensar os títulos de autoajuda em negócios”, afirma Sérgio Machado, presidente do grupo editorial Record, o maior do país, que há um ano abriu o selo Bestbusiness, especializado no gênero. Ele lembra que, lançado em 1996, “Quem Mexeu no Meu Queijo”, de Spencer Johnson, já vendeu acima de 1,3 milhão de exemplares, perdendo em vendagem, dentro das editoras do grupo, apenas para “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, que está há mais de 50 anos no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quero publicar livros para um público novo de comerciantes, prestadores de serviços, interessados em conhecer casos de sucesso, em ler biografias de homens de negócios, em empreendedorismo. Para o estudante do MBA, que procura títulos que estejam na fronteira do pensamento de economia e negócios, temos livros da Harvard Business School”, diz Machado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marketing social, design e ‘ecobusiness’ devem ser os títulos predominantes nas livrarias por mais alguns anos, acredita Machado, que está em busca de histórias brasileiras de sucesso para publicar, aproveitando o momento de crescimento econômico do país. As trajetórias empresariais de sucesso que registrem inovações em gestão costumam obter boas vendas. Publicado em 2008, “A Cabeça de Steve Jobs” (Agir) vendeu 100 mil exemplares. As trajetórias empresariais de sucesso que registrem inovações em gestão costumam corresponder a boas vendas. Ainda apostando em relatos sobre o sucesso dos “self-made men”, a editora lançou, no início de dezembro, “A Ousadia de Ser Líder”, de Richard Branson, fundador da Virgin Records.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esses homens criaram ambientes descontraídos em suas empresas, modificaram a postura dos empregados e obtiveram excelentes resultados. O espírito do jovem empreendedor, hoje, é a base do universo dos negócios”, diz Alexandre Mathias, diretor-executivo da Ediouro Livros, que congrega as editoras Nova Fronteira, Agir e Thomas Nelson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especializada em livros técnicos, a Campus-Elsevier é a editora brasileira com maior número de citações em um de seus mais recentes lançamentos, “Os 100 Melhores Livros de Negócios de Todos os Tempos”, uma seleção assinada por Jack Covert e Todd Sattersten. Os autores, os principais executivos do 800-CEO-READ, site de venda de livros de negócios, montaram um guia de obras do segmento, sem restringir-se ao que há de mais recente no mercado. Entre as indicações estão “A Riqueza das Nações”, de Adam Smith, “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu, “O Príncipe, de Maquiavel”, e “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O setor é de altíssimo risco, com uma imensa chance de escolhas erradas, pois os assuntos já estão muito explorados. Um tema do momento é desenvolvimento sustentável. Este ano, lançaremos um livro sobre sustentabilidade assinado pelo príncipe Charles, que provavelmente terá boa aceitação”, observa Igdal Parnes, diretor da Campus-Elsevier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos candidatos a ser um long-seller da Campus/Elsevier é “Marketing 3.0″, de Philip Kotler, que teve 20 mil exemplares vendidos este ano. “Existe um interesse grande em marketing, em design, em economia comportamental e em finanças pessoais, nicho que surgiu com a estabilidade da moeda. Temos títulos de orientação profissional e também os que apresentam o mundo financeiro ao leitor”, diz Parnes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editoras especializadas em economia, administração e negócios, como a Bookman, que fechou 2010 com mais de 100 novos títulos lançados, percebem interesse maior por uma visão humanitária na gestão, estratégia e liderança, ao lado de novos negócios. “Um dos novos clássicos na área é “A Riqueza na Base da Pirâmide”, de C.K. Prahalad, que está na segunda edição, e mostra como grandes empresas vêm ganhando dinheiro oferecendo produtos compatíveis com os consumidores menos favorecidos em países emergentes”, conta Arysinha Affonso, editora de ciências exatas, sociais e aplicadas da Bookman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcus Vinícius Barili, gerente corporativo e editor da Editora Senac-SP, comenta que o empreendedorismo está em alta, seguido pelo desenvolvimento sustentável. Dos 14 livros lançados em 2010 no segmento que abrange administração e negócios, 6 eram focados em meio ambiente. Nos últimos três anos, esta área, que representa 13% das vendas da Senac-SP, registrou um crescimento de 60% em vendas, enquanto a produção de títulos de meio ambiente subiu 96%, diz Barili. “A Natureza como Limite da Economia”, de Andrei Cechin, e “A Economia Socioambiental”, de José Eli da Veiga, concentrados em meio ambiente, com economia e negócios como temas transversais, já tiveram novas edições em menos de um ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-6734608797098266897?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/6734608797098266897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=6734608797098266897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6734608797098266897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6734608797098266897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2011/02/valor-economico-mercado-editorial.html' title='Valor Econômico - Mercado Editorial'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-5161439409198017842</id><published>2011-02-04T11:48:00.001-08:00</published><updated>2011-02-04T11:48:59.563-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>Uma história russa, de garrafa em garrafa&lt;br /&gt;Olga de Mello | Para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;18/01/2011&lt;br /&gt;“O Rei da Vodca – A Saga da Família Smirnov e a Construção de Um Império”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linda Himelstein. Trad. de Ana Beatriz Duarte. 364 págs., R$ 39,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O consumo de vodca na Rússia significa mais do que um hábito ancestral – é um ato de identidade nacional. A bebida, que surgiu por volta de 1500 como elixir medicinal, era oferecida a mulheres em trabalho de parto, recém-nascidos, doentes, soldados na frente da batalha, trabalhadores antes do início da colheita ou de uma construção, e aos que assinavam um contrato para celebrar um novo negócio. Era com os impostos da vodca que o governo imperial russo cobria todas as despesas básicas do Estado e da defesa do país em tempos de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante mais de 40 anos, a melhor vodca russa foi produzida por Peter Smirnov, um empreendedor que saiu da linha da miséria para tornar-se um dos mais prósperos industriais de seu país nos primórdios do breve capitalismo russo, em meados do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “O Rei da Vodca”, a jornalista americana Linda Himelstein conta a trajetória do “self-made man” semialfabetizado, mesclada ao registro das profundas mudanças sociais que a Rússia atravessou até a tomada do poder pelos comunistas. Atualmente, a Smirnoff não apenas é a marca de vodca mais conhecida no mundo, mas a bebida premium de maior vendagem, informa Linda, que dedicou quatro anos à pesquisa de centenas de documentos, coleta de declarações de descendentes de Smirnov e de seus filhos, além de consulta a registros históricos sobre o conturbado período de ascensão e decadência da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a marca, que vale U$ 4,7 bilhões, pertence a um grupo britânico e a vodca Smirnoff é vendida em 130 países. A popularidade cresceu a partir da década de 1960, quando garrafas de Smirnoff foram mostradas em filmes da série 007, já que a vodca integra o Dry Martini, drink favorito do espião James Bond. Cerca de 100 anos antes, Smirnov planejou uma ousada ação de marketing para fixar a marca. Ofereceu salário, comida, roupa e hospedagem a 15 desempregados, para que percorressem pontos de venda de bebidas de Moscou e pedissem uma dose de sua vodca, que deveriam beber e elogiar. Caso não a encontrassem, reclamariam em altos brados, seguindo para outro bar e repetindo o pedido. A estratégia foi tão bem-sucedida que Smirnov mandou os contratados a todas as cidades ligadas a Moscou pela linha férrea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que a biografia do ex-servo empreendedor que criou uma indústria de bebidas de alta qualidade, fornecendo vodca para as principais casas reais europeias, “O Rei da Vodca” reconta uma época agitada por profundas transformações sociais. Linda apresenta Smirnov como um símbolo do que seria, então, a nova Rússia, um país que abandonava o sistema feudal e engatinhava em direção ao capitalismo, buscando a modernidade e a sofisticação da Europa Ocidental, a partir do fim da servidão em que viviam 22,5 milhões de pessoas – 40% da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inovador Smirnov nasceu servo, mas aprendeu a ler e a escrever, o que lhe garantiu a possibilidade de trabalhar fora das terras onde a família vivia. Pôde economizar para comprar sua própria liberdade, antes da emancipação decretada pelo governo. Com sólida formação moral tradicionalista, Smirnov financiou a restauração de várias igrejas e participou da direção de diversas instituições de caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo depois de tornar-se um líder respeitado entre os fabricantes de bebida, Smirnov teve que enfrentar batalhas contra concorrentes legais ou irregulares, tanto de falsificadores quanto de produtores caseiros de vodca. Já estabelecido como expoente entre os industriais, preparou-se para o monopólio da produção e distribuição de vodca pelo governo, fruto de uma intensa campanha que pretendia combater o alcoolismo na Rússia, liderada pelo escritor Lev Tolstoi. Se o próprio Smirnov bebia raramente, apenas para provar suas próprias criações, celebrar um acordo comercial ou nas raras ocasiões sociais a que comparecia, a Rússia tinha cinco vezes mais mortes atribuídas ao alcoolismo do que a França – onde o consumo de bebidas alcoólicas per capita era sete vezes maior (15,7 litros na França contra 2,7 litros na Rússia). Segundo observadores da época, o problema estava no tipo de bebida favorita do povo. Na França eram os vinhos. Na Rússia, a vodca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os índices de alcoolismo permanecem altos na Rússia. Em 2006, segundo Linda, a intoxicação alcoólica levou 33 mil pessoas à morte. Muitos, provavelmente, são consumidores da Smirnoff, que teve o nome ocidentalizado e voltou a ser comercializada no território russo, depois de extinta, quando a família perdeu a empresa e o patrimônio nos desdobramentos da Revolução de 1917.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O questionamento legal de direitos sobre a produção e distribuição da vodca e as diversas ações movidas por herdeiros levaram a autora a se interessar pelo assunto, em 1996. Com informações compiladas em mais de 500 documentos, em 250 artigos de jornais e periódicos, além de mais de 900 livros e entrevistas, Linda traça o panorama de um tempo de mudanças através de uma família que não se conformou com um destino pré-estabelecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-5161439409198017842?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/5161439409198017842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=5161439409198017842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5161439409198017842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5161439409198017842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2011/02/valor-economico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-6453027703947142657</id><published>2011-02-04T11:47:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T11:48:12.498-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes'/><title type='text'>Valor Econômico - Economia e Arte</title><content type='html'>A relevância do dinheiro no mercado de arte&lt;br /&gt;Olga de Mello | Para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;21/12/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Arte &amp; Dinheiro”Katy Siegel e Paul Mattick. Tradução de Ivan Kuck. Zahar. 223 págs., R$ 89,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através dos séculos, dinheiro e arte estabeleceram um relacionamento delicado. Enquanto a arte pode gerar conforto, fortuna e prestígio para criadores e patrocinadores, o dinheiro, geralmente, é um componente que interessa à produção artística. Definir os limites dessa relação e quando o dinheiro passa a ser tema – ou se transforma em objetivo – da arte são algumas das reflexões suscitadas por “Arte &amp; Dinheiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cada vez mais o julgamento do valor da arte contemporânea se assemelha ao comportamento do mercado financeiro. Os rumores definem valores. Alguns trabalhos acabam sendo avaliados a partir do preço, o que não é, originalmente, o propósito da arte”, observa o economista Gustavo Franco, que assina o prefácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relevância do dinheiro para a arte contemporânea pode ser resumida através da epígrafe escolhida pelos autores, uma citação do crítico de arte e historiador Paul Ardenne: “A principal preocupação de nossa época – a economia – é, para a arte de hoje, o que o nu, a paisagem ou o mito do novo foram, em seu tempo, para o neoclassicismo, o impressionismo e a vanguarda: tanto um estímulo à criatividade, quanto um tema ao gosto do momento”. Segundo a crítica de arte Katy Siegel e o professor de filosofia e jornalista especializado em economia Paul Mattick, a volta à moda “ideológica da ideia de um mercado global autodeterminado e sem compaixão pelos fracassados”, que teve especial relevância nas últimas duas décadas, garantiu à riqueza, ao consumo e ao prazer o status de valores publicamente aceitáveis. Entre os questionamentos invocados por “Arte &amp; Dinheiro” está o caráter efêmero da produção de riquezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso de cédulas em trabalhos artísticos – como “Zero Cruzeiro”, de Cildo Meireles – e aspectos menos concretos do valor do dinheiro surgem no livro, montado como uma exposição, com “salas temáticas” (capítulos) e um debate entre especialistas em arte no epílogo. A visão bem-humorada sobre a relação dos artistas com o dinheiro começa na capa, que traz o “Zero Cruzeiro” e a fotografia de cinco artistas dançando nas areias de uma praia das Antilhas, durante a chamada 6ª Bienal Caribenha. Promovido em 1999, o evento denunciou o vazio de reuniões semelhantes, que deveriam fomentar encontro de ideias e novas produções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A reunião no Caribe obteve patrocínio de diversas empresas, convencidas de que artistas de renome criariam obras destinadas àquele espaço, mas eles fizeram abertamente o que acaba acontecendo em eventos semelhantes. Passaram o tempo todo se divertindo e descansando”, esclarece Franco, que sugeriu a inclusão de “Zero Cruzeiro” na capa da versão local, já que Cildo Meireles é o único brasileiro com dois trabalhos destacados no livro. A série de cópias de cédulas de cruzeiro é da década de 1970. Com efígies substituídas por figuras de índios e a assinatura do artista no lugar da chancela do presidente do Banco Central, as cédulas falsas tiveram uma grande tiragem, a fim de denunciar a alta inflação do período e também para diluir o valor da obra, “à semelhança do que o governo brasileiro estava fazendo com a moeda nacional”, observam os autores. A instalação “Missão/Missões” (como construir catedrais) foi criada com 600 moedas, 800 hóstias e 200 ossos de boi, para remeter à violência da evangelização católica na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As “salas” mostram grande variedade de atitudes e práticas artísticas, sempre refletindo sobre dinheiro, consumo, política e poder. Na sala “Negócios” estão agrupadas fotografias de comemorações de executivos pela fusão de empresas e outras mostrando pessoas nas filas de seguro-desemprego. A sala “Alternativas” tem trabalhos do cubano Felix Gonzales-Torres (1957-1996), que criava instalações com papéis de bala e incentivava os apreciadores de suas serigrafias a levarem um pedaço da obra para casa – sem nada cobrar por isso. Interagir com o público era a intenção do americano Rob Pruitt, que enfileirou uma carreira de cocaína sobre um espelho de cinco metros de comprimento no chão de uma galeria nova-iorquina, em 1998. Em questão de minutos os convidados consumiram a droga. Já o artista alemão Boris Becker trata de objetos ordinários que podem esconder a riqueza, ao fotografar quadros, sapatos e folhas de mata-borrão utilizados por traficantes de drogas colombianos para contrabandear cocaína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Franco, a exposição proposta no livro ajuda o leitor a conhecer a arte contemporânea. “Há sempre um enredo para dar sentido às obras atuais. Esse sentido vai além do estético ou sensorial, não segue a lógica dos trabalhos dos velhos mestres românticos, clássicos ou renascentistas. Raramente se consegue compreender a arte contemporânea sem uma leitura, uma referência. Hoje, a discussão de conceitos se impõe, com temas que passam pelo fenômeno do valor atribuído a assinaturas em papéis, por exemplo. Muitos artistas estão discutindo um pouco do fenômeno da assinatura de um papel, que vale muitas vezes mais do que um trabalho artístico”, observa o economista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-6453027703947142657?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/6453027703947142657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=6453027703947142657' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6453027703947142657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6453027703947142657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2011/02/valor-economico-economia-e-arte.html' title='Valor Econômico - Economia e Arte'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-5701548829665195659</id><published>2011-02-04T11:46:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T11:47:18.915-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Economia</title><content type='html'>A riqueza material espelhada na perda dos sentimentos morais&lt;br /&gt;Por Olga de Mello | Para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;07/12/2010&lt;br /&gt;Economia global: Dos tempos mais antigos à derrocada do sistema hipotecário americano, a humanidade percorre um caminho de altos e baixos na qualidade de valores que orientam a vida econômica.&lt;br /&gt;“A Prosperidade do Vício”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Cohen. Tradução de Wandyr Hagge. Zahar. 200 págs., R$ 34,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada em 1801, a novela “Juliette ou as Prosperidades do Vício”, de Donatien Alphonse François, o Marquês de Sade, conta a história de uma jovem que despreza os valores morais vigentes e passa a viver para satisfazer seus próprios desejos, sem qualquer consideração pelos que a cercam. Por “Juliette” e outro livro, “Justine e os Infortúnios da Virtude”, Sade foi encarcerado durante seus últimos 13 anos de vida em um hospício. A personagem Juliette, no entanto, não sofreu as mesmas sanções que o autor, pois, filha de um banqueiro, obteve a complacência da Justiça. A metáfora para a ganância de uma sociedade que adapta seus padrões éticos de acordo com os ganhos financeiros está em “A Prosperidade do Vício – Uma Viagem (Inquieta) pela Economia”, do economista francês Daniel Cohen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O título de Sade, para os economistas, remete a Malthus, para quem a prosperidade é alcançada através do controle populacional. Guerras, epidemias e outros males seriam, então, benéficos para a sociedade”, diz Cohen, que traça a história da economia ocidental, enquanto reflete sobre a relação do dinheiro com a satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Depois que se ultrapassa um certo patamar, a riqueza não altera os níveis de frustração. A pressão social faz as pessoas sempre desejarem ter mais dinheiro que os vizinhos”, afirmou Cohen, em entrevista ao Valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro que compra a conivência com a transgressão também modificou conceitos morais, mas nem sempre visando apenas o bem-estar de pequenos grupos, observa Cohen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No século XVIII, na Europa, houve uma modificação do status moral da ganância, que passou a não ser mais considerada um mal, um vício, já que traria prosperidade e paz”, diz o economista. Entretanto, a história mostra que paz e prosperidade nem sempre caminham juntas, lembra Cohen – tanto que justamente durante uma época de “prosperidade partilhada” eclodiu a Primeira Guerra Mundial. Se a Europa hoje se apresenta como o continente da paz e da prosperidade, diz Cohen, “é ao preço de uma formidável amnésia de seu passado recente”. Para o economista, o maior risco no século XXI é a repetição, em nível planetário, da história do Ocidente, que, em quatro séculos de proeminência europeia sobre outros povos, terminou na barbárie da Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vice-presidente da École d’Économie de Paris e professor da École Normale Supérieure, Cohen alterna observações históricas e esclarecimentos de economia em linguagem acessível a leigos. Um exemplo está nas páginas em que ilustra o perigo do consumismo desenfreado, que considera uma droga com milhões de dependentes e poder suficiente para “destruir nossa civilização”. Cohen sugere aos leitores que imaginem as consequências para a Terra se um milhão de chineses que utilizam bicicletas decidissem trocá-las por automóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O planeta não consegue absorver tantos consumidores sem uma radical reorientação das normas em que se baseiam nossos padrões de crescimento. Hoje, na nova era do vício, para obter relevância social é preciso crescer financeiramente, ou seja, enriquecer ou perecer”. O economista responsabiliza a avidez por consumo das famílias americanas por seu “formidável endividamento” e pela derrocada do sistema hipotecário, que resultou na crise financeira global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessimismo de Cohen quanto ao futuro de um planeta exaurido pela ocupação predatória dos povos é compensado por sua confiança nos propósitos conservacionistas das novas gerações, ainda que faça ressalvas a formas de uso da internet, onde “florescem tanto os laços entre amantes de música quanto redes de pedófilos”. Cohen ressalta que nada tem contra a rede, cuja criação considera tão importante quanto a invenção da máquina a vapor e da eletricidade, há 200 anos. “Os novos recursos sociais que a internet proporciona são, no mínimo, ambíguos. Os jovens estão ansiosos para usufruir de seus 15 minutos de fama, enquanto prostituição e dinheiro se apresentam como valores em qualquer canto da rede. É o mesmo velho mundo, com uma nova roupagem. O que anima é que esses mesmos jovens acreditam na necessidade da proteção ambiental. Isso faz parte da cultura deles, exatamente como acontece com a internet.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora se mostre descrente, Cohen tem esperanças de que haja cooperação entre os povos para reduzir as agressões ao ambiente. “Em tempos de crise, alinhar-se é uma regra difícil, pois significa fazer concessões para o bem público. A cooperação é a principal questão problemática no mundo atual. Depois da quebra do Lehman Brothers, a reunião de Copenhague do G-20 mostrou que há limites para a cooperação entre os países. O relacionamento entre a China e os Estados Unidos está mais difícil do que há dois anos. Da mesma forma, há mais obstáculos no relacionamento entre a Alemanha e outros países europeus, como Grécia, Irlanda ou Portugal”, diz Cohen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das raras citações do Brasil no livro é como exemplo do papel de controlador populacional exercido pela televisão. Daniel Cohen afirma que o Brasil, por ser grande consumidor de telenovelas, chegou rapidamente a menores patamares de crescimento demográfico, pelo fato de novos conceitos e comportamentos serem assim disseminados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acredito realmente nas projeções sobre o crescimento econômico do Brasil, mas tenho muitas reservas quanto à ideia de que a China entrará pacificamente nesse grupo. A Índia ainda tem muito a fazer para alcançar a segunda fase da democracia, ou seja, tornar-se uma democracia social, que se preocupa com os direitos de seu povo. O núcleo de meu livro é lembrar dos precedentes da Alemanha, que se tornou uma superpotência industrial na Europa do século XX. Isso levou à paz e à democracia, mas por quanto tempo foi assim?”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-5701548829665195659?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/5701548829665195659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=5701548829665195659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5701548829665195659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5701548829665195659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2011/02/valor-economico-economia.html' title='Valor Econômico - Economia'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-3255215660967415907</id><published>2011-02-04T11:41:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T11:46:08.762-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Economia e Política</title><content type='html'>As várias vozes da crítica antiliberal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Política e Economia: Lênin, Hitler, Getúlio, nomes de um coro que também teve Fernando Pessoa e Keynes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;05/10/2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mais do que um intervalo entre duas guerras mundiais, o período entre 1918 e 1939 foi marcado por convulsões sociais e pela difusão de ideias acerca de uma nova ordem que se avizinhava depois da queda de impérios na Europa e no Oriente. Se o momento era de otimismo e muitos acreditavam que o autoritarismo perecera definitivamente, havia críticas ao pensamento liberal, observado com reticências não apenas por quem crescera sob a tutela de Estados controladores e questionava o mercado autorregulável. A crescente participação do Estado na economia a partir da crise financeira de 2008 levou os historiadores Flavio Limoncic e Francisco Carlos Palomanes Martinho a organizar “Os Intelectuais do Antiliberalismo – Projetos e Políticas para Outras Modernidades”, com 27 ensaios que analisam as ideias de alguns pensadores e adeptos de uma corrente político-econômica que atravessa décadas.&lt;br /&gt;“A hegemonia liberal já viveu diversas crises, a última em 2008. Buscamos, então, refletir sobre as raízes da crítica ao liberalismo dentro do panorama mais amplo possível, mostrando desde o pensamento da esquerda até a direita, sem limitar o campo de atuação dos que eram contrários àquela corrente. Montamos um painel bastante diversificado de onde estavam as matrizes para a intervenção dos governos na Europa e na América Latina”, explica Limoncic.&lt;br /&gt;A reação antiliberal foi diferente em muitos países. “No Brasil, é difundida a noção de que só existiram, praticamente, o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini, quando essas ideias se desenvolveram de maneira diferente, de acordo com as características de cada lugar”, observa Martinho. Além de artigos sobre o franquismo espanhol e o salazarismo, fala-se também da inspiração antiliberal na América Latina, do México ao Uruguai.&lt;br /&gt;“Nossa tendência é de considerar Getúlio Vargas fascista, assim como Salazar em Portugal e Franco, na Espanha”, diz Martinho. “Mas existem diferenças nítidas, originadas de experiências muito específicas. A guerra é o elemento determinante para a adoção de políticas centralizadoras, voltadas para a produção de armamentos e alimentos.”&lt;br /&gt;Tais peculiaridades impediriam a difusão de uma metodologia autoritária, como demonstra o artigo da socióloga Helena Bomeny sobre as tentativas de se implantar uma organização de jovens brasileiros – nos moldes dos grupos criados na Alemanha e na Itália. Os esforços do ministro da Justiça de Getúlio Vargas, Francisco Campos, nessa direção esbarraram nas negativas de seus próprios colegas de gabinete.&lt;br /&gt;“O que podemos perceber é que nem todo antiliberalismo é fascismo. A corrente é mais rica, mais complexa do que a generalização. Portugal e Espanha, que estavam ao lado da Alemanha e da Itália, compartilharam de um pensamento antiliberal que tinha apoio de um catolicismo autoritário, intervencionista. Aqui, foi diferente. A guerra era vivida a distância”, explica Martinho, que assina o capítulo sobre Marcello Caetano, último primeiro-ministro do regime ditatorial português.&lt;br /&gt;Alguns dos intelectuais cujo pensamento é analisado no livro não são apenas referências no campo social ou econômico, mas os responsáveis pela implantação de uma nova ordem política, como Lênin, na União Soviética, e Marcello Caetano, em Portugal. Um nome que a muitos parecerá surpreendente é o de Fernando Pessoa. Se fingidor e criador de múltiplas personas enquanto poeta, o cidadão Pessoa expunha claramente sua admiração por Sidônio Pais, que chefiou uma breve ditadura portuguesa de 1917 a 1918.&lt;br /&gt;O maior poeta português do século XX é apresentado como um “apóstolo do ‘nacionalismo místico’ e do autoritarismo” pelo historiador António Costa Pinto, da Universidade de Lisboa. O profundo interesse de Pessoa em teoria econômica e seu conhecimento prático sobre mecanismos de mercado, algo raro entre literatos, o levaram a considerar o capitalismo um dos pilares da civilização, observa Costa Pinto, . para quem os especialistas tendem a moderar as posições ideológicas do escritor, em vez de verificar a diversidade de suas posições e assinalar as motivações políticas de sua obra.&lt;br /&gt;“Esta talvez seja a abordagem mais original do livro. Aquele escritor prestigiadíssimo pertencia informalmente a um grupo de tendências antiliberais que se reunia no restaurante A Brasileira do Chiador, em Lisboa. Sua postura antiliberal era conhecida, embora permaneça ainda pouco estudada”, diz Martinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-3255215660967415907?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/3255215660967415907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=3255215660967415907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3255215660967415907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3255215660967415907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2011/02/valor-economico-economia-e-politica.html' title='Valor Econômico - Economia e Política'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-5051951728087451644</id><published>2010-12-06T15:33:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T15:37:04.444-08:00</updated><title type='text'>Diário do Nordeste - Violência no Rio</title><content type='html'>&lt;em&gt;OPINIÃO DO ESPECIALISTA&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fim da guerra e a retomada da esperança&lt;br /&gt;05/12/2010&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em  novembro de 1988, os moradores de Ipanema conheceram a barbárie. No  asfalto da Rua Barão da Torre, onde fui criada, jazia a cabeça de um  homem, atirada do alto do Morro do Cantagalo. O decapitado era imposto  como símbolo do poderio dos déspotas que controlavam as favelas  cariocas.&lt;br /&gt;Como boa parte da população, sempre tive a favela como  vizinha. Por mais de 40 anos convivi com o Cantagalo. Meus pais, moradores de  Ipanema, jamais temeram o propagado dia em que "aquela gente" da favela  tomaria a cidade. Porque, para nós, "aquela gente" eram trabalhadores  honestos que moravam encarapitados em casebres, sobrevivendo sob o olhar  desconfiado das elites. "Aquela gente" tivera que se submeter às ordens  de criminosos pelo descaso absoluto das autoridades constituídas.&lt;br /&gt;A  partir da década de 80, a banalização da violência cresceu,  aterrorizando os moradores das favelas e amedrontando os "do asfalto",  que desviavam o rosto, como se faz em relação a mendigos e aos meninos  de rua do Rio.&lt;br /&gt;Tomadas de favelas por forças policiais assisti a muitas,  sempre após batalhas entre grupos de bandidos. Os policiais entravam  para solucionar crises, montavam postos de guarda no alto dos morros ou  em praças no centro do aglomerado de casas, quando a favela era  horizontal. E os moradores se rendiam tanto ao temor e às ordens dos  criminosos quanto à truculência da Polícia. Casas eram invadidas por  traficantes, portas arrombadas por policiais. Chega um momento em que  todos preferimos a ignorância das estatísticas para não sofrer mais  ainda. A implantação das UPPs em algumas comunidades foi encarada com  ceticismo por boa parte dos cariocas. Os traficantes eram alertados pelo  governo e abandonavam a região, que tinha imediata valorização  imobiliária - o que contribuiu para a aprovação das medidas pelas  classes média e alta. A venda de drogas nesses locais continuava,  discretamente, sem a exibição de armas.&lt;br /&gt;Outros negócios movimentados  pelos traficantes e pelas milícias foram impedidos pela chegada das  UPPs. A reação do tráfico era aguardada. Quando ela aconteceu, há duas  semanas, imaginava-se a total desmoralização da política de ocupação.  Mas isso não aconteceu. A diferença da recuperação do conjunto de  favelas do Alemão para as ações anteriores é que, além do apoio das  Forças Armadas, esta contou com o aplauso de quase 90% da população do  Rio. Ela foi saudada não apenas por quem vive na linha de tiro, mas  também pelos que se protegem em grades e vidros blindados. O momento é  de euforia e expectativa, apesar de alguns ainda desacreditarem na  ordem. Os cariocas, que insistem em amar seus cantos sofridos apesar das  tragédias diárias, quer ter o direito de confiar no Estado e na  Polícia. Espera-se para breve novas batalhas pela retomada dos muitos  territórios onde os bandidos se aquartelaram. Ninguém pode prever o que  acontecerá. Porque, definitivamente, alguma coisa mudou na praça de  nossa guerra urbana de cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olga de Moura Mello&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Jornalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-5051951728087451644?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/5051951728087451644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=5051951728087451644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5051951728087451644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5051951728087451644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/12/diario-do-nordeste-violencia-no-rio.html' title='Diário do Nordeste - Violência no Rio'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7485284932012052359</id><published>2010-12-06T15:19:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T15:21:20.112-08:00</updated><title type='text'>Diário do Nordeste - Chuvas no Rio em 2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/TP1v1rAI7TI/AAAAAAAADec/M0BydITgUlg/s1600/imagem.asp.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 305px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/TP1v1rAI7TI/AAAAAAAADec/M0BydITgUlg/s400/imagem.asp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547713283857378610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outra das antigas, com foto do Angelo Antonio Duarte, feita no Jardim Botânico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SEM CONDUÇÃO&lt;br /&gt;Moradores sofrem para chegar às suas casas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLGA DE MELLO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;DO RIO DE JANEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormir  no carro, no ônibus, na casa de conhecidos ou caminhar pelas ruas  inundadas com água até o joelho. Para muitos cariocas, a tempestade que  desabou sobre a cidade na noite de segunda-feira não chegou a  surpreender. "A diferença é que alagou tudo", observou o porteiro Cosmo  Sampaio, que levou seis horas do trabalho, em Botafogo, até sua casa, em  Bonsucesso, um trajeto que cumpre, geralmente, em 40 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  cada década, cai uma chuva pesada sobre o Rio de Janeiro, geralmente no  verão ou na mudança da estação para o outono. Com os temporais, vêm  enchentes, deslizamentos e muitas mortes. Depois de 15 horas  ininterruptas, na manhã de terça-feira, boa parte dos cariocas atendeu  aos apelos das autoridades, permanecendo em casa. Mas Cosmo nem chegou a  ouvir as recomendações da Prefeitura. "Saí às 5h30m e, mesmo assim,  ainda havia tanta água no caminho que demorei pelo menos três horas na  condução".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicóloga Giselle Barbosa só chegou em casa, na Zona  Sul, às 10h30 de terça-feira. Na véspera, participara de uma reunião em  Madureira e à noite concluiu que não conseguiria sair da Zona Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  funcionária pública Ana Machado, que passou a Páscoa com a família em  São Paulo, quase teve que pernoitar no Aeroporto do Galeão devido à  falta de condução. "Foi um caos. Não havia ônibus nem táxis.  Aproveitando a situação, muitos taxistas cobravam até R$ 100", informou a  funcionária pública.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7485284932012052359?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7485284932012052359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7485284932012052359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7485284932012052359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7485284932012052359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/12/diario-do-nordeste-chuvas-no-rio-em.html' title='Diário do Nordeste - Chuvas no Rio em 2009'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/TP1v1rAI7TI/AAAAAAAADec/M0BydITgUlg/s72-c/imagem.asp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-6371337424220676708</id><published>2010-12-06T15:16:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T15:18:01.461-08:00</updated><title type='text'>Diário do Nordeste - Cidade</title><content type='html'>Esta é antiga, mas só agora é que vi publicada no Diário do Nordeste de 26 de setembro de 2009&lt;br /&gt;Originalmente, foi escrita pro Tamoio Notícias&lt;br /&gt;     &lt;h2 class="tituloNoticia"&gt;Feira de São Cristóvão ganha estátua do santo&lt;/h2&gt;                &lt;div id="Ferramentas"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="Extras"&gt;&lt;div id="FotoDaMateria"&gt;&lt;a href="http://diariodonordeste.globo.com/imagem.asp?Imagem=398670" title=" " rel="lightbox"&gt;&lt;img src="http://diariodonordeste.globo.com/imagem.asp?Imagem=398670" title="Clique para Ampliar" alt="Clique para Ampliar" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="legendafoto"&gt;SOLENIDADE  DE INAUGURAÇÃO teve tom festivo, com apresentação de bumba-meu-boi e  repentistas, além da bênção do padre José Honorato da Cunha&lt;br /&gt;DIVULGAÇÃO&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;         &lt;/div&gt;                       &lt;p class="dataPublicacao"&gt;26/9/2009&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Agora, dois símbolos do Nordeste estão nas entradas da feira: Padre Cícero e Luiz Gonzaga, recepcionando visitantes&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Rio  de Janeiro. O maior ponto de encontro dos nordestinos no Rio de Janeiro  já tem seu cantinho místico. Uma estátua com a imagem do Padre Cícero  foi instalada, ontem, na entrada 2 do Pavilhão de São Cristóvão. Um  presente da Rádio Tamoio 900 AM Khz - filiada do Grupo Edson Queiroz -  pelos 64 anos da Feira de São Cristóvão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso aqui vai virar um  santuário, um ponto de romeiros. Essa era uma reivindicação antiga da  feira, que agora homenageia, em seus portões de entrada, dois símbolos  do Nordeste: o músico Luiz Gonzaga e o Padre Cícero", disse o presidente  da Feira de São Cristóvão, Alex Araújo. Ele agradeceu o apoio de todas  as empresas do Grupo Edson Queiroz, com destaque para a Rádio Tamoio,  representada na solenidade por Robson Barbosa, do Departamento de  Publicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inauguração da estátua foi festiva, com  apresentação de bumba-meu-boi e repentistas, além da bênção do padre  José Honorato da Cunha. "A presença de Padre Cícero diante da feira é  uma chamada para vivenciarmos seus ensinamentos, imitar sua dedicação e  amor a Cristo. O Padre Cícero deixou obras importantes que devemos levar  adiante", disse o sacerdote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área em torno do Pavilhão de São  Cristóvão começou a ser tomada por vendedores de alimentos e produtos  nordestinos há 64 anos, quando ônibus que vinham do Nordeste faziam o  ponto final naquela região. A chegada dos migrantes era saudada com  música, o que dava um aspecto festivo à feira, que, em 2005, foi  abrigada no interior do Pavilhão, que se chama Centro Municipal Luiz  Gonzaga de Tradições Nordestinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gerente do Centro, Marcos  Lucenna, lembrou que a estátua do Padre Cícero era uma antiga  reivindicação dos feirantes. "Reverenciar Padre Cícero é comum a todos  os nordestinos, pois o homem foi alçado à condição de santo em vida  pelas massas oprimidas do Nordeste. A estátua é uma doação carinhosa do  Grupo Edson Queiroz, através da Rádio Tamoio, cuja programação voltada  para a comunidade nordestina no Rio contribui para que essa cultura  sobreviva", comentou Lucenna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também compareceram à cerimônia  Carlos Fernando Andrade, superintendente do Instituto do Patrimônio  Histórico e Artístico Nacional no Rio de Janeiro, e Mônica Costa,  assessora de Patrimônio Imaterial da Instituição. Há oito meses, a  Associação de Feirantes pediu o registro da Feira de São Cristóvão como  Patrimônio Cultural Imaterial. "Estamos na segunda etapa de análise de  documentação dessa manifestação ", disse Carlos Fernando Andrade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confeccionada  em madeira por artesãos do Cariri, a estátua, de 1,60m, foi encomendada  em Juazeiro do Norte pelo Grupo Edson Queiroz há cerca de 50 dias.  "Quisemos atender a um pedido da Associação de Feirantes do Pavilhão,  que já tinha homenageado o ídolo Luiz Gonzaga com outra estátua. A  música de Luiz Gonzaga e a fé no Padre Cícero são naturais do povo do  Nordeste. Quando estivemos na Feira para mostrar o Tamoio Notícias, um  veículo que veio dar visibilidade maior à Rádio Tamoio, e divulgar entre  os que vieram do Nordeste os casos de nordestinos valorosos e  bem-sucedidos no Rio de Janeiro, ouvimos essa solicitação dos lojistas.  Como o Pavilhão é âncora para os nordestinos que vivem no Rio,  consideramos esse pleito com um carinho imenso", contou o diretor  comercial do Diário do Nordeste e do Tamoio Notícias, Francisco José  Ribeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OLGA DE MOURA MELLO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;ESPECIAL PARA CIDADE&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-6371337424220676708?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/6371337424220676708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=6371337424220676708' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6371337424220676708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6371337424220676708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/12/diario-do-nordeste-cidade.html' title='Diário do Nordeste - Cidade'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-4793377569712172301</id><published>2010-09-17T09:39:00.001-07:00</published><updated>2010-09-17T09:40:30.483-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Valor Econômico - Sociedade</title><content type='html'>&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-fareast-: 18.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em busca de sintonia&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN-BOTTOM: 0pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por Olga de Mello  Para o Valor, do Rio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;17/09/2010&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:verdana;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Testemunha da história para uns, uma de suas protagonistas para outros, a televisão brasileira chega aos 60 anos neste fim de semana em meio a especulações quanto a seu futuro. Sua relevância ainda é incontestável como forma de entretenimento e instrumento de disseminação cultural – mesmo no momento em que a internet conquista um público ávido não apenas por novidades, mas pela escolha livre da programação. A perda da audiência para a rede, já registrada em pesquisas e acompanhada por especialistas, não assusta, no entanto, alguns homens de televisão, como o diretor J.B. de Oliveira, o Boninho, diretor da Rede Globo. À frente do “reality show” “Big Brother Brasil”, ele aposta na fidelidade do público, embora ressalte a necessidade de inovações constantes: “A audiência está ali, pronta para se ligar, para assistir. Inovar sempre é uma obrigação”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As inovações já começaram a ser adotadas há tempo. Além de usar e abusar das redes sociais para divulgar a programação, a televisão cada vez mais sai de seus próprios limites, seja atingindo públicos fora das fronteiras domésticas, com seriados gerando filmes para a tela grande – como “Os Normais” e “A Grande Família” -, ou até invadindo a realidade do espectador por meio de perfis de personagens de telenovelas em blogs ou no Twitter.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:verdana;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:verdana;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“A nova forma da televisão é transmidiática. Já se pode comprar o brinco da personagem da novela pelo site da emissora que a transmite. E isso vem de processos iniciados na década de 1970, quando a teledramaturgia não se limitava a contar uma história, mas a direcionava para uma faixa de público específica, baseada em pesquisas mercadológicas”, diz Igor Nascimento, um dos organizadores do recém-lançado “História da Televisão Brasileira” (Editora Contexto), que analisa os aspectos social, político, econômico, cultural, tecnológico, profissional e estético, entre outras características próprias da televisão no Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A autonomia na escolha da programação, fenômeno que só faz crescer a partir da internet 2.0, permanece restrita a uma pequena faixa da população brasileira, os cerca de 14 milhões que têm computador em casa. “O que a internet e as novas mídias possibilitam é abalar a figura do editor, criando mecanismos mais explícitos de contestação do conteúdo e reduzindo a passividade da audiência. Todavia, isso não elimina a moderação do material produzido por esse novo espectador”, observa Marco Roxo, professor do departamento de estudos culturais e mídia do Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense, e também organizador de “História da Televisão Brasileira”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:verdana;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:verdana;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para Esther Hamburger, chefe do departamento de cinema, rádio e televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, a ânsia de inclusão digital é forte no Brasil, mesmo esbarrando na precariedade da infraestrutura da banda larga oferecida atualmente. “A televisão ficou jurássica para os adolescentes, que praticamente já nem mais a assistem, e está perdendo audiência para ela mesma, para os aparelhos desligados. A tendência é haver uma interação, já que vai aumentar muito ainda o espaço tomado pela internet, gerando uma mudança na relação das pessoas com a televisão”, observa Esther.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O público jovem não é uma preocupação específica de Boninho, que acredita na inventividade e na qualidade da programação para atrair espectadores de qualquer faixa etária. “A televisão é uma batalha diária de conquista. Será preciso pensar em qualidade, dar ao telespectador produtos inéditos, diferenciados. A pulverização das mídias será cada vez maior, vai ganhar quem tiver o melhor conteúdo. Na guerra pela audiência, muitas vezes as emissoras preferem popularizar, jogar o nível para baixo e isso é muito ruim. Nosso maior valor é o telespectador.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:verdana;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:verdana;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apesar do inegável avanço do computador no entretenimento do brasileiro, a pesquisa “The State of Media Democracy”, que ouviu, no Brasil, 1.346 pessoas que usam internet (ver quadro) identificou crescimento no número de assinantes de TV paga no país – um público menos passivo que o das gerações anteriores. A mudança de comportamento do espectador começou na década de 1990, quando o Brasil tomou contato com a internet, a TV por assinatura e os aparelhos de DVD.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Naquele momento foram modificadas as relações complexas que haviam sido estabelecidas ao longo de 50 anos. A televisão continua fazendo parte da vida brasileira, mas de forma diferente. O público ganhou uma autonomia que não existia antes”, diz Esther Hamburger.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por maior que seja o impacto da internet nas comunicações, o rompimento dos telespectadores com a televisão no Brasil está longe de acontecer, afirma Beatriz Becker, professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mesmo com um discurso elitista e tendo suas origens ligadas à necessidade de representação de uma classe urbana no país, a televisão brasileira seria o elemento agregador que permitiu a construção de identidade da nação, além de conceder visibilidade a uma população tradicionalmente excluída, acredita Beatriz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“A televisão precisa escapar da visão de que é o depósito do lixo intelectual do mundo. O Brasil foi inovador na utilização da técnica de produção para massas, com projetos vanguardistas de estéticas renovadoras em narrativas televisivas, tanto na teledramaturgia, que levou a linguagem do teatro para a televisão, quanto na cobertura jornalística. A televisão brasileira pode reivindicar com propriedade seu papel como produto cultural, que tanto intervém quanto sofre influências da sociedade. É nessas interações que ela leva ao espectador a ideia de cultura brasileira”, diz Beatriz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-fareast-: 18.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O país muda e a telenovela vai junto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A importância cultural da televisão brasileira foi minimizada por quem contribuiu para transformá-la no mais acessível instrumento de divulgação de tendências e formação de plateias do país. Para alguns estudiosos, a contradição de um meio popular com uma produção elitista está na formação de seus próprios quadros. “Em todo o mundo, a programação de televisão é voltada para as classes populares. Aqui, ela não menosprezou o espectador. Os autores que escreviam para a televisão eram, em boa parte, esquerdistas com ambições intelectuais. No entanto, foram necessários 30 anos para a TV deixar de ser branca e elitista”, afirma Esther Hamburger, autora de “O Brasil Antenado – A Sociedade da Telenovela” (Zahar). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É na teledramaturgia que a televisão brasileira tem seu principal produto cultural, que consolida o veículo como um empreendimento viável nas décadas de 1970 e 1980. Seus temas discutem a contemporaneidade, tratando do cotidiano de grupos como o Movimento dos Sem Terra e dos moradores das favelas, além de criar vínculos com espectadores que se reúnem para acompanhar o desenrolar de folhetins que podem abordar problemas sociais, desde “Beto Rockefeller”, em 1968, quanto apresentar um Brasil fora do eixo metropolitano, com “Pantanal”, em 1990.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“A telenovela é a verdadeira crônica de um país que procurava a modernidade. O ápice do gênero se dá em 1988, com ‘Vale Tudo’, de Gilberto Braga. As qualidades técnicas e artísticas haviam levado as novelas a conquistar um público heterogêneo, que só se dispersa depois da entrada da internet no Brasil. Talvez o didatismo das novelas de intervenção, que promovem campanhas para reduzir as exclusões, também tenha contribuído para esse afastamento dos espectadores”, diz Esther.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A relação entre espectadores e televisão já foi mais estreita. Na década de 1980, programas de auditório vespertinos, como o “Aqui e Agora” e “O Povo na TV”, dão voz aos problemas de uma população que se queixa do atendimento precário que recebe do poder público. “Muito se falou na exploração da miséria e no tom apelativo desses programas, que até hoje dominam o horário, com novos formatos, talvez um pouco menos dramáticos do que os originais”, diz Marcos Roxo, autor do artigo “A volta do ‘jornalismo cão’ na TV”, publicado no livro “História da Televisão no Brasil”. O rádio, que foi a primeira referência para a televisão brasileira dos primeiros tempos, quando locutores apresentavam os telejornais, serviu de modelo para essa programação destinada a camadas populares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“Aos programas seguiu-se um intenso debate sobre os limites do sensacionalismo e o jornalismo investigativo. Falava-se em processo de mexicanização da TV brasileira, em circo na TV. Essa programação foi estratégica para a consolidação do SBT. Hoje, temos uma TV bem mais popular do que há 20 anos, com ‘reality shows’ e muitos programas de auditório”, observa Roxo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A rendição ao popular foi lenta, mas constante. Nas décadas de 1960 e 70, a música que chegava à televisão era sofisticada, em festivais da canção que tinham Edu Lobo, Dori Caymmi, Tom Jobim e Chico Buarque entre os concorrentes, ou em programas como “O Fino da Bossa”, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues. Eclética, a Record também abriu espaço para Roberto Carlos e os representantes da Jovem Guarda, enquanto a anárquica “Discoteca do Chacrinha”, na TV Globo, recebia figuras de proa do Tropicalismo, como Caetano Veloso e Gilberto Gil. Os gêneros mais sofisticados da MPB atualmente só aparecem bissextamente na televisão ou são relegados a programas especiais em horários de pouca audiência, enquanto manifestações “das periferias” ganham cada vez mais espaço em emissoras como a Rede Globo, que também já veiculou a série “Cidade dos Homens”, sobre a vida de dois meninos em uma favela carioca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“Depois do documentário ‘Notícias de Uma Guerra Particular’, de João Moreira Salles, em 1999, e principalmente após o sucesso do filme ‘Cidade de Deus’, de Fernando Meirelles, houve uma visibilidade da favela que a TV tinha se acostumado a apenas passar por cima. E o tratamento que essa realidade recebe na televisão é menos sensacionalista e espetacularizado do que no cinema. Isso reduz a discriminação social vinculada à violência”, afirma Esther Hamburger.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O distanciamento entre a televisão e a realidade brasileira era bem maior até os anos 1970. O telejornalismo era calcado no noticiário das agências internacionais. O mais conhecido dos telejornais, o “Repórter Esso”, pautava-se pelos temas de interesse do patrocinador, no caso a refinadora de petróleo americana Standard Oil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“É com o ‘Jornal Nacional’ e a transmissão em rede que o Brasil se encontra como nação. As pequenas emissoras do interior tornam-se repetidoras das grandes redes, mas o telejornalismo começa a tomar outro rumo, mais ligado aos temas brasileiros. O conceito de rede não apenas consolida a produção para a TV, mas também integra o país”, diz Igor Nascimento, organizador de “História da Televisão no Brasil”.&lt;b&gt; (OM)&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-4793377569712172301?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/4793377569712172301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=4793377569712172301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4793377569712172301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4793377569712172301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/09/valor-economico-sociedade.html' title='Valor Econômico - Sociedade'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-4932816599360539842</id><published>2010-09-17T09:36:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T09:40:58.221-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-fareast-: 18.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Revisitando Bauman, crítico ácido da sociedade movida a endividamento &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN-BOTTOM: 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA"&gt;24/08/2010&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que os conhecedores da obra do sociólogo polonês Zygmunt Bauman não esperem encontrar surpresas em "Vida a Crédito", uma compilação de suas entrevistas à jornalista mexicana Citlali Rovirosa-Madrazo. Estão ali as contundentes críticas ao capitalismo, ao incentivo ao crédito, que cria legiões de endividados, à volúpia pelo lucro do sistema bancário - ideias expostas em livros anteriores, com repetição até de exemplos já apresentados. À parte a ausência de novidades, "Vida a Crédito" reforça o pensamento lúcido de Bauman, que conclama à reflexão sobre o momento que o mundo atravessa, tratando da globalização econômica à massificação do pensamento - e, principalmente, da falta de comunicação que subsiste na era da informação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ao retomar temas desenvolvidos em toda sua bibliografia, entre eles o da transição da sociedade de produtores para uma sociedade de consumidores (e que se transformou em uma sociedade de devedores), o professor emérito das Universidades de Leeds, na Inglaterra, e Varsóvia traça uma análise apaixonada do capitalismo, que, em seu entendimento, deixou de nutrir-se do trabalho mal remunerado, indo buscar meios de crescimento na especulação financeira. Para Bauman, o crédito é um vício que alimenta um sistema parasitário - o capitalismo - que só prejudica a saúde de quem depende dessa opção para consumir. No entanto, o estímulo à manutenção de dívidas criou ações diferenciadas, que apenam os bons pagadores. Como lembra o sociólogo, uma instituição financeira britânica recusou-se a renovar cartões de crédito para quem quitasse suas dívidas em dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Vida a Crédito" aborda diferentes aspectos da sociedade contemporânea, como a concepção atual de Estado, a xenofobia, as guerras étnicas, a superpopulação e os problemas ambientais - que, no entender de Bauman, são minimizados por todos os governos e, consequentemente, por todos os povos. Todos os temas voltam-se para a exploração do capital sobre o homem, já que o Estado social, criado para promover os interesse vitais da sociedade de produtores, assegurando seu bom funcionamento, perdeu sua força para o capitalismo, que lucra com a especulação e não com o trabalho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Os pobres já não são vistos como os 'reservistas' da indústria e do exército, que devem ser mantidos em boa forma (...). Hoje, o gasto com os pobres não é um investimento racional. Eles são uma dependência perpétua, e não um recurso em potencial", diz Bauman, que vê crescer o preconceito contra a pobreza, expresso até na rotulação da categoria social, que classifica os pobres como "classes baixas". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Embora não acredite no fim do capitalismo, que sempre encontra maneiras de reinventar-se, Bauman declara não sofrer de "nostalgia do comunismo", que associa a "um atalho para o cemitério das liberdades e para a escravidão". Ele mantém, contudo, sua "crença na sabedoria e na humanidade da orientação socialista", que permite opor-se à "desigualdade, discriminação e negação da dignidade humana". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O capitalismo, afirma, não traz soluções para os problemas que cria, nem é um sistema que se autoequilibra ou se move pela mão invisível do mercado, sendo incapaz de dominar a instabilidade que produz. "A capacidade de autocorreção imputada ao capitalismo por economistas de sua corte se resume à destruição periódica de 'bolhas de sucesso', com explosões de falências e desemprego em massa, com um custo imenso para a vida."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aos 84 anos, Bauman demonstra esperança e carinho em relação à geração Y, formada pelos que têm entre 11 e 28 anos (num dos conceitos que a definem). Nascidos em um ambiente saturado de informações eletrônicas, esses jovens mantêm relações distanciadas da família e dos amigos, embora as formas de comunicação tenham evoluído e sejam, talvez, mais valorizadas do que os laços afetivos, observa Bauman. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A falta de motivação da geração Y para estudar ou trabalhar viria do gradual afastamento do mundo real, o dos adultos. As relações sociais superficiais, baseadas em conhecimento virtual, contribuiriam para a dissociação da realidade. Observando que os pais da geração Y, que hoje têm entre 28 e 45 anos, também veem o trabalho como uma atividade maçante, necessária apenas para sustentar os prazeres da vida, Bauman pressente que a entrada no mercado profissional pode ser traumática para esses jovens - que acreditariam no bem-estar social e na inexistência da perspectiva de desemprego (em países europeus ou na América do Norte), além de possibilidades incontáveis de deixar atividades maçantes em busca de outras, mais prazerosas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A imagem que retrata as expectativas da geração Y, para Bauman, está em uma cena de "O Diabo, Provavelmente", filme de Robert Bresson, lançado em 1977, em que não há personagens adultos e sua existência só é percebida quando os jovens protagonistas se reúnem em torno de uma geladeira cheia de alimentos fornecidos pelos pais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Nossos jovens aguardam por um rude despertar. Os países mais prósperos da Europa esperam que o desemprego em massa volte. (...)", lembra Bauman, observando que a recessão também reduzirá as possibilidades de sustentar lazer e consumo através do crédito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-4932816599360539842?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/4932816599360539842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=4932816599360539842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4932816599360539842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4932816599360539842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/09/valor-economico-livros_9068.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-2450607813888309375</id><published>2010-09-17T09:23:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T09:28:41.474-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Valor Econômico - Política</title><content type='html'>&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 2" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Política: Ao lançar “A Sombra do Ditador”, Heraldo Muñoz alerta que instituições débeis e apatia dos jovens ameaçam países da América do Sul.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os perigos da democracia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;13/08/2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na manhã de 11 de setembro de 1973, o hoje diplomata Heraldo Muñoz saiu de sua casa, em Santiago, disposto a lutar contra os militares que até o fim do dia teriam deposto o governo do presidente Salvador Allende. Suas recordações sobre os primeiros momentos do golpe militar abrem “A Sombra do Ditador – Memórias Políticas do Chile sob Pinochet” (Jorge Zahar, 396 págs., R$ 59,00), em que mescla o relato de experiências pessoais com a trajetória do país da época da ditadura à retomada democrática.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ao longo de dois anos, ele trabalhou em pesquisas até chegar ao texto final, que espera servir para contribuir com a “história de nossos tempos”, uma época em que, a seu ver, as democracias latino-americanas não correm riscos, porém convivem com instituições débeis e a apatia da juventude.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Não acredito na possibilidade de novos golpes na América do Sul, como nas décadas de 60 e 70. O problema hoje não são as eleições ou os golpes, mas a qualidade da democracia. Nossas democracias são fracas, com instituições débeis. Há ainda corrupção, apatia dos jovens, desigualdade no acesso ao poder e à riqueza. Aí estão os perigos da democracia, não na intervenção militar clássica”, disse Muñoz ao &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Valor&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na fase inicial do regime militar no Chile, Heraldo Muñoz escapou diversas vezes de ser preso. Em uma delas, voltando de uma reunião secreta com um amigo, que lera poemas esquerdistas, foi parado por soldados. O amigo, rapidamente, comeu os papéis onde escrevera os poemas para, depois, de liberados pelos guardas, descobrir que engolira uma conta de luz que estava no bolso, junto com as poesias. Em outra ocasião, soldados reviraram a casa de uma vizinha, achando que era o endereço de Muñoz, que permanecia na sala, aguardando a prisão – que não chegou a ser efetivada. Convencido pela mulher, a americana Pamela, ele se mudou para os Estados Unidos, onde fez doutorado em relações internacionais e trabalhou como pesquisador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alternando períodos no Chile e nos Estados Unidos, ele voltou ao seu país para trabalhar com o candidato à Presidência Ricardo Lagos pela coalizão de centro-esquerda que sucedeu Augusto Pinochet. Depois da eleição de Lagos, ele foi embaixador do Chile no Brasil e, no governo de Michelle Bachelet, representou o país na Organização das Nações Unidas. Atualmente, Heraldo Muñoz é diretor regional do Programa de Desenvolvimento para a América Latina e Caribe da ONU (Pnud). Embora há quase 40 anos defendesse a necessidade da resistência armada à ditadura, hoje ele entende que a única maneira de derrubar um regime de exceção é por meio da estratégia pacífica. “No campo da violência, Pinochet sempre ganharia, porque poderia continuar com a tese de guerra interna. Ele foi derrotado no plebiscito de 1988, depois de uma mobilização social que debilitou a ditadura.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A solução pacifista não exclui, no entanto, a punição de quem cometeu violências em nome de qualquer governo, afirma o diplomata. A comissão que investigou as prisões políticas durante a ditadura chilena, ouvindo 35.868 pessoas, identificou mais de mil centros de detenções criados pela Direção de Inteligência Nacional (Dina), a polícia secreta que liderou a repressão. Só no Estádio Nacional, cerca de 7 mil pessoas foram interrogadas e, a maioria delas, torturadas. Quase todas as 3.339 mulheres que depuseram perante a comissão contaram ter sofrido violência sexual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“Não acredito em anistia ampla para torturadores”, diz Muñoz. “Nossa geração é de filhos da ditadura. Muitas mulheres torturadas receberam apoio psicológico, mas as feridas são profundas, dificilmente desaparecerão com o tempo. Estamos marcados pela história que nos tocou viver.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A figura de Pinochet hoje está apagada do dia a dia dos chilenos, que não perdoaram o ditador, diz Muñoz ao pintar um retrato pouco elogioso do general, mesmo no período anterior à tomada do poder. Aluno medíocre no colégio militar, Pinochet subiu na carreira sem demonstrar brilhantismo. Professava abertamente a fé católica, mas “na prática era a antítese dos valores cristãos, perseguindo, reprimindo ou criticando duramente os representantes da Igreja que ousaram defender a causa democrática ou advogaram pelo respeito aos direitos humanos”, denuncia Muñoz, recordando que, na visita ao Chile nos anos 80, o papa João Paulo II foi ignorado pelo ditador. “Pinochet era mais pragmático do que crente religioso”, conclui o diplomata.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Atualmente Pinochet é mantido a distância até pelos políticos de direita, que tentam se esquivar do legado do regime militar. Nas eleições de 2009, o neto de ditador tentou eleger-se – e foi derrotado – ao Parlamento sem estar filiado a nenhum partido de direita, já que nenhuma agremiação queria estar vinculada a seu nome. Mesmo para os que não viveram os tempos de repressão, a ditadura continua um tema permanente, afirma Muñoz: “Pinochet foi esquecido, não perdoado. A polêmica por uma proposta de anistia ampla, incluindo aqueles que violaram os direitos humanos, foi rejeitada recentemente pelo presidente Piñera e pela maioria dos atores políticos e sociais chilenos”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Além de sua visão particular sobre o golpe e a ditadura chilena, o diplomata recolheu documentos e depoimentos que atestam o apoio do governo americano a Pinochet até o assassinato, em Washington, de Orlando Letelier, ex-diplomata do governo Allende, em 1976. Planejado pela Dina, o atentado teria sido uma ação da Operação Condor, o acordo entre os governos da Argentina, do Uruguai, do Paraguai, do Brasil, da Bolívia e do Chile para combater os comunistas em todos esses países e até internacionalmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mesmo sem a complacência dos Estados Unidos – principalmente durante o governo Jimmy Carter -, a repressão continuou, enquanto o Chile crescia economicamente, baseado no modelo neoliberal. Muñoz reconhece que houve um empenho de Pinochet pela prosperidade, mas lembra que o avanço chileno ocorreu em plena democracia, quando políticas públicas de inclusão social se tornaram prioritárias: “O verdadeiro milagre chileno aconteceu na democracia, quando os resultados econômicos foram bem melhores do que na época de Pinochet, e com justiça social. Crescimento para todos, em liberdade, com sindicatos ativos, Parlamento fiscalizando, mobilização da sociedade civil, imprensa crítica, esse é o milagre chileno, crescimento econômico sustentável”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;O diplomata aposta no espírito de superação do povo chileno, que atualmente se recupera dos terremotos do primeiro semestre. “A reconstrução terá altos custos econômicos e é um processo muito lento. Há quem acredite até que o terremoto será, apesar da dor que provocou, um estímulo econômico para que o país saia mais rapidamente da crise mundial”, diz Muñoz, que elogia o progresso “espetacular” em termos econômicos e sociais do Brasil. “Talvez tenha chegado a hora de concretizar aquela frase sobre o Brasil ser o país do futuro. Acho que, efetivamente, ele já é.”&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-2450607813888309375?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/2450607813888309375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=2450607813888309375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/2450607813888309375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/2450607813888309375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/09/valor-economico-politica.html' title='Valor Econômico - Política'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-9200908739766881716</id><published>2010-09-17T09:18:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T09:23:28.126-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Valor Econômico - Comportamento</title><content type='html'>&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 2" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dança: Livro da americana Barbara Ehrenreich analisa o desprezo e a repressão das elites às manifestações corporais de êxtase coletivo.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Alegria proscrita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Por Olga de Mello, do Rio, para o Valor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;06/08/2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O relato da evolução de um bloco carnavalesco pelas areias da praia de Copacabana foi a escolha da americana Barbara Ehrenreich para ilustrar a integração democrática de estranhos movidos apenas pelo júbilo coletivo proporcionado pela dança. “Não havia nenhum objetivo naquilo. (…) era apenas a chance, da qual precisamos cada vez mais neste mundo abarrotado, de reconhecer o milagre da nossa existência simultânea em algum tipo de celebração”, escreve em “Dançando nas Ruas – Uma História do Êxtase Coletivo” (Record, 378 págs., R$ 54,90), um estudo sobre a repressão que as manifestações de dança sofrem até hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“Em algumas regiões do Hemisfério Norte, a manutenção da dança como expressão popular de alegria foi perdida, mas a luta continua, pois as pessoas estão sempre inventando ocasiões para festejar e dançar nas ruas”, acredita a escritora, que lamenta as poucas oportunidades que tem para dançar, hábito cultivado desde a juventude, nos anos 60. “Nunca fui uma grande dançarina, mas sempre tive imenso prazer em dançar”, contou ao Valor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;table style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="3" cellpadding="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-lastrow: yes"&gt;&lt;td style="PADDING-BOTTOM: 0.75pt; PADDING-LEFT: 0.75pt; PADDING-RIGHT: 0.75pt; PADDING-TOP: 0.75pt"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O relato da evolução de um bloco carnavalesco pelas areias da praia de Copacabana foi a escolha da americana Barbara Ehrenreich para ilustrar a integração democrática de estranhos movidos apenas pelo júbilo coletivo proporcionado pela dança. “Não havia nenhum objetivo naquilo. (…) era apenas a chance, da qual precisamos cada vez mais neste mundo abarrotado, de reconhecer o milagre da nossa existência simultânea em algum tipo de celebração”, escreve em “Dançando nas Ruas – Uma História do Êxtase Coletivo” (Record, 378 págs., R$ 54,90), um estudo sobre a repressão que as manifestações de dança sofrem até hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“Em algumas regiões do Hemisfério Norte, a manutenção da dança como expressão popular de alegria foi perdida, mas a luta continua, pois as pessoas estão sempre inventando ocasiões para festejar e dançar nas ruas”, acredita a escritora, que lamenta as poucas oportunidades que tem para dançar, hábito cultivado desde a juventude, nos anos 60. “Nunca fui uma grande dançarina, mas sempre tive imenso prazer em dançar”, contou ao Valor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Filha de um mineiro, ela estudou química e fez mestrado em física e doutorado em biologia antes de tornar-se jornalista e escritora. Articulista de importantes veículos feministas, como a revista “Ms”, Barbara é uma pesquisadora diletante de hábitos sociais, tendo trabalhado como garçonete e arrumadeira quando reunia material para o livro “Miséria à Americana” (Record), sobre os trabalhadores que vivem com baixos salários nos Estados Unidos. Seu último trabalho, “Bright-Sided – How the Relentless Promotion of Positive Thinking Has Undermined America”, ainda inédito no Brasil, trata da cultura do pensamento positivo em seu país e quanto a pressão para obter felicidade pode causar frustrações e mais estresse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“Quando nos concentramos em alcançar o nebuloso objetivo da felicidade, uma noção abstrata, que envolve uma série de acontecimentos e realizações para ser mensurada, estamos nos esquecendo de buscar algo bem mais próximo, que é a alegria. Essa nossa preocupação com felicidade, ao menos nos Estados Unidos, reflete a diminuição das oportunidades para a alegria coletiva real experimentada por variedades de dança que vemos hoje nas ruas”, afirma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se hoje encontrar a felicidade é uma obsessão para os ocidentais, nem que seja à custa de medicamentos, a alegria desencadeada pela dança foi combatida severamente durante séculos. A repressão não era só religiosa, mas também dos colonizadores que invadiram os continentes americano e africano. Cientistas, como Charles Darwin, escritores, como Joseph Conrad, e navegadores, como James Cook, juntavam-se aos missionários que chegavam às colônias ao condenar as danças coletivas por seus aspectos sensuais, catárticos e desprovidos de sentido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Europa vivenciava, então, uma fase totalmente melancólica, com alto número de suicídios, após experimentar o controle da euforia das manifestações carnavalescas e festivas desde a Idade Média, proibindo o uso de máscaras e fantasias nas festas, embora danças de salão e apresentações de balé fossem admiradas pela aristocracia. Na virada para o século XX, quando os bailes já eram comuns a todas as classes sociais, a dança permanecia malvista até por vanguardistas, entre eles Sigmund Freud. “Como outras pessoas de sua classe, Freud demonstrava aversão a qualquer festa popular que envolvesse classes inferiores”, afirma Barbara, lembrando que a psicologia privilegia o universo do indivíduo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Descrevendo os aspectos neurológicos que ativam os movimentos quando ouvimos música, como balançar o corpo e marcar o ritmo com pés, ela destaca os aspectos associativos da dança. Inscrições rupestres e pinturas medievais retratam esses momentos de encontro coletivo, quando o isolamento é rompido e os laços comunitários são reforçados. “Não há imagens nas cavernas de pessoas conversando, mas sempre envolvidas em atividades coletivas”, diz Barbara, que credita o preconceito contra a dança ao temor de sacerdotes, governantes e colonizadores com a identificação entre os membros do grupo, fortalecida pelos rituais que levavam ao que o sociólogo Emile Durkheim chamava de êxtase coletivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“Até recentemente, as religiões eram centradas em rituais dançantes, que envolviam máscaras, fantasias e festas. Algumas vezes, os fiéis entravam em transe por causa da dança, sentindo que haviam feito contato com divindades ou espíritos. Durkheim chegou a sugerir que a ideia de divindade se originou nesses rituais. Pelo que consegui perceber, a hostilidade em relação aos rituais que tinham dança está associada, na Antiguidade, à ascensão do militarismo. Essa é, provavelmente, a razão pela qual os hebreus antigos adotaram celebrações religiosas mais discretas e explica a repressão, em Roma, do culto a Dionísio, no século 1º”, diz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para a escritora, o desprezo pela dança evoluiu até os dias de hoje, embora as elites aos poucos deixem de lado a posição de espectadores para absorver alguns de seus aspectos em manifestações que também servem como válvulas de escape para o estresse diário, entre elas os esportes. “Houve trocas de posição entre as classes sociais e as etnias sobre quem tem o direito de se divertir. Em Trinidad, o Carnaval, originalmente, era uma festa apenas de brancos. Depois da emancipação dos escravos, tornou-se um evento dos negros, com tentativas de brancos de domesticá-lo e reincorporá-lo, no início do século XX. Isso também aconteceu com o rock nos Estados Unidos, que começou como uma música racial, dos negros. Ao ser interpretado por Elvis Presley e outros brancos, o rock se universalizou.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As festas de Carnaval e eventos promovidos para multidões, como a Love Parade, ainda serão vistos com preconceito por muito tempo, acredita Barbara, mesmo que celebridades procurem aderir a eles, um fenômeno típico da era do espetáculo. Até a nobreza quer demonstrar apreço pelas manifestações populares, lembra a pesquisadora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na Copa do Mundo deste ano, artistas como os roqueiros Sting e Mick Jagger assistiram a partidas de futebol ao lado do ator Leonardo DiCaprio e dos príncipes ingleses Harry e William. A rainha da Espanha e o príncipe da Holanda acompanharam a final da tribuna de honra, torcendo discretamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:verdana;" &gt;Barbara não sabe se o comparecimento das elites aos acontecimentos esportivos seria genuína ou uma busca de aproximação para angariar popularidade e respeito das massas trabalhadores. Da mesma maneira, as elites ainda perceberiam as festas populares, entre elas o Carnaval, como espetáculos. “Lembro-me de haver lido que nos anos 70 os ricos que moravam no Rio deixavam a cidade para evitar o Carnaval.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-9200908739766881716?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/9200908739766881716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=9200908739766881716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/9200908739766881716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/9200908739766881716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/09/valor-economico-comportamento_17.html' title='Valor Econômico - Comportamento'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7123711059093527039</id><published>2010-09-17T09:08:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T09:17:51.049-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;table style="mso-cellspacing: 1.5pt; mso-yfti-tbllook: 1184; mso-padding-top-alt: 15.25pt" class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="3" cellpadding="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-lastrow: yes"&gt;&lt;td style="PADDING-BOTTOM: 0.75pt; PADDING-LEFT: 0.75pt; WIDTH: 426.7pt; PADDING-RIGHT: 0.75pt; PADDING-TOP: 0.75pt" width="711"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 2" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sociedade: O psicólogo e especialista em inovação tecnológica Don Tapscott vê com grande otimismo a geração formada em tempos de democratização da informação.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A era da cidadania global&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;02/07/2010&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Íntegros, francos, honestos, bem informados, inteligentes, solidários: assim são os integrantes da primeira geração que foi criada utilizando a internet, na visão do especialista em estratégia e inovação tecnológica Don Tapscott. Admirador confesso da nova era que surge com a democratização da informação e a comunicação imediata possibilitada pela web 2.0, Tapscott, que acaba de lançar no Brasil seu livro mais recente, “A Hora da Geração Digital”, acredita firmemente nos bons princípios desses jovens que desrespeitam direitos autorais, enquanto criticam a corrupção na política e os abusos cometidos contra a natureza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“A integridade faz parte do DNA dessa geração, para a qual racismo e machismo, entre outros preconceitos, são inaceitáveis. A honestidade e franqueza na expressão de suas opiniões são naturais para eles, os primeiros a amadurecerem durante a era digital, com acesso ao conhecimento que desenvolveu espírito colaborador e pensamento inovador”, disse Tapscott em entrevista ao &lt;b&gt;Valor&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um pouco de imaturidade compõe o perfil desses jovens, que divulgam dados pessoais, vídeos e fotografias que podem comprometê-los profissionalmente no futuro, admite Tapscott. A permanência na casa dos pais é cada vez mais postergada, não por comodismo e sim em decorrência de dificuldades econômicas. “A taxa de desemprego entre jovens adultos no mundo inteiro é brutalmente alta”, diz o escritor canadense, cuja formação original é em psicologia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Autor de 12 livros sobre comportamento e tecnologia, Don Tapscott não vê contradição entre honestidade e desrespeito aos direitos autorais por quem baixa material pela internet. Em seu livro, cita pesquisas que apontam que 77% dos jovens baixam filmes, músicas, softwares e jogos sem pagar, enquanto 72% das pessoas entre 18 e 29 anos que compartilham arquivos afirmam não se importar com os direitos autorais. Os criadores de conteúdo, afirma, devem buscar novos modelos de negócios, levando em conta a facilidade de cópia do material que produzem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“A solução para restaurar a saúde econômica da indústria da música não está em vender músicas por US$ 1″, comenta. “Em vez de se apegar a tecnologias de distribuição do fim do século XX, como o disco digital e o arquivo baixado, o negócio da música deve entrar no século XXI. Esta é uma época de atrofia versus renovação, estagnação versus renascimento”, afirma o otimista Tapscott, que não acredita no egoísmo, descaso e apatia dos jovens de hoje, até pela interatividade ao se comunicar intensamente pela internet, diferentemente da geração do autor, que permanecia inerte em frente da televisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“Esta é a primeira geração de cidadãos globais, que exigem mais transparência e comprometimento dos políticos. Eles têm orientação global, acesso ao conhecimento, espírito colaborador e um pensamento inovador que minha geração inveja. Cresceram interagindo, organizando informações, não são receptores passivos da mídia.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para Tapscott, os entrevistados demonstraram que o compartilhamento de informações os levou a difundir um sentimento de solidariedade que experimentam desde os bancos escolares, quando começam a prestar trabalho voluntário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR;font-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O idealismo da juventude se volta para as questões ambientais e contra as discriminações. “Eles acreditam na justiça, na liberdade e na defesa das causas ambientais. Apesar das diferenças culturais, eles têm valores similares e entendem que o destino da humanidade está interconectado. A todo momento surgem novas oportunidades, enquanto jovens se apropriam das ferramentas da internet para se envolver mais em tornar o mundo próspero, justo e sustentável”, observa Tapscott.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7123711059093527039?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7123711059093527039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7123711059093527039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7123711059093527039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7123711059093527039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/09/valor-economico-livros_17.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7935230573917831986</id><published>2010-09-17T09:00:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T09:06:56.689-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/TJORV1JXz4I/AAAAAAAADY4/YtnLWuKMdzY/s1600/capa-livro-cl-dz.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 248px; DISPLAY: block; HEIGHT: 358px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517913772688658306" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/TJORV1JXz4I/AAAAAAAADY4/YtnLWuKMdzY/s400/capa-livro-cl-dz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="mso-cellspacing: 1.5pt; mso-yfti-tbllook: 1184" class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="3" cellpadding="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-lastrow: yes"&gt;&lt;td style="PADDING-BOTTOM: 0.75pt; PADDING-LEFT: 0.75pt; PADDING-RIGHT: 0.75pt; PADDING-TOP: 0.75pt"&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:trebuchet ms;" &gt;Menos Marketing, mais consciência&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:trebuchet ms;" &gt;Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Sustentabilidade e Geração de Valor”&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;David Zylberstajn e Clarissa Lins (org.). Campus/Elsevier. 240 págs., R$ 55,00&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pauta obrigatória para qualquer empresa nos dias de hoje, a sustentabilidade precisa ser encarada no Brasil por outros prismas além do marketing. Esse é um dos alertas lançados em “Sustentabilidade e Geração de Valor – A Transição para o Século XXI”. Organizado pelo ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo David Zylbersztajn e pela economista Clarissa Lins, diretora-executiva da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), o livro reúne textos de Israel Klabin, Sérgio Abranches, Celso Lemme, Gesner Oliveira, Marcelo Morgado, José Luiz Alquéres, Jerson Kelman e Célia Rosemblum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O livro surgiu da necessidade, não de esgotar o tema, esclarecem os organizadores, mas de impulsioná-lo como objeto de reflexão e ação que informem novos modelos de desenvolvimento. Embora reconheçam que os princípios de sustentabilidade integram os manuais de ética de boa parte das empresas brasileiras, os articulistas reclamam da demora em efetivar o que preconizam. Boa parte dos empresários no Brasil ainda não teria percebido que práticas de desenvolvimento sustentável agregam valor aos negócios – e não apenas pela visibilidade positiva que as companhias obtêm, mas pela economia real no reaproveitamento de recursos. No entanto, há bons exemplos de iniciativas que se destacam, como o do fabricante de bebidas que se preocupa em reduzir a água consumida por litro de produto final e a seguradora envolvida em projetos de educação para o trânsito, lembra o cientista político Sérgio Abranches. São cuidados da mesma feição dos adotados na produção do próprio livro, impresso em papel reciclado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O empenho genuíno de alguns setores, como o de geração de energia, em minimizar o impacto de suas atividades sobre o ambiente e os reflexos na qualidade de vida das populações contrasta com o que o diretor do FBDS, Israel Klabin, classifica como a acomodação do empresariado brasileiro, que decorreria da “escassez de políticas públicas” na área ambiental. Para Klabin, o Brasil ignora a importância da agenda ambiental, mantendo modelos anacrônicos de desenvolvimento. Os pequenos avanços nesse campo estariam em uma nova atitude dos que integram no conceito de sustentabilidade a inclusão social, que, aos poucos, deixou de ser percebida como filantropia, acredita Klabin.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A urgência em adotar práticas sustentáveis é clamor encontrado em todos os textos, que, mesmo sem adotarem um tom alarmista, enfatizam que as mudanças climáticas já começaram, ameaçando não apenas a sobrevivência dos negócios, mas de todo o planeta. Segundo Sérgio Abranches, as empresas que mais rapidamente conseguirem eliminar o impacto de suas emissões de carbono no processo produtivo terão claras vantagens perante as concorrentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Além de exposições sobre experiência dos programas ambientais implantados pelo setor energético brasileiro por concessionárias de energia, como a Light, o livro traz análise minuciosa sobre um aspecto pouco contemplado fora do âmbito profissional – o papel da imprensa na abordagem da sustentabilidade. Célia Rosemblum, editora do &lt;b&gt;Valor&lt;/b&gt;, observa em seu artigo que o assunto só conquistou espaço destacado nos noticiários por volta de 2006, (com o lançamento do documentário “Uma Verdade Inconveniente”, apresentado por Al Gore), quase 20 anos depois de ter sido considerado questão estratégica pela ONU. Ainda assim, o novo enfoque da sustentabilidade segue em ritmo mais lento “do que requerem os termômetros e as aparentemente insuperáveis desigualdades”, diz Célia. Como o assunto ainda não é consenso, ela acredita que cabe à mídia abordá-lo diariamente, sem limitar-se à função de “holofote”, buscando distinguir iniciativas sustentáveis – mas sem deixar-se levar por excesso de simpatia pela defesa da sustentabilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para Célia, a imprensa deve contribuir para a disseminação do conceito, de modo que se enriqueça o debate e a sociedade possa escolher os modelos que julgar mais adequados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7935230573917831986?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7935230573917831986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7935230573917831986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7935230573917831986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7935230573917831986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/09/menos-marketing-mais-consciencia-olga.html' title=''/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/TJORV1JXz4I/AAAAAAAADY4/YtnLWuKMdzY/s72-c/capa-livro-cl-dz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-6170589150010099109</id><published>2010-09-17T08:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T09:05:19.879-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN-BOTTOM: 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;table style="mso-cellspacing: 1.5pt; mso-yfti-tbllook: 1184; mso-padding-top-alt: 15.25pt" class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="3" cellpadding="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-lastrow: yes"&gt;&lt;td style="PADDING-BOTTOM: 0.75pt; PADDING-LEFT: 0.75pt; PADDING-RIGHT: 0.75pt; PADDING-TOP: 0.75pt"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: left; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latinfont-family:'Times New Roman';" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cultura: A ABL passa por processo de modernização, entra em fase de comunhão com as artes mais populares e adere às inovações tecnológicas.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: left; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-fareast-language: PT-BR; mso-fareast-: 18.0pt; mso-bidi-: minor-latinfont-family:'Times New Roman';" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A academia sacode a poeira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: left; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: left; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;18/06/2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;table style="TEXT-ALIGN: left; WIDTH: 6pt" class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="3" cellpadding="0" width="10"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes"&gt;&lt;td style="PADDING-BOTTOM: 0.75pt; PADDING-LEFT: 0.75pt; PADDING-RIGHT: 0.75pt; PADDING-TOP: 0.75pt"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow: 1"&gt;&lt;td style="PADDING-BOTTOM: 0.75pt; PADDING-LEFT: 0.75pt; PADDING-RIGHT: 0.75pt; PADDING-TOP: 0.75pt"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow: 2; mso-yfti-lastrow: yes"&gt;&lt;td style="PADDING-BOTTOM: 0.75pt; PADDING-LEFT: 0.75pt; PADDING-RIGHT: 0.75pt; PADDING-TOP: 0.75pt"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;Na reta final da campanha por uma vaga na Academia Brasileira de Letras (ABL), há um mês, Martinho da Vila já perdera a conta de quantas regras do protocolo dos candidatos havia quebrado. “Uma delas era não dar entrevistas”, dizia Martinho, que nem chegava a acreditar em sua eleição para a cadeira 29, que tem como fundador Artur de Azevedo e acabou sendo ocupada pelo embaixador Geraldo Holanda Cavalcanti. Convidado a participar da disputa pelo presidente da ABL, Marcos Vilaça, o sambista representaria a entrada de um artista popular na casa, interessada em integrar-se à sociedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Gosto da academia, principalmente nestes últimos tempos, em que demonstra apreço pela diversidade cultural”, disse Martinho, lamentando apenas a resistência dos acadêmicos em aceitarem músicos entre os imortais: “Orestes Barbosa foi o único músico a tentar ingressar, mas perdeu. Não bastou ter escrito ‘Chão de Estrelas’ e ser muito popular”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Apesar da crítica de Martinho, a composição da academia é eclética, reunindo políticos, diplomatas, jornalistas, professores, escritores, médicos e um cineasta. O estatuto permite o ingresso de qualquer brasileiro que tenha publicado um livro. Nem todos são conhecidos do público. O único acadêmico atual que pode competir – e até suplantar – em popularidade com os mestres do passado é Paulo Coelho, que já vendeu 135 milhões de exemplares de seus livros no mundo e fez letras para sucessos de Rita Lee e Raul Seixas. Coelho, que representaria a ascensão de uma forma literária mais popular, nem sempre é associado à casa, cuja imagem tradicional pouco combina com as obras nada convencionais de alguns acadêmicos – tanto pela temática quanto pela forma literária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aos que pensam que o namoro da ABL com manifestações populares seja recente, Vilaça garante que a prática sempre existiu. “A academia jamais esteve empoeirada. Agora, talvez, haja pouco mais de divulgação sobre essas atividades”, pondera Vilaça, articulador de homenagens aos técnicos Joel Santana (futebol), Bernardinho (vôlei), a Martinho da Vila e à escola de samba Vila Isabel. “A academia está ligada diretamente às ciências humanistas. Joel, Bernardinho, Martinho da Vila e Noel Rosa fazem parte de nosso patrimônio cultural, assim como a produção literária dos acadêmicos”, afirma Vilaça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A escritora Nélida Piñon credita a Vilaça a maior parte dos esforços pela atual fase de comunhão com as artes populares. “Ele imprime à casa sua visão cosmopolita do Brasil, lembrando que ela reveste de representatividade o trabalho que faz pela coletividade.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em seu terceiro mandato – não consecutivo -, Vilaça determinou a dinamização do site da ABL, que hoje tem conta no Twitter, no qual lançou um concurso de microcontos. O vencedor entre cerca de 2,5 mil inscritos será anunciado no mês que vem. Mais do que revelar novos escritores com poder de concisão para criar tramas de, no máximo, 140 caracteres, o concurso – o primeiro proposto pela academia – pretende alcançar os jovens que passam boa parte de seu tempo livre navegando na internet.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Inovações tecnológicas não assustam os acadêmicos. Até o fim do ano, todos ganharão leitores digitais Kindle, maneira de familiarizá-los com mais um espaço de publicação. A academia deverá lançar parte da obra de Joaquim Nabuco em formato digital, dentro dos eventos em torno do seu centenário de morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O campo da ABL nunca se restringiu ao fomento à cultura. Durante o regime militar, por exemplo, a instituição encabeçava, ao lado da Associação Brasileira de Imprensa e da Ordem dos Advogados do Brasil, as então chamadas “entidades civis”, que referendavam qualquer manifestação pelo restabelecimento da ordem democrática.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“A academia nunca decepcionou a comunidade. A luta política do momento é pela inclusão cultural. A ABL é madrinha das bibliotecas recém-inauguradas no Morro de Cantagalo, em Ipanema, e em Manguinhos”, conta Vilaça, que se entusiasma com a possibilidade de atingir 3,5 milhões de leitores por dia – os passageiros de 8.600 ônibus que circulam pelas ruas do Rio. Proposto pelo sindicato das empresas de transportes municipais, a Rio Ônibus, o projeto Circulando Cultura foi abraçado pela academia, que fez a escolha de 400 textos de 172 escritores brasileiros que estarão em banners dentro dos veículos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Serão textos e poesias curtas, todos de autores mortos. Os vivos já estão na mídia”, informa Vilaça, que espera estender a iniciativa a outros meios de transporte. “As barcas que ligam o Rio a Paquetá podem receber frases de Joaquim Nabuco, que passou sua lua-de-mel na ilha”, diz Vilaça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por mais de três décadas, entre 1959 e 1993, a academia teve no comando o tenaz Austregésilo de Athayde, responsável pelo atual conforto material da entidade. Por sua insistência, o governo federal doou à ABL o terreno vizinho à sua sede. Lá foi erguido o Palácio Austregésilo de Athayde, edifício comercial de 27 andares, em um dos pontos mais valorizados do centro do Rio. É a principal fonte de renda da academia, instituição particular que concede aos imortais rendimentos mensais que podem ultrapassar R$ 20 mil (incluindo plano de saúde vitalício e passagens aéreas para os que vivem fora do Rio) sem contar com verbas públicas, mesmo cumprindo rigorosamente o dever autoimposto de zelar pelo idioma. O gramático Evanildo Bechara coordena a Comissão de Lexicologia e Lexicografia, que atualiza periodicamente o “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”. Atualmente na quinta edição, seus 381 mil verbetes podem ser consultados diretamente no site da ABL.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A disseminação de cultura, outra das funções que estão no estatuto da ABL, se dá por seminários, palestras, debates, concertos, sessões de cinema e teatro. As atividades são gratuitas e montadas pelos acadêmicos. Os assuntos não se limitam à literatura. Em ano de Copa do Mundo, o futebol foi o primeiro tema do ciclo Brasil, Brasis, que promove debates com especialistas sobre vários assuntos, sob coordenação de um acadêmico. Em julho, a discussão será sobre mudanças climáticas. Em agosto, telenovelas e literatura. Em setembro, será a vez de pensar a dança, com Carlinhos de Jesus, Deborah Colker e Antônio Nóbrega entre os debatedores. Em outubro, estará em pauta a mulher brasileira. Em novembro, Aldir Blanc, Carlos Didier, Ricardo Prado, Sérgio Cabral e Luiz Paulo Horta refletem sobre Noel Rosa. “Não somos exclusivistas. A maioria dos eventos é sobre letras e literatura, núcleo onde atuamos por prazer e dever, mas há espaço para manifestações em outros campos”, diz Vilaça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A despeito da atual fase de busca de visibilidade da academia, ingressar na imortalidade requer campanha intensa. O mais novo imortal, o diplomata Cavalcanti – que concorreu com Martinho; o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Muniz Sodré; e o ministro do Supremo Tribunal Federal Eros Grau -, sabe que até o comportamento discreto exigido dos candidatos ficou no passado. Antes de ser eleito, o postulante à imortalidade, além das amizades, precisa demonstrar interesse em participar de todas as atividades da casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-: PT-BR; mso-bidi-: minor-latin"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Há muito que a academia deixou de ser o repouso do guerreiro. Hoje, ela é quase uma empresa, que promove debates, edita revistas, cuida do idioma, tem movimento constante em suas bibliotecas. A ABL acompanhou a mudança mundial sobre o conceito de cultura, que se tornou mais amplo, abrigando não só o pensamento erudito. Em outra época, era mais sofisticada, europeia, ligada à filosofia. Hoje é mais antropológica”, diz Cavalcanti.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-6170589150010099109?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/6170589150010099109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=6170589150010099109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6170589150010099109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6170589150010099109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/09/cultura-abl-passa-por-processo-de.html' title=''/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-8148165076153605939</id><published>2010-09-17T08:41:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T08:48:35.481-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Valor Econômico - Comportamento</title><content type='html'>&lt;table style="mso-cellspacing: 1.5pt; mso-yfti-tbllook: 1184; mso-padding-top-alt: 15.25pt" class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="3" cellpadding="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-lastrow: yes"&gt;&lt;td style="PADDING-BOTTOM: 0.75pt; PADDING-LEFT: 0.75pt; PADDING-RIGHT: 0.75pt; PADDING-TOP: 0.75pt"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: left; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:38;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-fareast-language: PT-BR; mso-fareast-: 18.0ptfont-family:'Times New Roman', 'serif';" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Gentileza gera gentileza, já dizia o profeta&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 1" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-fareast-: 18.0ptfont-family:arial;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;b&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN-BOTTOM: 0pt" class="MsoNormal" align="left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;11/06/2010&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Na década de 80, o concreto cinzento de 56 pilastras do viaduto do Caju, na Zona Portuária do Rio, começou a ser coberto por inscrições em verde, amarelo, azul e branco. Bandeiras do Brasil acompanhavam as mensagens ali pintadas por José Daltrino, o ex-proprietário de uma transportadora de cargas, sob uma nova identidade, a do Profeta Gentileza, que conclamava seus leitores a retomar valores como a solidariedade e a delicadeza, abandonados, segundo ele, pela sociedade capitalista.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje, “Gentileza gera gentileza”, a frase usada por Daltrino para abrir os apelos pacifistas, está estampada em camisetas. Seus painéis vêm sendo recuperados pela prefeitura carioca, com apoio de diversos patrocinadores. O empenho em restaurar a obra de Gentileza, que morreu em 2003, começou no fim dos anos 90, quando seu trabalho chamou a atenção de Leonardo Guelman, professor do departamento de artes da Universidade Federal Fluminense (UFF). As passagens por hospitais psiquiátricos não impediram Gentileza de incorporar-se ao cenário da cidade, observa Guelman.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Ele soube se apropriar do espaço público para escrever um livro urbano, disseminando a cultura da gentileza. Não carregava dinheiro e não aceitava esmolas. Ele não era apenas um maluco beleza, mas alguém lúcido e sereno, que refletia sobre a crise nas relações cotidianas a partir da cultura popular”, diz Guelman.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A cerca de 2 quilômetros do viaduto do Caju, os valores pregados por Gentileza têm sido difundidos entre jovens que nunca ouviram falar do Profeta. Eles participam das oficinas oferecidas no Galpão Aplauso, uma ONG que desenvolveu uma metodologia própria para “qualificação em relações humanas”, explica a economista Ivonette Albuquerque, à frente do projeto, que tem apoio da Petrobras e do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Pelo Galpão já passaram mais de 4 mil moradores de 300 comunidades pobres do Rio, interessados nas oficinas de artes plásticas, malabarismo, teatro, dança, música, entre outras especialidades. O aprendizado não se limita ao desenvolvimento de habilidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Nas primeiras turmas que formamos, seis anos atrás, percebemos a resistência dos meninos, extremamente introvertidos e desconfiados. Levamos, então, a questão afetiva para dentro das oficinas, reforçando valores de uma maneira bastante lúdica. Falamos em respeito à cidade, ao outro, ao patrimônio público, em postura, em disciplina. No trapézio, a 20 metros de altura, é preciso confiar no colega que vai lhe dar a mão. Quem vai subir ao palco exercita a generosidade ao sair de cena para o outro brilhar”, diz Ivonette.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O cartão de visita da ONG é a Cia Aplauso de Teatro, que já montou seis espetáculos, apresentados em teatros do Rio, no Nordeste e na Alemanha. Cerca de 80 de seus ex-integrantes hoje trabalham em televisão, cinema, teatro e circo. Quem não demonstra talento para atuação, dança ou artes plásticas pode ingressar nas oficinas de capacitação profissional para eletricistas, ladrilheiros, e as áreas de carpintaria, costura, adereços, grafite, áudio, iluminação, cenotecnia e serralheria/solda – uma das mais procuradas, pois forma quadros para os setores de petróleo e gás, siderurgia e construção civil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Alguns vão cursar universidade, outros só trabalham, mas todos têm demonstrado que incorporaram os valores aqui aprendidos. Recentemente, oito meninos contratados por uma empresa de alpinismo industrial recusaram a proposta de uma firma concorrente, que ofereceu a eles salários superiores. Alegaram que não virariam as costas a quem lhes dera a primeira oportunidade de emprego. Isso é ética”, relata Ivonette, enfatizando que não há variação social na falta de valores: “A ausência de polidez é comum a qualquer classe social. E isso faz muita diferença no mundo do trabalho”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O afrouxamento no cumprimento de códigos de convivência preocupa os especialistas. Se a transgressão de normas é natural na juventude, existe também uma busca por limites que os pais de hoje não estabelecem por comodismo, diz a psicóloga Júnia Vilhena, coordenadora do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa e Intervenção Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio). Mesmo reconhecendo que a pressão do trabalho é intensa sobre os adultos de qualquer classe social, ela critica a falta de autoridade paterna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Os pais pobres temem o envolvimento dos filhos com bandidos, enquanto os ricos fecham os olhos para o descaso em relação ao restante da sociedade, mas todos eles acobertam as faltas e dificilmente vão repreender esses jovens. Mas quando um projeto social ou artístico exige que os jovens se submetam à disciplina, eles se adaptam às regras. Isso prova que educar não é tarefa para analista”, afirma Júnia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já que a família delegou à escola o ensino dessas normas, preparar jovens para o mercado de trabalho deve ser uma das funções dos professores desde o ensino médio, acredita Maria do Carmo Leite de Oliveira, do departamento de letras da PUC-Rio. Há 20 anos organizando cursos de comunicação interpressoal para executivos, Maria do Carmo acha que o momento é de derrubar mitos, como a necessidade de manter comportamentos agressivos para alcançar bons resultados profissionais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Os melhores líderes são os que motivam suas equipes empregando a cordialidade. Como os pais, por negligência ou falta de tempo, deixaram de lado a transmissão de valores aos filhos, cabe ao professor, então, ensinar respeito e consideração aos alunos. A maioria dos estudantes brasileiros vai trabalhar assim que acaba a vida escolar. Eles chegam ao ambiente profissional sem noções básicas de convivência, porque as famílias não têm mais tempo de ensinar esses códigos”, afirma Maria do Carmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O cuidado com o “deslumbramento” de quem “vira artista” é essencial para Gutti Fraga, que há 24 anos criou o Nós do Morro, um dos mais reconhecidos grupos de artes cênicas do País, com cursos de e para a formação em teatro, cinema e audiovisual. A sede do grupo, que hoje conta com 480 integrantes, é no morro do Vidigal. Os 30 mil habitantes cresceram entre dois bairros de classe média alta, o Leblon e São Conrado, na zona sul carioca. O contraste entre os condomínios elegantes da vizinhança e as condições precárias de vida na favela levaram Gutti a imaginar um projeto que permitisse àquela população conhecer a cultura que nem sequer consumia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;“Aqui vivemos arte, cidadania, solidariedade e disciplina. O projeto nasceu para dar sustentabilidade aos seus integrantes. Recebemos temos mais de mil candidatos para as 80 vagas que abrimos a cada ano. Muitos são filhos de ex-alunos, de homens e mulheres que desenvolveram uma outra ótica a respeito da arte e a consideram essencial na formação, na educação”, diz Gutti Fraga, que não se rende aos elogios e prêmios acumulados pelo grupo desde a participação de seus atores em diversas produções de televisão e no filme “Cidade de Deus”.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibrifont-family:Calibri;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-8148165076153605939?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/8148165076153605939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=8148165076153605939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/8148165076153605939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/8148165076153605939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/09/valor-economico-comportamento.html' title='Valor Econômico - Comportamento'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7688905293685775296</id><published>2010-09-17T08:20:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T08:40:26.637-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Também há uma crise existencial a ser enfrentada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Capitalismo Parasitário”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Zygmunt Bauman. Trad. de Eliana Aguiar. Zahar. 96 págs., R$ 19,00&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Diante da Crise”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Luc Ferry. Tradução de Karina Jannini. Difel. 128 págs., R$ 28,00&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A reação a uma crise econômica se faz através da reconstrução de um sistema que já provou ser instável ou deve levar a reflexões sobre novas maneiras de produção e de reestruturação social, passando pelo trabalho e pela educação? Buscar novos rumos para a economia europeia – e para sua cultura – através da análise dos problemas mundiais desencadeados a partir do segundo semestre de 2008 é o que propõem em seus livros o filósofo francês Luc Ferry e o sociólogo polonês Zygmunt Bauman.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Críticos ferrenhos da cultura do consumo compulsivo, que em muito explica o desastre financeiro americano e, por consequência, a crise global, Ferry e Bauman estão mais preocupados com o vazio existencial das novas gerações do que com a imediata recuperação da economia. A base desse vazio, que privilegiou o consumidor em detrimento do cidadão, é a mesma que permitiu a reinvenção dos piores aspectos do capitalismo, substituindo a exploração dos trabalhadores pelo endividamento dos consumidores. No entanto, se Bauman e Ferry compartilham a virulência no ataque às estratégias das entidades bancárias – aliadas a veículos de comunicação que disseminam a cultura da satisfação imediata pela aquisição de bens que se mostram obsoletos antes de serem plenamente usufruídos -, cada um mantém uma visão particular sobre como enfrentar uma crise que não está circunscrita a aspectos econômicos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aos 84 anos, professor emérito das universidades de Leeds e de Varsóvia, Bauman acredita que o capitalismo encontrará novas formas de sobrevivência, alimentando-se, como um parasita, de quem o hospeda ou sustenta. A atual contração do crédito, afirma, “fruto do sucesso extraordinário dos bancos em transformar os correntistas em uma raça de devedores eternos”, não significa o fim do sistema, mas “a exaustão de mais um pasto”. A saída do sistema está na máquina estatal, com a utilização de recursos públicos, “já que o poder de sedução do mercado está momentaneamente abalado”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A indignação de Bauman é direcionada também aos esforços dos agentes financeiros em convencer jovens a contrair empréstimos antes mesmo de iniciarem suas carreiras profissionais. Ao disseminar a noção de que o consumo é o meio para alcançar a felicidade, o sistema bancário internacional garante que as dívidas se eternizem em amortizações infindáveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Ainda não começamos a pensar seriamente na sustentabilidade dessa sociedade alimentada pelo consumo e pelo crédito. (…) As fontes de lucro do capitalismo se deslocaram da exploração da mão de obra operária para a exploração dos consumidores”, alerta Bauman em “Capitalismo Parasitário”, no qual aponta a volúpia dos serviços de marketing em conquistar os poupadores que rejeitam o parcelamento de suas compras. Para assegurar a fidelidade dos devedores ao consumo compulsivo existe o crédito, que pode criar dependência maior do que drogas tranquilizantes, afirma o sociólogo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais comedido em seus exemplos, embora também contundente na objeção à cultura do endividamento, Ferry preocupa-se em identificar a crise como econômica, gerada no enfraquecimento das classes médias – uma decorrência da globalização. Um momento-chave para o crescimento do capitalismo passar a depender do endividamento “das famílias mais numerosas e menos ricas”. Ex-ministro da Educação da França entre 2002 e 2004, Ferry, de 59 anos, hoje preside o Conselho de Análise da Sociedade, órgão governamental para o qual, no ano passado, ele escreveu o relatório “Diante da Crise – Materiais para uma Política de Civilização”. O documento não se limita a discutir as causas do colapso financeiro mundial, mas pretende aproveitar a crise como “uma oportunidade para abrir os olhos”, pois, segundo Ferry, “é intrinsecamente insatisfatória uma sociedade que parece atribuir à vida humana, como único horizonte de sentido, o ‘cada vez mais’ .(…) Cria frustrações irremediáveis”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Otimista, Ferry acredita que a compulsão consumista possa ser abafada com o fortalecimento de valores humanitários. Isso, porque, se não existe mais mobilização em torno da defesa de religiões, nações ou políticas/revoluções, dentro de um contexto europeu, os filhos ou até “pessoas próximas, família ou amigos” ainda são motivo suficiente para levar alguém a correr riscos, a entrar em batalhas. Depois das mudanças céleres experimentadas a partir do século XX, chegamos a uma época de solidariedade afetiva, a era de um novo humanismo, afirma Ferry.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: normal" class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Publicados antes da recente crise da Grécia, os dois livros trazem a advertência dos autores sobre a probabilidade de problemas econômicos estarem à espreita dos jovens &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 20px" class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;que não se prepararam para substituir os atuais adultos. O desinteresse desses jovens em receber tal treinamento viria da superficialidade de um mundo em que sobram informações, mas a formação é escassa. “A arte de viver num mundo hipersaturado de informações ainda não foi compreendida”, observa Bauman.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O estranhamento das gerações, para Ferry, pode e precisa ser combatido. Desse afastamento teria surgido a erosão das tradições, “calamitosa em alguns níveis, sobretudo na escola”, que é traduzida pelo “aumento da incivilidade”. Sem perder o entusiasmo, Ferry aposta em um amplo programa educacional, que divulgue obras filosóficas, literárias e cinematográficas e, assim, desperte a atenção dos estudantes para a ética de uma vida menos materialista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7688905293685775296?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7688905293685775296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7688905293685775296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7688905293685775296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7688905293685775296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/09/valor-economico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-4792980274839973530</id><published>2010-04-28T07:07:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T09:05:34.242-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - livros</title><content type='html'>&lt;div style="margin: 1ex;"&gt;&lt;div&gt;      &lt;span style=";font-family:Century Gothic;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carioquices que fazem acontecer&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;27/04/2010 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma  informalidade  e muita flexibilidade, combinadas a cordialidade no comando de equipes,  levaram ao surgimento de um novo perfil de profissional no mundo dos  negócios, que credita seus bons resultados no cumprimento de metas  não a formas de administração, mas à cultura de sua cidade. Este  é o gestor carioca, que tem o comportamento analisado em 28 entrevistas  reunidas no livro “Jeito Carioca na Gestão de Pessoas” (Prestígio  Editorial, R$ 64,90), de Luiz Moura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Century Gothic;font-size:100%;"  &gt;Especialista  em gestão e RH, Luiz Moura conversou com 28 executivos. Buscou  lideranças  não apenas no universo corporativo: entre os entrevistados estão o  técnico de vôlei Bernardinho, o carnavalesco Laíla e uma amiga do  autor, Mariza Alves, que foi síndica, durante doze anos, de um grande  condomínio na Barra da Tijuca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Century Gothic;font-size:100%;"  &gt;“Eles lideram  equipes das quais se exige grandes performances. Laíla faz espetáculos  com 4 mil figurantes, enquanto Bernardinho treina grupos de atletas  de quem se espera o máximo de rendimento. Já a Mariza administrou  um condomínio onde vivem cerca de 2 mil pessoas. É como estar à frente  de uma empresa”, diz Luiz Moura, um carioca de Vila Isabel, com mais  de 40 anos de experiência em gestão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Century Gothic;font-size:100%;"  &gt;A seleção  privilegiou os cariocas natos, incluindo ainda quatro gestores que  adotaram  a cidade, e também representam a cultura do Rio de Janeiro, como a  presidente da seguradora Icatu Hartford, Maria Sílvia Bastos, nascida  no interior do estado, mas que mudou-se para a capital na juventude.   Apenas uma entrevistada vive fora do Rio, a delegada da Polícia Civil  paulistana Sandra Claro.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Century Gothic;font-size:100%;"  &gt;“Sandra se  radicou em São Paulo, mas mantém o sotaque e a flexibilidade típicos  da cultura carioca”, afirma o autor, ressaltando que o livro não  é uma exaltação ao estilo carioca de administrar, mas a constatação  de um perfil de gestor. “Pretendo traçar o perfil de mineiros e  paulistas  na gestão de pessoas em outros livros”, informa Luiz Moura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Century Gothic;font-size:100%;"  &gt;Mesmo atuando  em diferentes áreas, os entrevistados apontaram a intensa relação  com a cidade, através da apropriação dos espaços públicos. A convivência   de diferentes categorias sociais, tanto nas praias da Zona Sul como  nas ruas e praças das outras regiões ajuda a romper com a sisudez  do ambiente profissional. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Century Gothic;font-size:100%;"  &gt;“Quem foi  criado na Zona Sul, pegou jacaré e jogou bola na praia, enquanto os  da Zona Norte soltavam pipa e brincavam na rua, juntando os meninos  pobres com os de classe média. O asfalto e o morro sempre se encontram  no Rio de Janeiro e isso é uma experiência que favorece o gestor carioca   no encontro com sua equipe, ele sabe se dirigir a todos os tipos de  pessoa. Quem é de fora do Rio percebe a flexibilidade na capacidade  de superação e de enfrentar adversidades, sempre temperadas com um  calor humano que caracteriza o carioca”, diz Moura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Century Gothic;font-size:100%;"  &gt;O bairrismo  carioca também é percebido como positivo pelos executivos por demonstrar   o entusiasmo que caracteriza os moradores do Rio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Century Gothic;font-size:100%;"  &gt;No livro de  Luiz Moura, o Rio de Janeiro aparece como referência para todos os  entrevistados. “A cidade é cultuada por seus moradores. Quase todos  têm muitas atividades ao ar livre. Bernardinho foi me encontrar de  bicicleta. Ele se alimenta da natureza, assim como muitos executivos  não dispensam uma caminhada na praia antes de trabalhar ou no fim do  expediente. Isso ajuda a relaxar, a suportar pressões e competição  sem tanto estresse”, acredita Luiz Moura, que começou a pensar no  livro no dia 1° de janeiro de 1990, passeando pela praia de Copacabana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Century Gothic;font-size:100%;"  &gt;“Às 7h a  praia já estava limpa, depois de ter recebido mais de um milhão de  pessoas. As equipes da Comlurb, a empresa de limpeza da cidade,  começaram  a trabalhar assim que o sol nasceu, recolhendo as toneladas de papéis,  garrafas de champanhe, o resto da festa da virada do ano. Isso só dá  certo porque é fruto de um excelente processo de gerenciamento”,  destaca  Moura.     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Century Gothic;font-size:100%;"  &gt;A exuberância  natural dos cariocas, no entanto, ainda causa estranheza aos  profissionais  estrangeiros que chegam à cidade.  Segundo Ana Lúcia Vales Domingues  Macedo, mestre em Letras pela Pontifícia Universidade Católica  (PUC-Rio),  o carioca ainda parece invasivo e efusivo ao extremo para quem não  conhece os códigos da cidade. “Isso chega à esfera profissional,  embora normalmente os cariocas sejam mais contidos no trabalho. A  informalidade  sempre existe, mas é menor”, diz Ana Lúcia, que é professora de  português para estrangeiros e observa aspectos de tratamento social  no Rio de Janeiro em sua dissertação de mestrado “Para depois do  elogio – um estudo sobre a polidez carioca”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/S9hCw8sb9dI/AAAAAAAADJg/b7HXqUqayXM/s1600/arte27cul-cariocas-d10.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 168px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/S9hCw8sb9dI/AAAAAAAADJg/b7HXqUqayXM/s400/arte27cul-cariocas-d10.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465191556507760082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Century Gothic;font-size:100%;"  &gt; Luiz Moura  concorda que a informalidade carioca respeita os limites do escritório.  “Essa história de dizer que no Rio todo mundo passa o dia na praia  já caiu de moda. O carioca cumpre prazos e quer alcançar resultados,  como todos os outros profissionais”, diz Moura. De acordo com Ana  Lúcia Vales, se a princípio os estrangeiros que vêm trabalhar no  Rio se assustam com o que consideram excesso de intimidade dos cariocas,   aos poucos eles são conquistados pela cultura da cidade. “A grande  maioria deles se rende à interação, mesmo estranhando, a princípio,  os cumprimentos com abraços e beijos. O único aspecto que eles jamais  compreendem é o hábito de ser extremamente caloroso com desconhecidos  aos quais nunca mais encontrará na vida. Eles levam a sério o famoso  “a gente se vê”, que não sai do discurso e que é quase uma forma  de cortesia carioca”, diz Ana Lúcia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-4792980274839973530?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/4792980274839973530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=4792980274839973530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4792980274839973530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4792980274839973530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/04/alguma-informalidade-e-muita.html' title='Valor Econômico - livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/S9hCw8sb9dI/AAAAAAAADJg/b7HXqUqayXM/s72-c/arte27cul-cariocas-d10.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-196257066499493887</id><published>2010-02-26T13:49:00.001-08:00</published><updated>2010-09-17T09:05:55.129-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Valor Econômico - Comportamento</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-family: lucida grande;"&gt;O Corpo Fala&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/S4hD5XBkafI/AAAAAAAADAg/mkJjXOWYN2k/s1600-h/foto_26cul-gorda-d15.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 188px; height: 350px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/S4hD5XBkafI/AAAAAAAADAg/mkJjXOWYN2k/s400/foto_26cul-gorda-d15.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442674802389445106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sociedade: Brasileiras das classes populares mostram atitude aberta tanto em relação à vida como à estética corporal e não se submetem a padrões rígidos, constata pesquisadora carioca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio.&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;Cartão de visita, atestado de sucesso, comprovante de trabalho e construção pessoal. As múltiplas definições dos estudiosos para a simbologia em torno do corpo brasileiro refletem a obsessão nacional que, travestida sob uma falsa noção de cuidados com a saúde, se tornou um produto de culto e consumo. Se o fortalecimento financeiro das classes emergentes permitiu sua aproximação de outras camadas da população no uso de produtos e mecanismo de embelezamento, ainda há peculiaridades próprias de cada cultura na exposição desses corpos, principalmente os femininos.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"A mulher pobre tem uma relação mais liberta e mais lúdica, menos persecutória, com o corpo, vestindo roupas que o recobrem, mas não o encobrem, com uma apropriação criativa dentro de outro padrão estético", observa a psicóloga carioca Joana Vilhena de Moraes, coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Nos últimos dois anos, Joana entrevistou mulheres das comunidades de Rio das Pedras, Rocinha e Parque da Cidade para uma pesquisa que complementa seu trabalho anterior, enfocando os cuidados estéticos da população feminina de classes média e alta na zona sul carioca, descrito em "O Insustentável Peso da Feiura" (PUC/Garamond). A nova pesquisa já foi convertida no livro "Com Que Corpo Eu Vou? Sociabilidade e Usos do Corpo &lt;st1:personname productid="em Camadas Populares" st="on"&gt;em Camadas  Populares&lt;/st1:personname&gt;", a ser lançada no mês que vem.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No levantamento, a psicóloga constatou, além da franca exibição dos corpos, a pouca reserva ou cautela das entrevistadas quanto à privacidade. Elas abriam as casas, recebiam Joana no quarto, trocavam de roupa na frente dela, desfilavam diferentes trajes, cozinhavam, ralhavam com os filhos. "Participar da pesquisa confere visibilidade social para essas mulheres, enquanto as de classe média e alta preferem dar entrevistas por telefone ou em lugares públicos. Essa atitude franca, aberta, também está no prazer ao exibir o corpo, sem submissão a padrões rígidos de magreza, já que a comida tem a ver com opulência e prosperidade", diz Joana.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Apesar de procurar fazer ginástica e se inscrever em hospitais públicos para cirurgias de redução de estômago, essas mulheres não reverenciam os rígidos padrões estéticos nacionais, preferindo a exuberância de Ivete Sangalo ao corpo magro de Gisele Bündchen. A vida saudável proporcionada por uma alimentação adequada e ingestão de produtos de baixas calorias é uma utopia que elas desprezam. "O discurso ideológico que envolve a dieta e o embelezamento perde a força diante do preço dos alimentos e desses produtos. Elas assumem, sem paranoias, o prazer que podem desfrutar de corpos fora de forma. O uso do corpo e da sexualidade são plenos", afirma Joana.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A exposição dos corpos no Brasil, particularmente na zona sul carioca, é um fenômeno único para estrangeiros, como o antropólogo francês Stephane Malysse. Radicado &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, onde é professor na USP, Malysse percebeu o corpo "mais presente" no Rio do que na França, quando visitou a cidade pela primeira vez em 1996. Dois anos depois, iniciava a pesquisa sobre a corpolatria brasileira diante do olhar de quem vem de outros países. O culto ao corpo modelado pelas academias de ginástica era maior nas classes médias e altas. Já o desnudamento de homens e mulheres fora dos limites praianos era comum entre os que vinham das classes C e D.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"O corpo é um cartão de visita no Brasil e a musculatura, uma extensão sexual do gênero. A roupa amplia o corpo brasileiro, não serve para esconder, camuflar imperfeições. Na França, mulheres jovens a partir dos 20 anos vestem-se como suas mães, porque isso tem a ver com o amadurecimento, chegar a uma outra etapa da vida. Aqui é justamente o contrário", constata Malysse.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Retardar ou retirar marcas do tempo não é vaidade para as brasileiras, mas sinônimos de asseio ou saúde, diz Joana Vilhena de Moraes, lembrando que desde a estabilização da moeda, em 1994, há um aumento anual de 30% nas cirurgias plásticas. Ela destaca ainda que 44% da população feminina brasileira gasta 20% do seu salário em estética.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"Dentro de uma sociedade consumista, artigos de beleza viraram sinônimos de asseio, de saúde. Por isso, cosméticos nem são mais considerados supérfluos. Cuidar de si passou a ser uma obrigação e uma nova jornada de trabalho para a mulher. A beleza é vista como um dever e uma obrigação e não um direito", afirma Joana.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fora do Brasil, o panorama é outro, garante a antropóloga Mirian Goldenberg, que tem acompanhado grupos de brasileiras e alemãs de classes média e alta, todas acima de 40 anos. "Aqui, o corpo é um verdadeiro capital, como já dizia Pierre Bourdieu. As mulheres não têm outro tipo de valorização e o corpo se transformou em mecanismo de ascensão social. Na Alemanha, a diferença começa por não haver tantas mulheres de cabelos tingidos. O amadurecimento não é visto como um estigma, mas como a época em que estão no auge da realização profissional", diz a antropóloga, que relata em seu livro "Coroas" (Record) a dificuldade em formar um grupo de discussão sobre envelhecimento com mulheres acima de 50 anos. O problema não era integrar o grupo, mas chamá-lo de coroas, como queria Mirian.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"Permaneço a única participante do grupo. Todas as indicações para rebatizá-lo ridicularizavam a velhice, reafirmando a juventude e a sexualidade em corpos maduros. Algumas sugeriam que se chamasse 'jovens coroas' ou 'coroas gostosas'", conta.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Segundo a antropóloga, as alemãs maduras consideram falta de dignidade os desvarios cometidos em nome da aparência mais jovem. "A mulher acima dos 40 anos tem um discurso de libertação, sente-se capaz de usufruir o momento em que seu corpo não é objeto de tanto desejo. No Brasil, o que escuto é o desespero das mulheres que se sentem invisíveis por não ser mais olhadas como ser sexual. Na Alemanha, nesse momento elas comemoram a liberdade. A aparência está dissociada da sexualidade, tanto que é comum pessoas mais velhas namorarem. E lá eles têm Ângela Merkel, que não precisou da beleza para chegar ao poder", comenta Mirian. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-196257066499493887?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/196257066499493887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=196257066499493887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/196257066499493887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/196257066499493887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/02/cartao-de-visita-atestado-de-sucesso.html' title='Valor Econômico - Comportamento'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/S4hD5XBkafI/AAAAAAAADAg/mkJjXOWYN2k/s72-c/foto_26cul-gorda-d15.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-6385183333731296936</id><published>2010-02-12T02:05:00.002-08:00</published><updated>2010-02-12T02:23:13.577-08:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - Música</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/S3UrtTTNHnI/AAAAAAAAC_o/fdJP1yLZroE/s1600-h/foto_12cul-martinho-d17.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 220px; height: 118px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/S3UrtTTNHnI/AAAAAAAAC_o/fdJP1yLZroE/s400/foto_12cul-martinho-d17.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437300182394674802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Martinho da Vila faz samba requintado para a Unidos&lt;br /&gt;Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;12/02/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a Vila Isabel de Noel Rosa não pretendia "abafar ninguém", apenas mostrar que fazia samba também, a Unidos de Vila Isabel deixa de lado a falsa modéstia do autor de "Palpite Infeliz" para festejar o centenário de nascimento do seu compositor mais celebrado na segunda-feira de Carnaval, embalada pela requintada melodia composta por Martinho da Vila. O desfile com o enredo "Noel: a Presença do Poeta da Vila" provavelmente será a mais exuberante das homenagens ao compositor, que, até dezembro, terá sua vida e obra revistas em livros, discos, filmes, shows e debates por todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega agora às livrarias "O Morro e o Asfalto no Rio de Janeiro de Noel Rosa" (Editora Aprazível), do jornalista João Máximo. Classificado pelo autor como "um guia para a visita ao Rio por meio das letras de Noel", o livro enfoca as transformações da cidade entre 1910 e 1937, abordando com fotografias da época os aspectos culturais e políticos. "Quis mostrar festas, o botequim, a boemia e, sobretudo, a influência dos compositores do morro sobre Noel", explica o jornalista, autor, com o músico Carlos Didier, de uma renomada biografia de Noel Rosa que a Universidade de Brasília lançou na década de 90.&lt;br /&gt;As mudanças físicas e culturais da cidade também estarão em "O Rio de Noel", de André Diniz, que a Casa da Palavra lançará no segundo semestre. "Noel era como um Baudelaire, um 'flâneur', um grande observador da cidade, que escrevia sobre as diferentes vozes que ouvia. Ele andava por todo o canto, saía da Vila [Isabel] e ia dormir no Morro do Andaraí", conta Diniz. "Esse comportamento é impensável para um jovem da atualidade. Um garoto do Salgueiro não pode circular pelo samba na Mangueira. O samba não tem mais esse poder universalista nem é o porta-voz da cidade, que no tempo de Noel se associa à música."&lt;br /&gt;Renovar a integração de asfalto e morro, que teve em Noel Rosa um de seus principais elos, foi a intenção da diretoria da Unidos de Vila Isabel, que convidou o economista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Carlos Lessa a montar mesa-redonda sobre samba, Noel Rosa e futebol antes de um de seus ensaios, para os componentes da escola, na semana passada. Segundo o presidente da Vila, Wilson Vieira Alves, parte dos integrantes da agremiação, principalmente os mais jovens, pouco conhece Noel Rosa. "Já passamos o filme 'Noel, o Poeta da Vila' [de Ricardo van Steen] para que todos entendessem o que a escola vai apresentar no desfile."&lt;br /&gt;Para Lessa, o debate era mais interessante para os expositores - o músico Rodrigo Lessa, o historiador Raul Milliet, o jornalista Nelson Moreira e o pesquisador Carlos Didier - do que para quem assistisse a ele. "A universidade sempre estuda o Carnaval, mas com muita distância, sem integrar-se a ele." O intercâmbio entre o mundo de Noel e a academia sai em publicação ainda neste semestre da editora da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), em parceria com a gravadora Biscoito Fino. Coordenado por Júlio Diniz, do departamento de letras da universidade, o livro terá artigos de professores da instituição sobre Noel na cultura urbana, acompanhado por um CD com canções pouco conhecidas do compositor, interpretadas por Martinho da Vila e músicos que se apresentam na Lapa. "O disco vai juntar o sambista veterano com esses jovens que cultuam Noel, o primeiro grande poeta da música brasileira, com letras sofisticadas para melodias riquíssimas", diz Diniz.&lt;br /&gt;Ao lado de lembranças destinadas ao público infantil, como a publicação de "O Menino Noel", peça de Karen Aciolly que a Rocco lança no segundo semestre, há homenagens ao compositor que dificilmente ocorreriam em sua época. Em dezembro, ao vencer a disputa pela presidência da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça anunciara que 2010 seria o Ano de Noel Rosa, a exemplo de comemorações promovidas pela entidade em torno de centenários de nascimento ou morte de outros músicos - tanto eruditos, como Heitor Villa-Lobos, quanto sambistas, como Ataulfo Alves. Afirmando que Noel era "o acadêmico do samba, o emblema da poesia cantada", em janeiro, Vilaça entregou a medalha da ABL a Wilson Vieira Alves, prometendo festa nos salões da Casa de Machado de Assis, em 11 dezembro, dia do nascimento do compositor.&lt;br /&gt;Citado por outras escolas de samba e pela Vila Isabel em diversos sambas-enredo, esta é a primeira vez em que Noel Rosa é o tema de um desfile no Grupo Especial, observa o pesquisador Alberto Mussa, autor, em parceria com Luiz Antônio Simas, de "Samba de Enredo, História e Arte" (Civilização Brasileira, 240 págs., R$ 34,90). Em destaque, para Mussa, está a complexidade do samba composto por Martinho da Vila.&lt;br /&gt;"Esse é um samba de melodia única que não segue a fórmula atual, de empolgar a multidão de espectadores. Os sambas de enredo atuais sempre buscam levar o sambódromo ao delírio, a explodir em animação", explica Musa. Para ele, a música de Martinho da Vila tem uma cadência própria, mais afinada com as disputas das escolas de samba tradicionais, que procuravam riqueza melódica em belas melodias, "sem se importar com o arrebatamento de quem assistia ao desfile".&lt;br /&gt;Com 3,5 mil componentes, 31 alas, oito carros, um tripé e oito setores, a Unidos de Vila Isabel conta a vida de Noel Rosa, sua trajetória artística e os acontecimentos políticos de sua época, mostrando a Revolta da Chibata e a Revolução de 1930. "Tenho certeza de que o espírito de Noel vai baixar na avenida, pois ele não vai querer perder a própria festa. A nossa homenagem ao Noel não acaba depois do Carnaval. O ano inteiro queremos promover fóruns que mostrem sua importância para a valorização do samba e das comunidades que o produziam", informa Wilson Aires Alves.&lt;br /&gt;Bem de acordo com a informalidade cultuada por Noel, ainda são poucas as outras comemorações de seu centenário que têm data e local definidos. A programação está aberta em boa parte dos espaços culturais cariocas, que já têm propostas de projetos celebrando Noel. A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Cultura, garante os festejos, sem precisar, no entanto, quando ou o que fará. O violonista Luís Felipe de Lima já acertou para o fim do ano um ciclo Noel Rosa no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. A data, no entanto, continua em aberto.&lt;br /&gt;"O aniversário de Noel é em dezembro, o que permite inclusão nas agendas ao longo do ano", afirma o cavaquista Henrique Cazes, que negocia em um desses locais a montagem das três óperas radiofônicas de Noel, projeto que assina com o pianista Tim Rescala. Em janeiro, Cazes e a cantora Cristina Buarque apresentaram na Sala Baden Powell o show "Sem Tostão", com músicas de Noel, já em referência ao centenário. Com dez álbuns e cinco livros dedicados a Noel, Cazes deve ainda relançar um disco de canções inéditas do compositor, distribuído em 1983 como brinde natalino de uma empresa.&lt;br /&gt;Passadas as comemorações do Ano de Noel, sua presença permanecerá além das rodas musicais. Em 2011, o jornalista Sérgio Cabral lança, pela Companhia Editora Nacional, a biografia da cantora Aracy de Almeida, uma de suas principais intérpretes. "Noel criou o novo mundo da música brasileira. Existe uma música antes dele e outra que vem depois. Ele é fundamental na história de Aracy, sua principal intérprete porque imprimia ao samba a sofisticação e o encanto que Noel pedia."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-6385183333731296936?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/6385183333731296936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=6385183333731296936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6385183333731296936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6385183333731296936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/02/valor-economico-musica_12.html' title='Valor Econômico - Música'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/S3UrtTTNHnI/AAAAAAAAC_o/fdJP1yLZroE/s72-c/foto_12cul-martinho-d17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-6607934607871508927</id><published>2010-01-15T02:38:00.000-08:00</published><updated>2010-01-15T02:45:23.339-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Valor Econômico - Teatro</title><content type='html'>Sem medo de Shakespeare&lt;br /&gt;Teatro: Depois da montagem de "Hamlet", com Wagner Moura, Aderbal Freire-Filho dirige "Macbeth", projeto do ator Daniel Dantas, sua quarta incursão no universo do bardo inglês.&lt;br /&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;15/01/2010&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/S1BGkyAG9II/AAAAAAAAC4Y/iUlPGYOEiEE/s1600-h/foto_15cul-aderbal-d18.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 220px; height: 153px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/S1BGkyAG9II/AAAAAAAAC4Y/iUlPGYOEiEE/s400/foto_15cul-aderbal-d18.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426915148692911234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um artifício de menino esperto para escapar das exigências paternas foi o que originou o interesse de Aderbal Freire-Filho pelo teatro. O pai queria que os seis filhos lessem os clássicos de sua biblioteca. "Descobri uns volumes fininhos com peças de Shakespeare, Molière e muitos brasileiros, como Joracy Camargo, Raimundo Magalhães Jr. Fui tomando gosto, enquanto virava um especialista em leituras de teatro", conta Aderbal, que, nos intervalos entre os ensaios do quarto Shakespeare de sua carreira - "Macbeth", que estreia nesta semana no Rio -, conversou sobre suas mais de cinco décadas dedicadas à procura de um teatro que não afaste o público pelo hermetismo falsamente erudito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Para o diretor, as plateias abandonaram as salas teatrais por puro tédio, mesmo diante de montagens que tentam inovar a forma e raramente o conteúdo. Reconhece que nem sempre consegue conquistar o público a quem destina seus espetáculos. Depois de um ano de temporada do "Hamlet" estrelado por Wagner Moura, montou "Moby Dick", recriação do romance de Herman Melville, que obteve boas críticas, mas não repercutiu positivamente nas plateias. Algo que já havia experimentado na década de 70, quando dirigiu Marília Pêra no monólogo "Apareceu a Margarida", de Roberto Athayde. "O sucesso me subiu à cabeça. Decidi criar um grupo e montar quatro peças ao mesmo tempo. Fracassamos, naturalmente", lembra.&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;A instabilidade do teatro nunca levou Aderbal a desanimar. Nos anos 70 decidiu abraçar a carreira, apesar da desaprovação da tradicional família cearense, que preferia vê-lo seguir os passos do pai, advogado. Nascido em 1941, cresceu em Fortaleza na época em que poucas companhias teatrais visitavam a cidade. Quase foi radialista, político e funcionário da Petrobras. Estudou direito e trabalhou com o pai antes de radicar-se no Rio para fazer teatro. Gostou da direção quando não encontrou quem dirigisse sua adaptação de "Flicts", de Ziraldo.&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;"Foi minha única incursão no teatro infantil. Ali, eu percebi que minha satisfação era maior na direção do que atuando", recorda Aderbal. Ele tem especial apreço por projetos de atores, como o espetáculo atual, que dirige a convite do ator Daniel Dantas, intérprete do protagonista. Renata Sorrah faz Lady Macbeth.&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Ambientações que exigem a interação da plateia, movimentando-se por cenários distantes e inusitados já o atraíram. Como ator, fez "Diário de um Louco", dentro de um ônibus que percorria alguns bairros o Rio, e "A Morte de Danton", no canteiro de obras do metrô carioca. Em 1991, dirigiu o espetáculo itinerante "O Tiro Que Mudou a História" e levava os espectadores a diversos cômodos do Palácio do Catete, onde Getúlio Vargas morreu. No ano seguinte, a plateia de "Tiradentes, Inconfidência no Rio", era levada em ônibus para seis diferentes pontos do centro. Hoje, suas inovações cênicas estão na retomada de um teatro livre das convenções que o tornaram empoeirado. Sua preocupação não é recriar a gélida Escócia medieval durante o implacável verão carioca - o Teatro Tom Jobim fica dentro da floresta tropical do Jardim Botânico e o ambiente naturalmente abafado torna o uso de ar condicionado imperativo.&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;"O grande desafio do teatro hoje é não ser chato, empolado, é renovar-se e vencer o preconceito natural da plateia. É preciso conquistar o espectador. Shakespeare, que permite uma leitura em vários níveis de sofisticação, com referências políticas, poesia e jogos de palavras, escreveu para plateias majoritariamente analfabetas. A compreensão é simples, sem concessões. Ao longo dos séculos, o teatro foi se fechando, ficando mais científico, mais pesado. Shakespeare é anterior às convenções, é livre, é solto", explica. O bardo inglês situava uma ação na Dinamarca ou em Viena, batizando os personagens com nomes latinos. Narrava fatos contemporâneos, mas levava a história para a Escócia de 400 anos antes de seu tempo. "Ainda não existiam antropólogos, historiadores e sociólogos para apontar erros no enfoque político ou na fidelidade histórica", diz Aderbal.&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Como em "Hamlet", ele traduziu o texto original, procurando uma linguagem que eliminasse "o falso rebuscado". Não se arriscou a traduzir sozinho. "Meu inglês não permitiria que eu fosse garçom em Londres", brinca. Da primeira vez, a versão foi dividida com a professora Bárbara Harrington e Wagner Moura. Agora, tem a parceria de João Dantas, filho de Daniel Dantas.&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;"Sempre traduzi as peças estrangeiras que montei, mesmo quando não tenho a menor ideia sobre o idioma. Quando fiz 'Casa de Bonecas', de Ibsen, pedi ajuda ao Carl Erik, que é dinamarquês, mas conhece norueguês. Ele traduzia, eu transformava em algo mais próximo de nossa fala. Fiz assim também com Brecht. Com Shakespeare, não quis ficar preso na métrica, mas respeitar sua poesia, que se compõe de imagens, metáforas, aliterações, ritmo", conta Aderbal, que não teme a fama de maldita de "Macbeth", pois teve sua dose de má sorte durante a montagem de "Moby Dick", quando se submeteu a uma cirurgia e precisou trocar o protagonista, acidentado na época dos ensaios.&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Montar dois textos de Shakespeare em um intervalo pequeno não intimida Aderbal, convidado para a direção pelos protagonistas. "O projeto do Daniel era anterior ao do Wagner, mas compromissos dele só permitiram que a montagem viesse agora. São duas peças muito desafiadoras e incomparáveis. Não há como dizer qual é a melhor, o poema ilimitado que é 'Hamlet' ou o clima trágico, com o sobrenatural se impondo, em 'Macbeth'", comenta Aderbal.&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;O diretor completa: "Gosto de enfatizar o humano, que é a essência do teatro de Shakespeare. Macbeth não precisa ser a essência do mal, mas um homem que se desespera ao cometer seu primeiro assassinato. Não existe personagem raso em Shakespeare, todos têm as ambiguidade humanas".&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;É por isso, garante, que depois de um Shakespeare, tudo o que se quer é fazer outro Shakespeare. "E entre as duas eu fiz 'Moby Dick', que, segundo o crítico Harold Bloom, tem em Ahab o personagem mais próximo de Macbeth, em sua obstinação em levar todos para sua mesma loucura. Então, acho que eu estou no meu quinto Shakespeare." &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-6607934607871508927?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/6607934607871508927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=6607934607871508927' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6607934607871508927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6607934607871508927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2010/01/sem-medo-de-shakespeare-teatro-depois.html' title='Valor Econômico - Teatro'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/S1BGkyAG9II/AAAAAAAAC4Y/iUlPGYOEiEE/s72-c/foto_15cul-aderbal-d18.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-290914774094747305</id><published>2009-11-22T09:14:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T09:16:35.187-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Valor Econômico - Literatura</title><content type='html'>Letras econômicas: Shakespeare foi muito mais que dramaturgo e poeta. Fez fortuna também como empresário, como revela novo livro de Gustavo Franco.&lt;br /&gt;Ter ou não ter, eis a questão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;      20/11/2009&lt;br /&gt;Empresário bem-sucedido que soube aproveitar a notoriedade obtida pelo arrojo de sua criação artística, o inglês William Shakespeare combinou como poucos o talento literário ao tino comercial. Sua incursão no ramo do entretenimento permitiu que deixasse à família valiosas terras e uma herança em espécie correspondente a 14 milhões de libras atuais, compatível com o padrão de um superstar contemporâneo. A estimativa sobre a fortuna de Shakespeare, que legou às filhas, no testamento, a quantia de 1,5 mil libras, é do economista Gustavo Franco, que apresenta um aspecto pouco conhecido no Brasil sobre a vida empresarial do dramaturgo em "Shakespeare e a Economia" (Zahar, 232 págs., R$ 36,00).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/Swlx0ysrijI/AAAAAAAACzU/CsmCKuCqf7g/s1600/foto_20cul-shakespeare-d6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 246px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/Swlx0ysrijI/AAAAAAAACzU/CsmCKuCqf7g/s400/foto_20cul-shakespeare-d6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406977979411302962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para chegar aos valores atualizados da fortuna amealhada por Shakespeare, Franco não se limitou a multiplicar a quantia expressa no testamento pela inflação que cobriu o período da morte do escritor, em 1616, até os dias de hoje. "Em 400 anos, não podemos olhar apenas o índice inflacionário. Há que se considerar outros porcentuais de elevação do custo de vida, incluindo o PIB", diz o economista. Levando em conta apenas a inflação de quatro séculos, Shakespeare teria deixado somente 78 mil libras para a família. No entanto, as 1,5 mil libras que constam no testamento surgem como uma soma milionária se comparadas aos salários anuais de artesãos e professores, que ficavam entre 15 e 20 libras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Conversei com muitos especialistas em Shakespeare, que confirmaram que ele era rico para a época, quase um aristocrata. Sua fortuna poderia ter sido multiplicada, mas as filhas, como as mulheres da época, dependiam dos investimentos que os maridos fariam. Uma delas era casada com um homem responsável, porém não tiveram filhos. A outra fez um péssimo casamento", observa Gustavo Franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os direitos autorais das 37 peças e 154 sonetos de Shakespeare poderiam gerar uma boa renda anual para seus descendentes, caso sua obra não fosse de domínio público. Em 2004, a revista "Forbes" calculou que herdeiros de William Shakespeare dividiriam uma renda anual mínima de U$ 15 milhões em royalties, apenas com a venda comercial de seus livros pelo preço de US$ 1 o exemplar. Isso sem computar as cópias compradas por escolas e bibliotecas nos Estados Unidos, onde, naquele ano, haviam sido vendidos 657 mil unidades de Shakespeare.&lt;br /&gt;Embora pouco se saiba de concreto sobre a vida particular de Shakespeare, não houve dificuldade em encontrar material biográfico. "É provável que ele seja o escritor mais estudado pela humanidade", cogita Franco. Afinal, segundo o crítico Harold Bloom, a única personalidade mais citada no Ocidente do que o personagem Hamlet é Jesus Cristo. Com traduções em 119 línguas, entre elas a linguagem de sinais para surdos e Klingon - o idioma de alienígenas da série de televisão "Jornada nas Estrelas" -, Shakespeare é o autor com maior número de peças levadas para o cinema, algo superior a 350 versões fiéis ou baseadas em suas criações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da extensa bibliografia consultada surge o homem de negócios que soube se adaptar às transformações de uma época em que o capitalismo engatinhava. O teatro era a principal, senão a única, diversão da população de Londres, onde viviam, em 1600, 250 mil pessoas. "Havia uma dúzia de teatros em Londres, todos funcionando cinco dias por semana. Às 14 horas, tocavam as trombetas, avisando que as sessões começavam. O teatro fazia parte da rotina dos londrinos, que lotavam as casas de espetáculo. Só o Globe tinha três mil lugares. A movimentação financeira que a atividade teatral proporcionava era imensa, mesmo sem patrocínios diretos", conta Franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o estudo do economista, entre 1580 e 1648, foram montadas cerca de três mil peças na Inglaterra. Só 230 desses textos sobreviveram, entre eles 37 de William Shakespeare. As temporadas eram curtas. Os registros indicam que cada peça ficava em cartaz, em média, por dez dias, e as companhias faziam cerca de 200 apresentações por ano. Diretor e sócio de dois teatros, o Globe e o Blackfriars, Shakespeare ganhou muito dinheiro, comprando vastas propriedades de terra e investindo em cotas de produção de trigo, cereais e lã, entre outros produtos. Esse patrimônio incluía a New Place, a segunda maior residência de sua cidade, Stratford-upon-Avon, onde passou seus últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida confortável de um autor que enriqueceu do próprio trabalho não tirou de Shakespeare a consciência crítica quanto à "hipocrisia reinante nos primeiros tempos do capitalismo", acredita Franco. Em "O Mercador de Veneza", Antônio, o personagem do título, faz fortuna com expedições de navegação. "Antônio explora a pirataria, a base onde se estruturava a recém-criada Companhia das Índias. Sua atividade é digna, mas a de Shylock, o judeu agiota, não. Ou seja, traficar escravos não é um pecado, cobrar juros, sim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intenção inicial de Franco era escrever um prefácio ao estudo lançado em 1931 pelo economista americano Henry W. Farnam sobre os aspectos de economia no teatro de Shakespeare. "A análise de Farnam é encantadora. Eu queria fazer uma introdução porque ninguém aprende Shakespeare no colégio nem conhece o contexto sociopolítico de seu tempo. À medida que pesquisava, achava os mais diversos registros da vida financeira, alguns detalhando os custos de produção de espetáculos, além da contabilidade dos teatros que Shakespeare administrou. Foi quando a editora Cristina Zahar propôs juntar no mesmo volume o texto de Farnam e o meu", conta o economista, cujo estudo recebeu o título de "A Economia de Shakespeare - O Retrato do Ca pitalismo quando Jovem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o terceiro livro de Gustavo Franco abordando a economia em textos de literatos. O primeiro reunia ensaios de economia do poeta Fernando Pessoa; o segundo, crônicas de Machado de Assis sobre as transformações na economia brasileira com o fim da monarquia e o início da República. Debruçar-se sobre a produção dos escritores foram experiências absorventes, afirma o economista. "Virou algo para a vida inteira. Não consigo mais me livrar de Pessoa ou de Machado. E Shakespeare é um colosso",completa Franco, modesto quanto a seu conhecimento sobre o dramaturgo: "Não li todas as peças; vi algumas encenações e muitos filmes, que ajudaram muito a compreender toda a sua criação. Afinal, o texto de Shakespeare foi escrito para ser falado, não para a leitura".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-290914774094747305?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/290914774094747305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=290914774094747305' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/290914774094747305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/290914774094747305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/11/valor-economico-literatura_934.html' title='Valor Econômico - Literatura'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/Swlx0ysrijI/AAAAAAAACzU/CsmCKuCqf7g/s72-c/foto_20cul-shakespeare-d6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-3305070296506836345</id><published>2009-11-22T09:12:00.001-08:00</published><updated>2009-11-22T09:12:42.178-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Valor Econômico - Literatura</title><content type='html'>Literatura: Escritores cedem ao impulso de retificar seus trabalhos e acabam por produzir novos, nem sempre assim reconhecidos.&lt;br /&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;30/10/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerar concluída uma obra é, para muitos artistas, mais difícil do que concebê-la ou executá-la. O pintor francês Pierre Bonnard (1867-1947) costumava driblar a vigilância dos locais onde suas pinturas eram expostas para retocá-las. Detido em flagrante, de pincel em punho em um museu, candidamente Bonnard explicou que tinha o direito de aprimorar o quadro – que pertencia à instituição havia mais de dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem a mesma ousadia – ou excentricidade – de Bonnard, não são poucos os artistas que cedem ao impulso de retificar seus trabalhos. Para os escritores a oportunidade pode surgir a cada nova edição, levando, em alguns casos, à geração de novos livros que abordam o mesmo tema, complementando dados, no caso de não ficção, ou criando tramas a serem desenvolvidos em outros volumes. Em 1990, a francesa Marguerite Duras decidiu voltar a contar a história de seu primeiro amor ao saber da morte do ex-namorado. Seis anos antes, ela conquistara público e crítica com “O Amante”, narrado em primeira pessoa. Na segunda versão, “O Amante da China do Norte”, há um distanciamento maior dos personagens, por meio da narrativa em terceira pessoa. A oportunidade de constatar diferentes processos de produção literária não levou “O Amante da China do Norte” a arrebatar tantos leitores quanto o primeiro romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor Godofredo de Oliveira Neto experimentou uma situação semelhante à de Marguerite quanto à recepção do segundo texto sobre uma mesma história. Seu último romance, “Marcelino” (Imago), entrou na lista dos 50 selecionados para o prêmio Portugal Telecom deste ano. “Quando souberam que era a nova versão de um livro já publicado, fui avisado de que estaria fora da disputa”, conta Godofredo. Em 2000, ele lançou “Marcelino Nambra, o Manumisso” (Nova Fronteira), saga ambientada na década de 40, escrita sem parágrafos ou pontuação. Chamado a conferir um roteiro cinematográfico baseado no livro, percebeu que as ações de um personagem eram atribuídas a outro. Decidiu, então, reescrever a história de maneira mais tradicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há mudanças significativas no desenrolar do enredo, pois os personagens ganharam detalhes necessários àquele estilo, com mais descrições de ambientes, de comportamentos”, explica Godofredo, que não pretende retomar outros de seus livros para novos exercícios literários. “É muito desgastante reescrever a mesma história sob outra ótica. As primeiras versões são menos sofridas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resguardando ao autor o direito de mexer em sua obra sempre que considerar necessário, o escritor Flávio Carneiro teme que as revisões constantes se tornem obsessão. “O Drummond dizia que a gente publica para ficar livre daquela história. Existe um limite. Se pudesse, reescrevia tudo o que já publiquei, saía burilando. Mas não teria a coragem do Murilo Rubião, que chegou até a trocar nomes de personagens em diferentes edições de seus livros”, observa Carneiro, que passou dois anos montando um novo trecho para o policial “O Campeonato” (Rocco, R$ 38,50), publicado originalmente em 2002 pela Objetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de retomar o texto, lançou a novela gótica “A Confissão” (2006). Os dois romances e a ficção científica “A Ilha” (título provisório), que ainda está escrevendo, integrarão a “Trilogia do Rio de Janeiro”. “O enredo é o mesmo, mas consegui melhorar diálogos e tornar ‘O Campeonato’ mais enxuto”, diz Carneiro, que já havia reescrito o infantil “Acorda Rita” para um público de adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomar personagens e interferir em textos já publicados pode ser menos angustiante que uma revisão, acredita o escritor Raimundo Carrero, que volta a temas e recria episódios com mais destreza do que corrige o que escreveu em outras épocas de sua vida. Pedir a um autor que reveja texto escrito na juventude é “uma crueldade”, afirma Carrero, que há quatro anos foi convidado a acompanhar a nova edição de seus três primeiros romances, fazendo pequenas alterações em um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não quis reformar os pontos de vista do garoto de pouco mais de 20 anos que eu era quando escrevi aquelas histórias. Erros e equívocos fazem parte da carreira de um artista. Uma obra nunca se acaba e nunca vai se acabar. Os personagens podem se desdobrar e se revelar em diferentes livros”, diz o autor, que explora situações sob ângulos de diferentes personagens nos quatro romances que compõem “O Quarteto Áspero”, cujo último volume, “Minha Alma É Irmã de Deus” (Record), foi lançado há três meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista Zuenir Ventura preferiu criar uma sequência para “1968 – O Ano Que não Acabou” a atualizar o original, lançado há duas décadas. “Revisitei personagens e situações para saber como se encontravam 40 anos depois, e escrevi então o ‘1968 – O Que Fizemos de Nós’ (Planeta)”, conta Zuenir, que não acreditava no sucesso do tema. “Achava que teria uma edição apenas, se tanto.” Atualmente está na 43ª reimpressão. Apesar do interesse, ele não pretende voltar a abordar aspectos inexplorados daquela época. “O livro já inspirou a série de televisão ‘Anos Rebeldes’, de Gilberto Braga. Um de seus capítulos também foi adaptado para a TV francesa. Não, espero não mexer mais com ‘1968′”, comenta o jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressão por novas versões pode chegar antes de diversas reimpressões. Cerca de dois meses depois do lançamento de “1808″ (Planeta), em 2007, Laurentino Gomes começou a ser instado a condensar as 418 páginas para um volume que atraísse jovens leitores. “Era um tal de ouvir pais dizendo que gostariam que os filhos lessem o livro, mas que nenhum garoto se interessaria por um calhamaço…”, conta Laurentino, que contratou uma equipe para ilustrar e reescrever o texto em linguagem juvenil. Reduzido a 146 páginas, “1808″ foi adotado como material paradidático, vendendo cerca de 40 mil exemplares. Seu próximo livro, “1822″, que trata da Independência do Brasil, deverá ser lançado pela Ediouro com formatos para adultos, jovens, versão em áudio e em DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espanhol Javier Moro, que acaba de preparar um novo epílogo para “O Sári Vermelho” (Planeta), uma biografia de Sonia Gandhi, justifica a nova versão por uma necessidade de registro histórico. “Quis incluir a vitória de Sonia Gandhi e de seu filho Rahul nas eleições de maio de 2009″, relata Moro, que não deve retomar o texto. “Utopicamente, um trabalho nunca terminaria até a morte do autor, porque sempre surgem novas ideias, novos enfoques, novos retoques…. Não podemos deixar o processo criativo se tornar algo mais obsessivo-compulsivo do que já é.” Para Ângela Dutra de Menezes, que incluiu mais 50 páginas na nova edição de “O Português Que Nos Pariu” (Record), o autor sempre buscará aprimorar o texto. “O limite à obsessão é dado no contrato com as editoras, que, geralmente, permitem apenas três revisões a cada reimpressão. Se o autor pudesse mexer mais ainda, o trabalho seria infindável”, acredita Ângela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a revisão falha, mas não tarda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até depois de morto, o romancista mexicano Juan Rulfo conseguiu corrigir a edição de sua obra-prima, o magistral “Pedro Páramo”. Em 2005, a edição comemorativa dos 50 anos de lançamento da novela incorporou alterações que o escritor fizera ao longo de décadas. Embora meticuloso, o colombiano Gabriel García Márquez, Prêmio Nobel de Literatura de 1982, só foi perceber um erro em “Cem Anos de Solidão” (Record) quando fez a revisão para a edição comemorativa dos 40 anos do lançamento do romance, em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Durante esse tempo todo, nem os tradutores notaram a troca de nome de duas personagens, a amante, Petra, e a mulher, Fernanda, do Aureliano Buendía Segundo. Passou por, no mínimo, 50 milhões de leitores”, lembra Eric Nepomuceno, tradutor da nova versão de “Cem Anos de Solidão” e de outros oito livros de García Márquez, um autor cuidadoso com revisões das próprias edições – fez 300 alterações da primeira para a segunda impressão de “Notícias de um Sequestro” – que não gosta, porém, de acompanhar as traduções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando peço esclarecimentos, ele diz que já basta ter que aturar tradutor de inglês, francês, alemão”, conta Nepomuceno. Por isso, na biografia de García Márquez, “Viver para Contar”, foi mantido um trecho que o próprio escritor, quando confrontado pelo tradutor, não soube explicar. Na primeira vez em que vê o mar, Márquez o descreve como “uma vasta extensão de águas verdes, onde flutuava um mundo inteiro de galinhas afogadas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O revisor não se conformou com aquelas galinhas afogadas e descobriu que existe apenas no Caribe uma espécie de peixe chamada peixe-galinha. Gabo riu muito, deu razão ao revisor, mas disse que não pensara nos peixes-galinha nem se lembrava bem por que escrevera aquilo”, recorda-se o tradutor, que é amigo do escritor. (OM)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-3305070296506836345?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/3305070296506836345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=3305070296506836345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3305070296506836345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3305070296506836345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/11/valor-economico-literatura_22.html' title='Valor Econômico - Literatura'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-2509741071077859340</id><published>2009-11-22T09:08:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T09:13:01.463-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Valor Econômico - Literatura</title><content type='html'>Entre dois amores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;      16/10/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma plantação de café é algo absorvente e se gruda nas pessoas, não havendo nunca momentos ociosos: está-se sempre ligeiramente atrasado no trabalho a fazer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fazenda Africana, Isak Dinesen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SwlwheS-7QI/AAAAAAAACzM/xX9zReY8caw/s1600/foto_16cul-gringa-d24.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 350px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SwlwheS-7QI/AAAAAAAACzM/xX9zReY8caw/s400/foto_16cul-gringa-d24.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406976548005670146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descrição da celebrada escritora dinamarquesa Isak Dinesen bem poderia ser assinada por Frances de Pontes Peebles. Há cinco meses administrando a fazenda de café de sua família, em Taquaritinga do Norte, no Planalto da Borborema, em Pernambuco, Frances não tem nenhuma pretensão de tornar-se uma Dinesen dos trópicos. “Espero que minha fazenda seja mais bem-sucedida do que a dela. Na literatura, minha ousadia não chega a tanto”, disse em entrevista por telefone ao Valor, na semana em que chegou às livrarias brasileiras a tradução de seu romance de estreia, “A Costureira e o Cangaceiro” (Nova Fronteira, 624 págs., R$ 69,90).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isak Dinesen era o pseudônimo de Karen Blixen (1845-1992), que morou por 16 anos no Quênia, onde teve uma fazenda de café. Desistiu da empreitada em 1931 e voltou para a Dinamarca para dedicar-se à literatura. O autobiográfico “A Fazenda Africana” tornou-se seu livro mais conhecido, principalmente depois da versão cinematográfica de Sidney Pollack, com Meryl Streep no papel da escritora. Gostava de escrever em inglês e depois os textos eram vertidos para seu idioma nativo. Outro de seus contos a lhe render popularidade por adaptação para o cinema foi “A Festa de Babette”, de Gabriel Axel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da dedicação ao café e à literatura, Frances, como a dinamarquesa, também escreve em inglês. Nascida no Recife há 30 anos e definindo-se como alguém com “um pé no Brasil e outro nos Estados Unidos”, a brasileira sente que sua fluência em português está restrita à fala – com um forte sotaque pernambucano. “Não tenho segurança para me aventurar em textos maiores que os de cartas ou e-mails”, explica Frances, que não interferiu na tradução de Maria Helena Rouanet para o romance. Na versão original fez questão de inserir termos em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não existe tradução para alpercatas, cangaço ou jagunço. Não são sandálias de couro, bandidos nem vaqueiros, têm outro significado. Então, pus notas explicativas e deixei tudo como se fala aqui, até porque pretendia reproduzir um pouco da musicalidade do palavreado polissilábico português”, conta Frances, que viveu no Brasil até os 5 anos, quando a família se mudou para os Estados Unidos para acompanhar o pai, David Peebles, engenheiro americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contato estreito com a família materna, em Pernambuco, foi sua base para criar uma história genuinamente brasileira. Seguindo a saga de duas irmãs órfãs e costureiras, Frances mostra tanto o Brasil urbano, por meio da sociedade do Recife da época, que buscava acompanhar a modernidade europeia no período anterior à Segunda Guerra Mundial, e o agreste nordestino, onde o tempo resistia às novidades. Depois de formar-se em Letras pela Universidade do Texas, recebeu uma bolsa da Fundação Fulbright para pesquisar o cangaço e escrever um romance histórico totalmente fictício, em que o único personagem real é Getúlio Vargas. “Até os sobrenomes são inventados, pois não queria nenhuma associação com gente que viveu na região.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fascínio pelo universo do cangaço vem da infância. Em Taquaritinga ouvia boatos sobre vizinhos que teriam sido cangaceiros. “Eu tinha um medo danado de um tal de seu Vitorino, que teria sido do bando do temível Antonio Silvino. Hoje o cangaço é folclore e os cangaceiros têm aura de heróis, mas quem viveu aqueles tempos sentia pavor deles. Por mais que os cangaceiros fizessem frente ao poder dos coronéis, eles eram perigosos. As famílias escondiam as filhas, já que muitas meninas de 14 anos eram sequestradas pelos cangaceiros. E, mesmo que não sofressem violência alguma, eles ainda tinham que hospedar ou ceder as casas para os bandos”, contou Frances.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa histórica à qual se dedicou durante quatro anos e meio incluiu entrevistas com moradores de Taquaritinga, que eram jovens na época do fim do cangaço: “Os relatos deles forneceram o tom de veracidade necessário ao romance. Eu queria criar os meus cangaceiros, que têm características de gente que existiu realmente, só que tudo bem misturado, de forma a ninguém ser reconhecido. As lembranças dessas pessoas me ajudaram a fazer a transposição para aquele mundo que acabou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traçando um paralelo entre a trajetória das irmãs – uma que vive um casamento de conveniência no Recife, a outra, levada por cangaceiros, ganhando notoriedade por sua força dentro do bando -, Frances quis mostrar que as normas rígidas pautavam o comportamento de todos os grupos sociais. “Qualquer traição era punida com a morte. O adultério era proibido. Pouco se sabe do cotidiano das mulheres do cangaço, que entregavam os filhos recém-nascidos aos padres no sertão para que fossem criados por outras famílias. Era uma vida muito perigosa, arriscada, porém a angústia também existia para quem sofria o preconceito da sociedade rica no meio urbano, obrigada a cumprir rituais de luto, mesmo que não sentisse a dor da perda pela morte”, relatou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A versão brasileira de “A Costureira e o Cangaceiro” exigiu um corte de quase cem páginas. Frances Peebles reconhece que o romance, atualmente com 600 páginas, ainda é bastante extenso. Mesmo assim, conquistou o público feminino. “Apesar do tema, o livro foi apontado como um dos favoritos pelas leitoras da revista ‘Elle’, o que me surpreendeu”, contou a escritora, que não revela o próximo tema a explorar literariamente. Por ora, a prioridade é a fazenda em Taquaritinga, onde pretende permanecer, no mínimo, por cinco anos – o prazo necessário para estabelecer a plantação de café orgânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela garante que não seguirá o exemplo de Isak Dinesen, narrando sua vivência na direção da fazenda: “Escrever não ficção é abrir sua intimidade, que nem sempre é tão interessante assim. Mexemos com máquinas, andamos o dia inteiro. Estamos ainda aprendendo a tocar o negócio”, explica Frances, que tem como companheiros na empreitada o marido, a irmã e o cunhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho incessante limita a vida social dos dois casais, que ocupam casas diferentes no mesmo terreno. Levantam-se pouco depois do nascer do sol e passam o dia coordenando as atividades dos 17 empregados, entre elas a coleta de mel de colmeias de abelhas e os cuidados com as criações de porcos e de cabras, que fornecem os fertilizantes naturais para o solo. Acabam de plantar quatro mil mudas de pau-brasil na região. Segundo Frances, não há nenhum arrependimento por haver trocado a sofisticada Chicago pela pacata Taquaritinga: “Aqui é minha casa, minha referência de infância, o lugar onde pretendo envelhecer. Queremos criar mais do que uma fonte de renda para a família, trazendo uma inspiração para o desenvolvimento sustentável da região. Tudo é novidade e aprendizado. A vida ficou mais simples, não há televisão na fazenda. Mesmo assim, não há como nos isolarmos do mundo. Temos internet”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-2509741071077859340?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/2509741071077859340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=2509741071077859340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/2509741071077859340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/2509741071077859340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/11/valor-economico-literatura.html' title='Valor Econômico - Literatura'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SwlwheS-7QI/AAAAAAAACzM/xX9zReY8caw/s72-c/foto_16cul-gringa-d24.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-3734537386780236003</id><published>2009-10-26T07:39:00.001-07:00</published><updated>2009-10-26T07:40:36.120-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Tamoio Notícias - Perfil Abdias Campos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SuW01KKwN1I/AAAAAAAACwE/L33LFIB6vSQ/s1600-h/abdiascampos111709_aad.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SuW01KKwN1I/AAAAAAAACwE/L33LFIB6vSQ/s400/abdiascampos111709_aad.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396918553828931410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Autor de mais de 100 livros, o paraibano Abdias Campos trocou uma carreira sólida como administrador de empresas para dedicar-se às incertezas da literatura de cordel há oito anos. “Dá para viver da arte, com a graça de Deus”, garante o simpático Abdias, que já participou de três bienais do Livro no Rio de Janeiro e uma em São Paulo. Em seu estande, de autor independente, ele organiza os coloridos livrinhos que vende a dois reais.  A cada bienal, esgota os 4 mil volumes que traz de Recife, onde vive, custeando passagem, hospedagem, aluguel de espaço, e ainda “levando algum no bolso”, brinca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Olho D’Água dos Caboclos, próximo à localidade de Amparo, no sertão da Paraíba, Abdias Campos se considera um predestinado à literatura. “Fui trazido ao mundo pela parteira Zefa Canário, nasci ouvindo versos numa região toda de poetas. Quem saiu daquelas terras virou médico, advogado, engenheiro. Quem ficou, foi vaqueiro, fazendeiro. Mas todos continuam poetas”, diz Abdias, que foi para Recife estudar Administração de Empresas. Chegou a tentar empregar seus conhecimentos em uma fazenda que herdou. “Eu agi como poeta, não como administrador. Derrubei cercas, abri estradas e acabei vendendo tudo para fazer meu primeiro LP”, conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viver da arte do cordel, Abdias investe cerca de R$ 5 mil em eventos como a Bienal do Livro. É dali que saem importantes contatos para palestras e shows. “Já rodei Santa Catarina inteira com meu show de música e poesia em cordel, pelo circuito SESC. Conheci na Bienal um diretor do SESC que se interessou por meu trabalho e, desde então, não parei mais de trabalhar, seja apresentando espetáculos, seja fazendo cordel para publicidade”, conta Abdias, que nunca estudou música ou literatura formalmente. “Não quero perder o tom rústico de minhas composições, por isso não faço faculdade de Música ou Letras. Já imaginaram que horror seria ter um Pavarotti cantando repentes?”.&lt;br /&gt;Foto: Angelo Antônio Duarte&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-3734537386780236003?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/3734537386780236003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=3734537386780236003' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3734537386780236003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3734537386780236003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/10/tamoio-noticias-perfil-abdias-campos.html' title='Tamoio Notícias - Perfil Abdias Campos'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SuW01KKwN1I/AAAAAAAACwE/L33LFIB6vSQ/s72-c/abdiascampos111709_aad.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-3698223568103602492</id><published>2009-10-26T07:35:00.001-07:00</published><updated>2009-10-26T07:43:12.265-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Tamoio Notícias - Perfil Evando dos Santos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SuW1dGjsAbI/AAAAAAAACwM/ZVlR7RjV_T4/s1600-h/evando12909_aad.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SuW1dGjsAbI/AAAAAAAACwM/ZVlR7RjV_T4/s400/evando12909_aad.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396919240054538674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Evando dos Santos recusa-se a reconhecer o significado da palavra dificuldade. Leitor compulsivo e apaixonado, ele aprendeu a ler adolescente, há 11 anos montou a Biblioteca Comunitária Tobias Barreto de Menezes, na garagem de sua casa, na Vila da Penha. Hoje, o acervo de 14 mil livros ocupa o primeiro andar de um prédio de três pavimentos projetado por Oscar Niemeyer e construído com recursos do BNDES. Tudo obtido graças ao empenho deste sergipano de 49 anos, que não se acanha em lutar para fomentar a leitura no País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O entusiasmo de Evando é tão contagiante que ele sempre obtém apoio para manter a biblioteca e ainda contribui para aumentar o acervo de outras. Já enviou cerca de 20 mil livros para 26 bibliotecas em três estados nordestinos, no Amazonas, em cidades da Baixada Fluminense e até para Angola. Só para Sergipe foram 14 mil livros, enviados aos municípios de Aquidabã, Tobias Barreto, Malhada dos Bois, Tomar do Geru, São Cristóvão, Gracho Cardoso e Estância. “Um dos diretores da Transportadora Cometa  ofereceu a remessa dos livros gratuitamente. Este tipo de atitude é que nos dá alento a continuar trabalhando para disseminar o amor pela leitura”, diz Evando, que atualmente paga as contas de água, eletricidade e telefone da biblioteca graças às doações de amigos e vizinhos, desde a morte de sua mãe, Zelita, no primeiro semestre deste ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ela era a nossa grande patrocinadora, me passou a paixão por ler”, conta Evando, que decidiu iniciar a biblioteca quando ganhou 50 livros de um cliente. Levou-os para casa, juntou com outros e avisou aos vizinhos que abrira uma biblioteca. Não havia prazo para devolução, nem registro de saída dos volumes. A notícia se espalhou e a garagem acabou ficando pequena. Foi quando começou a trabalhar para construir o prédio em terreno que era da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Doamos o terreno à Biblioteca, que hoje é uma entidade filantrópica. Depois de conseguir o financiamento do BNDES, assistindo a um programa de televisão com o arquiteto Oscar Niemeyer, telefonei para a produção e pedi um projeto para a nova sede”, lembra Evando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a biblioteca recebe cerca de 20 visitantes por dia. Os livros foram organizados por tema, nacionalidade ou naturalidade do autor. Evando jamais aceitou uma catalogação profissional. “Bibliotecários e arquivistas já se ofereceram para arrumar as estantes, mas eu quero que ninguém se intimide com os livros. O único compromisso é gostar de ler”, diz Evando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Biblioteca Comunitária Tobias Barreto fica na Rua Engenheiro Augusto Bernachi, 130, Vila da Penha. Telefone: 2481-5336&lt;br /&gt;Foto: Angelo Antônio Duarte&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-3698223568103602492?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/3698223568103602492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=3698223568103602492' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3698223568103602492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3698223568103602492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/10/tamoio-noticias-perfil-evando-dos.html' title='Tamoio Notícias - Perfil Evando dos Santos'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SuW1dGjsAbI/AAAAAAAACwM/ZVlR7RjV_T4/s72-c/evando12909_aad.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-3882168195166552537</id><published>2009-10-14T05:07:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T05:10:15.767-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Revista Aplauso - Edição 99</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/StW_lcba70I/AAAAAAAACu8/TMctjFBRN_Y/s1600-h/palet%C3%B3+longo+camadas+corte+2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 190px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/StW_lcba70I/AAAAAAAACu8/TMctjFBRN_Y/s400/palet%C3%B3+longo+camadas+corte+2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392426778853306178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hamlet &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wagner Moura vive o mais famoso personagem do teatro ocidental &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A angústia de um homem em busca de vingança para o assassinato do pai e todos os questionamentos suscitados a partir da descoberta de uma verdade dolorosa fizeram de Hamlet o mais celebrado personagem da literatura ocidental, só superado em estudos ou citações, por Jesus Cristo. A tragédia de William Shakespeare chega ao palco do Oi Casa Grande estrelada – e produzida - por Wagner Moura, sob a direção de Aderbal Freire-Filho, depois de uma temporada de oito meses em São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova montagem privilegiou uma aparente simplicidade. O palco é quase vazio, com poucos elementos cênicos. Para reduzir o tom impostado da representação, Aderbal fez uma nova tradução do texto – em parceria com Wagner Moura e com a professora de inglês Bárbara Harrington. O diretor e o ator falam aqui sobre a importância de Hamlet para o teatro de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aderbal Freire-Filho  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro vivo, a grandeza e a miséria da condição humana, a poesia, tudo está em Shakespeare.  De um certo ponto de vista, todos os espetáculos, toda a vida de um artista de teatro é um caminho para Shakespeare, um caminho para alcançar a simplicidade do palco, sua poesia pura,  e só assim poder mostrar a inesgotável representação do mundo das peças de Shakespeare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são muitas as histórias e são infinitas as versões, as variações. A história de Ulisses, a de Jesus, a de Hamlet, a de Édipo, vamos contá-las sempre. Primeiro, ouvimos quando nos contavam. Depois vamos contá-las aos outros, assim anda a roda do mundo. Para as melhores histórias, todo tempo é o mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo espetáculo de teatro feito a partir de um texto escrito é o resultado de uma co-autoria.  E sempre uma parte dessa co-autoria é, obviamente, de autores vivos: os atores, diretor etc.  Os vivos falam sempre do seu tempo, olham para o texto que encenam da perspectiva em que estão. Não vou fingir que sou um inglês da virada do século XVI para XVII para representar uma peça escrita nesse tempo. Nem Shakespeare fingiu que era um dinamarquês medieval para escrever sobre o tempo de Hamlet. Sou um brasileiro da virada do século XX para o XXI e é com as referências desse lugar e desse tempo que faço minha parceria com Shakespeare. Não gosto de chamar isso de inovar porque essa palavra pode ser traiçoeira, pode dar a entender que basta botar roupas de hoje e uns efeitos “modernosos” para ser atual e não é nada disso. Um espetáculo de jeans e camiseta pode ser velhíssimo e outro com roupas de época pode ser vivo, atual, novo.  A vida, o presente, o novo não está só na aparência. As atrizes e os atores, esses sim, na maneira como atuam são vivos, isto é, presentes, isto é, novos. O espetáculo expõe essa vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wagner Moura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shakespeare é  o melhor da época em que se fez o melhor teatro - a Europa, mais precisamente a Inglaterra da passagem do século XVI para o XVII. Hamlet é o que há de melhor em Shakespeare. Ali estão a compreensão extraordinária da natureza humana, a riqueza dos personagens, o domínio da narrativa, a poesia, o humor... Hamlet é o teatro da vida, a melhor peça já escrita.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gênese desta montagem era a comunicação com o público. Hamlet foi um grande sucesso em 1600, não havia porque não sê-lo hoje também. A maioria das traduções paga tributo às portuguesas do século XIX, que pegavam o inglês elisabetano e traduziam para o português arcaico. Não há nenhuma razão para traduzir “go” por “ide”. Aderbal foi um mestre em passar o jogo de palavras do inglês shakespeariano para a nossa língua. Já acho até mais interessante montar Hamlet aqui do que nos paises falantes da língua inglesa, que não podem traduzi-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia entendo mais o termo work in progress, que se aplica tão bem a qualquer trabalho em teatro, esse bicho vivo que se move. Hamlet é um personagem tão complexo, que pode ser feito de tantas formas... Duvido muito do crítico que vem com teorias acerca da psicologia de Hamlet (embora os psicólogos o amem). Stanislavski não se aplica a Shakespeare. Adoro pensar que o bardo antecipou Brecht. Hamlet não faria assim, Hamlet não agiria assado, Hamlet é deprê, Hamlet não pode rir, qualquer coisa que se diga é uma simpificação boba dos que querem dizer que conhecem bem Hamlet. Eu tenho convivido com ele e adorado conhecê-lo aos poucos, me surpreendendo a cada noite. Conhecê-lo e surprender-se com ele é conhecer-me e surpreender-me também comigo.  Hamlet nos comporta a todos, todos somos Hamlet. Adoraria ter visto Paulo Autran fazendo o príncipe aos 80 anos. Daqui a quinze anos, vou retomá-lo e conhecendo-me, conhecê-lo mais um pouco. Puro work in progress...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-3882168195166552537?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/3882168195166552537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=3882168195166552537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3882168195166552537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3882168195166552537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/10/revista-aplauso-edicao-99.html' title='Revista Aplauso - Edição 99'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/StW_lcba70I/AAAAAAAACu8/TMctjFBRN_Y/s72-c/palet%C3%B3+longo+camadas+corte+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-268719110897331725</id><published>2009-10-02T04:09:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T05:05:43.311-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Patrimônio Histórico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes'/><title type='text'>Valor Econômico - Artes</title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: left;" id="LblTitulo"&gt;      &lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_LblTitulo" class="titulo_materia_integra"&gt;&lt;span class="chapeu"&gt;Artes: &lt;/span&gt;&lt;span class="linhaFina"&gt;Banco do Brasil celebra aniversário do seu primeiro espaço multicultural, que revitalizou uma área antes degradada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h1 class="titulo_materia_integra"&gt;20 anos de cultura no centro&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXniVbWH2I/AAAAAAAACtc/6MbYfkY02MU/s1600-h/foto_02cul-ccbb-d16.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 137px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXniVbWH2I/AAAAAAAACtc/6MbYfkY02MU/s400/foto_02cul-ccbb-d16.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387967106272075618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fachada do Centro Cultural Banco do Brasil no Rio: suas atividades em todo o território nacional, incluindo o programa itinerante, que leva eventos a diversos Estados, já atraíram mais de 36 milhões de pessoas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há 20 anos, caminhar fora do horário comercial pelas ruas próximas à Igreja da Candelária, no centro do Rio, era, no mínimo, uma temeridade. Nos fins de semana, o lugar permanecia deserto, conferindo um aspecto de cidade fantasma ao rico patrimônio arquitetônico local. O cenário começou a se modificar em outubro de 1989, com a inauguração do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Duas décadas, duas outras unidades - em São Paulo e em Brasília - e mais de 2 mil eventos depois, a criação do espaço multicultural e a forma de escolher os projetos para ocupá-lo por seleção pública rendem aplausos de produtores culturais, curadores e artistas. A eles se somam o entusiasmo de quem investiu nos imóveis do revitalizado centro histórico do Rio, uma região que hoje fervilha com instituições culturais, restaurantes, galerias de arte, sedes de grupos teatrais e até um bloco carnavalesco.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;"O CCBB foi, indiscutivelmente, importantíssimo para a recuperação daquela área, que permaneceu abandonada por um longo período, e também para a mudança no comportamento do carioca, que, a partir da abertura do Centro Cultural, reconquistou o centro", afirma o arquiteto Augusto Ivan de Freitas, que coordenou, dentro da prefeitura carioca, o projeto do Corredor Cultural do Rio, que compreende 1 milhão de metros quadrados, abrangendo 3 mil imóveis preservados, entre eles o casario da área entre o CCBB e a praça 15.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Com o aproveitamento do prédio centenário na esquina da rua 1º de Março com a praça da Candelária, onde funcionava uma agência do Banco do Brasil, também se pretendia proteger o acervo da própria instituição, que ali mantinha uma biblioteca e um museu de numismática. "Sempre houve uma preocupação com o resgate da vizinhança", diz o diretor de marketing e comunicação do Banco do Brasil, Dan Conrado. Freitas confirma: "O banco pediu orientação para a reforma do edifício e, sem que houvesse nenhuma exigência da prefeitura, apresentou um projeto urbanístico para recuperar o calçamento, a iluminação e criar um jardim em frente do edifício".&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXmy1CWOFI/AAAAAAAACtU/LecJ5BaPjqQ/s1600-h/foto_02cul-paola-d18.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 220px; height: 341px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXmy1CWOFI/AAAAAAAACtU/LecJ5BaPjqQ/s400/foto_02cul-paola-d18.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387966290123438162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span&gt;Paola instalou sua Galeria Progetti na região: "Queria aproveitar o vaivém do público, que, geralmente, tem como destino o CCBB"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A nova ordenação do centro histórico do Rio foi gradual. Restaurantes sofisticados que vêm ocupando velhos casarões já são abertos nos fins de semana para receber o público que se desloca entre o CCBB, a Casa França-Brasil, o Centro Cultural dos Correios, o Museu da Marinha e o Paço Imperial. É uma revitalização que ocorre em metrópoles do mundo inteiro, lembra a italiana Paola Colacurcio, que há um ano comprou um sobrado na travessa do Comércio para instalar a Galeria Progetti. "Eu queria algo na parte mais fascinante desta cidade e queria aproveitar o vaivém do público, que, geralmente, tem como primeiro destino o CCBB."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Adquirir um imóvel na região está se tornando cada vez mais difícil. "Quem tem qualquer coisa ali não quer vender nem alugar, está aguardando a valorização", diz Rogério Quintanilha, gerente da administradora imobiliária Apsa. Durante a semana, os bares e restaurantes recebem quem trabalha no centro para shows musicais e happy hours. Nos fins de semana, a área é tomada pelo público das atividades culturais capitaneadas pelo CCBB, afirma Luiz Antônio Rodrigues, presidente do Pólo Histórico, Cultural e Gastronômico Praça XV, associação criada há dois anos, que reúne 27 empresas. "O CCBB é uma das âncoras do movimento ali", diz Rodrigues, dono da Brasserie Rosário.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A interação entre públicos distintos para eventos gratuitos ou com ingressos a preços baixos garante uma ocupação constante e crescente do CCBB, que em seu primeiro ano teve 100 mil visitantes. O número passou para 320 mil em 1990 e 1,3 milhão em 1991. Nos últimos 20 anos, as atividades do CCBB em todo o território nacional, incluindo o programa itinerante, que leva eventos a diversos Estados, atraíram mais de 36 milhões de pessoas - público que deverá aumentar com a abertura da unidade de Belo Horizonte, na praça da Liberdade, em 2011. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;"Existe demanda de público para o crescimento do CCBB. A exposição de trabalhos do Aleijadinho, em 2006, no Rio, recebeu 1 milhão de visitantes, 11 mil por dia. O retorno, para o Banco do Brasil, vai além da fixação da marca. Demonstra o interesse do banco em valorizar a cultura brasileira, sim, mas também a importância de desenvolver projetos de arte e educação, promover a formação de plateias e abrir espaço para novas linguagens artísticas", diz Conrado.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os investimentos na programação têm acompanhado o crescimento do público, mesmo em tempos de crise. Em 2008, os projetos nas três unidades custaram R$ 37 milhões, enquanto neste ano chegaram a R$ 41 milhões. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Construído em 1889, o prédio de 17 mil metros quadrados do CCBB, que foi sede do Banco do Brasil até 1960, atualmente abriga três teatros, uma sala de cinema, biblioteca, videoteca e 14 salas de exposição. As comemorações de aniversário - cujo ponto alto será um show de Paulinho da Viola - se estenderão, entre os dias 10 e 12, com apresentações teatrais pelas ruas vizinhas e no Centro Cultural dos Correios. "Somos parceiros dessa festa. Afinal, estamos aqui porque o CCBB foi o grande artífice da revitalização desta região e deu o passo inicial para a criação de centros culturais", afirma a diretora do Centro Cultural dos Correios, Marcelle Pitton. Entre os presentes para o público estão a inauguração de uma nova sala de cinema, melhores instalações para a videoteca, com seis salas para exibição de fitas de vídeo, além de um ônibus que vai buscar moradores de áreas distantes do centro para visitas agendadas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mais que tornar-se referência por ter no currículo um projeto aprovado pelo CCBB, o encontro com públicos heterogêneos é o principal atrativo desse centro para quem trabalha com cultura. O cravista Marcelo Fagerlande encenou óperas barrocas com lotações esgotadas durante temporadas inteiras. "O ingresso barato democratiza arte que não é popular. Muita gente me procurava no fim de espetáculo, demonstrando alegria pela descoberta de um tipo diferente de música."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Com mais de dez projetos patrocinados pelo CCBB, o músico Luís Felipe de Lima destaca a diversidade de propostas apresentadas. "O nome se sedimenta quando temos trabalhos no CCBB, que estimula um rodízio natural de artistas e intercâmbio de formas de expressão."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A atriz Beth Goulart, que terminou no domingo, no CCBB carioca, um espetáculo em que interpretava Clarice Lispector, é uma admiradora da seleção criteriosa de projetos pela instituição. "É uma oportunidade para o artista encontrar-se com públicos distintos, em todo o país, graças aos preços acessíveis."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para Ana Teixeira, diretora do grupo de teatro Amok, o CCBB criou um novo público por não obedecer às leis de mercado. "Não é uma simples produção de espetáculo, é pensar a cultura."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O crítico de arte Fábio Magalhães, curador da mostra "Aleijadinho e Seu Tempo", destaca a educação em arte, a partir dos eventos ali realizados, como a principal contribuição do CCBB. "Ninguém se limita a assistir a um espetáculo ou a entrar em uma sala de exposições." Quer dizer, criam-se oportunidades para o começo de um possível trajeto.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXlux1I6XI/AAAAAAAACtM/kqJ_MdHAk-Y/s1600-h/foto_02cul-monier-d19.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 220px; height: 132px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXlux1I6XI/AAAAAAAACtM/kqJ_MdHAk-Y/s400/foto_02cul-monier-d19.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387965121031629170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Frederico Monier, chef e sócio da Brasserie Rosário: nos fins de semana, os bares e restaurantes da região são tomados pelo público das atividades culturais&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando deixou a presidência do BNDES em 2002, o economista Carlos Lessa iniciou a reforma de dois sobrados geminados, na rua do Rosário, no centro do Rio. Os imóveis, centenários, pertenciam à família de Lessa e corriam o risco de desabar. "A situação era deplorável, porém jamais havíamos mexido neles temendo uma desapropriação." &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A obra estava acabando e Lessa se interessou pela "parede vizinha", um terreno praticamente vazio, onde subsistia apenas parte da construção. Mal se instalaram nos imóveis recuperados a livraria Al-Farabi e o restaurante Brasserie Rosário, Lessa começou a indenizar 11 invasores de outro casarão no mesmo quarteirão. "Peguei gosto", diz ele, que já expandiu suas reformas de prédios antigos para outros bairros.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Apaixonado pelo Rio, o carioca Lessa recusa o título de pioneiro na revitalização do centro. Aponta o músico Marcos Rezende como o empresário de coragem e visão, por abrir o restaurante Cais do Oriente na rua Visconde de Itaboraí, atrás do Centro Cultural Banco do Brasil. "Cheguei depois", explica Lessa, que só não comprou o último sobrado do quarteirão porque, além de indenizações a invasores, o imóvel tem dívidas com concessionárias de serviços. "Na rua do Rosário, restauramos cinco casas e vimos aquela região tomar vida, levar as mesas para as ruas, tornar-se um ambiente festivo. O mais estimulante é constatar quanto essas intervenções contribuem para melhorar a qualidade de vida da cidade."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Recuperar imóveis em áreas de preservação arquitetônica é caro e complicado, mas vale a pena, afirma Lessa, que tem na mulher, Marta, a parceira perfeita no entusiasmo pelas empreitadas. "Não pretendemos vender nada, fazemos as obras sem a menor pressa. É um bom investimento até para quem quer viver de aluguel", acredita ele, que atualmente acompanha a reforma de um casarão no bairro do Catete, o nono imóvel que restaura. &lt;b&gt;(OM) &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-268719110897331725?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/268719110897331725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=268719110897331725' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/268719110897331725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/268719110897331725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/10/valor-economico-artes.html' title='Valor Econômico - Artes'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXniVbWH2I/AAAAAAAACtc/6MbYfkY02MU/s72-c/foto_02cul-ccbb-d16.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-5587094200417444220</id><published>2009-10-02T03:59:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T04:46:19.487-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Literatura</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXdUd05ttI/AAAAAAAACtE/LZaIrk4Gtjs/s1600-h/foto_02cul-atwood-d23.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 220px; height: 350px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXdUd05ttI/AAAAAAAACtE/LZaIrk4Gtjs/s400/foto_02cul-atwood-d23.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387955872892303058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Literatura: O endividamento sob a ótica da ficção, da psicologia, da teologia e até da ecologia é tema de livro da canadense Margaret Atwood.&lt;br /&gt;O lado sombrio da riqueza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;     02/10/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise financeira internacional mal havia estourado, em outubro do ano passado, quando a escritora canadense Margaret Atwood lançava "Payback - Dívida e o Lado Sombrio da Riqueza" (Rocco, preço ainda não definido) - que chega nos próximos dias às livrarias brasileiras. Originalmente uma coletânea de cinco palestras tratando do endividamento sob a ótica da literatura, da psicologia, da teologia e até da ecologia, o livro foi um sucesso de crítica e de vendas, possivelmente impulsionadas pela situação da época. A autora cansou-se de repetir que não havia antevisto nenhuma derrocada econômica e o lançamento coincidira com uma exigência da editora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela própria já havia escrito sobre o colapso financeiro na véspera da invasão do Iraque. "A crise era certamente previsível e muitos a previram. Guerras, principalmente as que têm campanhas como a de Napoleão na Rússia, estão entre as primeiras causas de endividamento das nações", disse a escritora em entrevista ao Valor, durante sua viagem à Europa para promover o último livro "O Ano da Inundação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecida como uma das principais personalidades literárias da atualidade, vencedora do Booker Prize pelo romance "O Assassino Cego", aos 68 anos Margaret Atwood transita com destreza entre diferentes gêneros ficcionais, chegando a mesclar, na mesma novela, histórias paralelas de suspense e ficção científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No novo romance ela cria uma distopia, como já fizera com a sociedade totalitária apresentada em "O Conto da Aia". Desta vez, o mundo assolado por desastres climáticos é o cenário descrito. Militante ambiental respeitada, ela se cercou de cuidados para que a turnê promocional do novo livro fosse o "mais verde possível". Adotou alimentação vegetariana, cuidou de hospedar-se ou de fazer eventos em locais que tivessem uma política de conservação ambiental, atravessou o Atlântico Norte de navio e preferiu usar trens a automóveis, a fim de reduzir as emissões de carbono, já que "essas viagens tiram energia não apenas do autor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação com as agressões ao planeta vem de berço. Na infância, viveu com a família em reservas florestais. Ressalta, no entanto, que não era uma fuga da vida urbana, apenas a consequência do trabalho do pai, biólogo. "Não ficávamos nas florestas durante o inverno, não era uma utopia. No entanto, há evidências de que crianças que crescem sem contato com a natureza têm problemas de desenvolvimento. Isso faz sentido se considerarmos que nossa história neste planeta foi sempre ligada à natureza. Adão e Eva foram expulsos de um jardim, não de um edifício!", diz a escritora, que, depois do casamento com o romancista Graeme Gibson, chegou a morar por alguns anos em uma fazenda. Voltaram para Toronto quando a filha do casal entrou na escola e perceberam que ela perderia muitas horas em trânsito até chegar ao colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A militância ambiental também perpassa "Payback", já que a humanidade, segundo a autora, está em dívida com o planeta. O interesse em conservar a natureza aos poucos substitui os ideais yuppies de fama e riqueza, acredita. "De alguma maneira, a maré mudou. Um grande número de pessoas desistiu de enriquecer para salvar o planeta. Alguns até tentam combinar esses dois sonhos. O problema é que o dinheiro sozinho é inútil. É apenas um símbolo que podemos traçar por produtos reais e perde seu valor no momento em que as reservas de alimento se reduzem. Ninguém pode comer papel e metal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As armadilhas do consumo fácil também já não conquistam tanta gente. "Já existe uma mudança no comportamento financeiro. As dívidas pessoais têm se reduzido, há esforços para acabar com a inadimplência", observa Margaret.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora alerte no livro para a relação quase infantil que boa parte dos consumidores tem quanto à utilização dos cartões de crédito - contraindo compromissos que não podem ser honrados no futuro, buscando na compra a satisfação de um prazer imediato -, a escritora não encara a dívida como um mal em si: "Usada construtivamente, a dívida ajuda a sociedade crescer. Cartões de crédito são excelentes, desde que pagos regularmente. Apenas quando não há nenhum tipo de restrição ou regras justas é que os credores se tornam vendedores, incentivadores de novas dívidas, obtendo lucros por meio do prejuízo de quem não pode pagar o que deve. E então surgem as falências e derrocadas do tipo a que acabamos de assistir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criada na década de 40, Margaret recorda em "Payback" que falar sobre dinheiro era quase um tabu. A discrição sobre o assunto - e em relação a outros temas como sexo e religião - foi gradualmente substituída por uma exuberância para tratá-los. Até chegar a crise de 2008. "A partir daí, começou-se a falar em dinheiro com desânimo", comenta a escritora, uma crítica da ostentação da riqueza, mesmo se usada em prol da arte ou de causas humanitárias. "É apenas uma forma de marcar status. Em algumas sociedades, quem faz doações é mais respeitado. Talvez os Medici patrocinassem artistas porque genuinamente amavam a arte, que também é um símbolo de status. É como se dissessem: olhem quanto eu posso gastar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interesse pelos diferentes aspectos da dívida surgiu a partir da observação de "um tema que está à nossa volta, é só começar a olhar". A exploração do assunto por programas de televisão mostrando famílias destroçadas por causa do comportamento irresponsável de um de seus membros, livros de autoajuda e anúncios de especialistas em finanças pessoais que ensinam o devedor a se recuperar financeiramente chamaram a sua atenção. Isso denotaria que o endividamento teria "superado sua fase inofensiva (...) e voltado a ser pecado", tomando um posto já ocupado pela gordura, pelo cigarro, pela bebida e pela prostituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao buscar na literatura tramas que abordassem a preocupação com dinheiro - ou com sua falta -, Margaret Atwood constatou que o tema era mais recorrente do que enredos que privilegiavam envolvimentos amorosos. Os registros sobre negociações patrimoniais aparecem nas mais antigas manifestações literárias da humanidade, incluindo aí a "Bíblia". A pobreza e o endividamento atormentam os personagens em quase todos os gêneros literários, notadamente os românticos, e são atraentes para boa parte dos leitores, diz a escritora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As desventuras financeiras de personagens, como em "O Moinho do Rio Floss", de George Elliot, ou as de quase todas as heroínas românticas de Jane Austen, passando pelo "Conto de Natal", de Charles Dickens, têm função de movimentar os enredos, mesmo quando tratam do desespero e da vergonha dos devedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sexo e amor [como temas] são mais interessantes quando se é jovem, porque você ainda está procurando por eles e não sabe como vai se desenrolar sua história pessoal. Na época em que se chega aos 70 anos, se você teve sorte, é capaz de ter uma visão mais cósmica", afirma. De acordo com ela, o amor e o dinheiro estiveram firmemente entrelaçados durante a era romântica. "Até o poeta John Keats escreveu 'O amor numa cabana a pão e água é - que o amor nos perdoe - cinzas e poeira'. O melhor para uma jovem era se casar com um homem rico que amasse; o pior que poderia ocorrer era o casamento com um homem pobre e não amado. Riqueza com amor era ruim, pobreza com amor, aceitável, mas não a miséria. Ter um emprego não era possível para membros das classes médias ou das classes médias altas, que não tinham habilidades. Em meu romance 'O Assassino Cego', esse dilema é encarado por Íris e Laura", lembra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-5587094200417444220?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/5587094200417444220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=5587094200417444220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5587094200417444220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5587094200417444220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/10/valor-economico-literatura.html' title='Valor Econômico - Literatura'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXdUd05ttI/AAAAAAAACtE/LZaIrk4Gtjs/s72-c/foto_02cul-atwood-d23.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-1040412689135308242</id><published>2009-09-26T05:43:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T05:52:43.042-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alfarrábios'/><title type='text'>Trinta anos sem a roqueira Janis Joplin</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/Sr4M21enQiI/AAAAAAAACqY/8PREgXbhZIE/s1600-h/Janis-Joplin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 264px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/Sr4M21enQiI/AAAAAAAACqY/8PREgXbhZIE/s400/Janis-Joplin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385756340589642274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Serguei fala sobre sua convivência com a estrela de temperamento&lt;br /&gt;instável.&lt;br /&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Janis Joplin no Rio em fevereiro de 1970: passeio em&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;feira hippie, canja na madrugada e instabilidade emocional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 30 anos a cantora Janis Joplin foi encontrada&lt;br /&gt;morta, em conseqüência de uma dose excessiva de drogas. Meses antes, passsara pelo Rio de Janeiro, durante o carnaval, escandalizando até quem reconhecia na moça feiosa uma das maiores cantoras daquela época.&lt;br /&gt;A morte prematura da jovem que teve sua obra-prima, o disco “Pearl”, lançada postumamente, chocou, mas não surpreendeu muitos dos que conviveram com ela, como o roqueiro Serguei, que entrou para a história também como o namorado brasileiro de Janis – título que ele&lt;br /&gt;atualmente rejeita. Mesmo considerando suspeita a morte de Janis, para Serguei ela amais chegaria a completar 50 anos: “Foi a pessoa mais autodestrutiva que conheci. Maravilhosa, divina e louca demais para viver com serenidade”, relembra Serguei, hoje um jovem senhor de 68 anos, que abandonou todas as drogas ilícitas em nome da saúde. Não tenho mais necessidade de novas experiências”.&lt;br /&gt;Volta e meia a temporada carioca de Janis é recordada. No Rio de Janeiro, ela fez topless em praias desertas, conheceu boates onde prostitutas procuravam fregueses e, como qualquer turista que visita a cidade, garimpou bijuterias na Feira Hippie de Ipanema. Trinta anos depois, dificilmente Serguei se encontraria com Janis Joplin passeando de madrugada pelas ruas de Copacabana. “Era tudo diferente, naquele tempo. A gente caminhava despreocupado pelas ruas, as praias mais distantes eram desertas e a Feira Hippie tinha hippies mesmo”, comenta Serguei.&lt;br /&gt;Porque era outra época, Janis pôde circular tranqüilamente pelo Rio de Janeiro, sem atrair um batalhão de jornalistas, como aconteceria atualmente com uma estrela do rock. Serguei, que a conhecera nos Estados Unidos, acha que boa parte do comportamento ousado da cantora era fruto de sua excessiva carência afetiva. “Ela, Jimi Hendrix e Jim Morrison morreram da mesma forma, em questão de meses. É coincidência demais, pois eram três artistas que incomodavam a sociedade e que davam um péssimo exemplo. Não consigo acreditar nas mortes acidentais dos três. Hoje, o americano pega essas pessoas e transforma em dinheiro. Agora são poucos os jovens milionários da música que acabam como Janis, Hendrix e Morrison”, diz Serguei, que conviveu com os três astros, na casa de Janis, em Nova York, onde morou em 1968.&lt;br /&gt;Riquíssima, a cantora vivia com a simplicidade pregada pelos hippies e chegou a dar canja em um show de Serguei em um cabaré de Copacabana, o Porão 73, na malvista Rua Prado Júnior, ponto até hoje considerado maldito no bairro. Serguei abria o espetáculo da então vedete Darlene Glória. Na mesma casa se apresentavam o ainda desconhecido Toni Tornado e Alcione, que tocava trompete. “Janis ficou felicíssima ao cantar para aquele público que nunca ouvira falar dela. Foi aplaudida, encantou a todos”, recorda.&lt;br /&gt;Segundo Serguei, a instabilidade emocional da cantora era o que limitava seu círculo de amizades. “Ela tinha momentos de extrema doçura e outros terríveis. Era temperamental, descompensada, ficava furiosa, chorava, brigava, xingava, brincava. Tudo em questão de minutos, como crianças mimadas. Achava que as pessoas só se aproximavam dela porque era famosa. A convivência com ela se tornava muito difícil. E tudo era agravado por sua compulsão. Bebia vodca o dia inteiro, consumia drogas. De qualquer forma, dificilmente ela chegaria à maturidade”, acredita Serguei,&lt;br /&gt;que tem Janis como ídolo até hoje: “Ela foi um talento único e mostrou isso em sua breve permanência na Terra. Eu gosto de me lembrar da Janis alegre, sorridente, doida para ser feliz, como a maioria das pessoas do planeta”, diz o compositor, que trocou o Rio pela pacata Saquarema, onde mantém um museu do rock'n’roll dentro de casa. ”Amadureci, faço 70 abdominais por dia, mantenho uma aparência jovem como meu espírito“, afirma Serguei, que estará participando das comemorações  pelos 15 anos de Rock in Rio, em janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-1040412689135308242?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/1040412689135308242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=1040412689135308242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1040412689135308242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1040412689135308242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/09/trinta-anos-sem-roqueira-janis-joplin.html' title='Trinta anos sem a roqueira Janis Joplin'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/Sr4M21enQiI/AAAAAAAACqY/8PREgXbhZIE/s72-c/Janis-Joplin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7254084402173656440</id><published>2009-05-15T05:47:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T05:03:09.887-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Valor Econômico - Teatro</title><content type='html'>Geração 80&lt;br /&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;15/05/2009&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Teatro: Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira, Cleyde Yáconis, Beatriz Segall e Sérgio Britto formam elenco estelar de artistas que mantêm a vitalidade com presença constante nos palcos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us     Tamanho da Fonte: a- A+&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de outubro, a atriz Fernanda Montenegro passará a integrar um elenco seleto de astros e estrelas nacionais, um time de artistas que ao chegar à casa dos 80 anos mantêm uma vitalidade incomum nos palcos do país. Além de Fernanda, que na quinta-feira estreia "Viver sem Tempos Mortos" em São Paulo, estão em cartaz Bibi Ferreira, de 86 anos, Cleyde Yáconis, 85, Sérgio Britto, 85, e Beatriz Segall, 82. Com biografias que se confundem com a história do teatro brasileiro, todos eles se amparam em boas condições de saúde, disciplina rígida e imenso desejo de experimentar. Alguns chegam a se aventurar por um circuito que ultrapassa as fronteiras do confortável eixo Rio-São Paulo e percorrem o Brasil: apresentam-se em festivais ao lado de quem começa hoje a trilhar seus caminhos, cativam novas plateias e abraçam um público fiel que não se limita a acompanhá-los pela televisão. Não por acaso, a agenda desses veteranos que emendam temporadas de sucesso é sempre repleta de compromissos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Viver sem Tempos Mortos", espetáculo que Fernanda apresentará no palco do Sesc Consolação, é um monólgo sobre a vida da escritora e feminista francesa Simone de Beauvoir (1908-1986). A atriz já levou a peça a cidades do interior do Rio e promoveu debates com o público depois das apresentações. Dirigida por um dos mais talentosos encenadores da nova geração, Felipe Hirsch, de 37 anos, Fernanda concebeu o projeto Caminhos da Liberdade, que incluía o contato direto com o público, além de exposição e exibição de documentários sobre Simone e a presença do ator Sérgio Britto como o filósofo Jean-Paul Sartre. O inesperado sucesso de Britto com "Ato Sem Palavras nº 1/A Última Gravação de Krapp", duas peças curtas de Samuel Beckett, levaram-na a seguir sozinha na empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Queria mostrar uma pequena parte do esforço dos artistas até o momento em que se abre o pano", afirma Fernanda, que no espetáculo recorre a depoimentos da própria Simone de Beauvoir, extraídos de livros e cartas. "Pensar a cultura é uma militância. Sou de uma geração pós-guerra, que se pronunciava, que ia às ruas para pensar e sentir. Devemos refletir sobre o nosso cotidiano cada vez mais saturado de esperanças reduzidas pela falta de inteligência e pela brutalidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atriz de grandes montagens teatrais como "As Lágrimas Amargas de Petra von Kant", de Rainer Werner Fassbinder (1945-1982), e "Fedra", de Jean Racine (1639-1699), Fernanda credita o entusiasmo experimentado aos 59 anos de carreira aos anticorpos desenvolvidos pelas carências que acometem o teatro brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na época em que bilheteria rendia, vivíamos melhor. Somos de uma geração que não dependia da comissão do governo, que sempre tem comprometimentos políticos. Sobrevivíamos a tudo quanto era infecção", afirma a atriz, que tem na bagagem de premiações um Urso de Prata em Berlim por sua interpretação em "Central do Brasil", pelo qual foi indicada para o Oscar. "Prosseguimos, mesmo com patrocínios que não cobrem as despesas de produção porque o prazer de abraçar um trabalho por vocação já faz ganhar alguns anos de vida. Deve ser uma tortura alguém descobrir tardiamente, quando não há mais volta, que gostaria de ter feito outra coisa", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A um mês de completar 87 anos, Bibi Ferreira também não olha para sua longa carreira com essa angústia da frustração. A decana da geração de ouro do teatro nacional mantém um vigor invejável e se reveza entre a comédia "As Favas com os Escrúpulos", de Juca de Oliveira, e as viagens Brasil afora com o musical "Piaf", que encena desde a década de 80. Apresenta-se em festivais de teatro e leva o espetáculo para festas como a que abriu, em Ouro Preto, as comemorações do Ano da França no Brasil. Não faz planos para o futuro. Sabe que nele está, certamente, "Piaf", uma exigência do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É impressionante o poder das canções de Piaf. Boa parte da plateia não entende a letra, mas quer ouvir. Fiz tantos musicais que, quando Juca [de Oliveira] me entregou a comédia, imaginei que teria um descanso", afirma Bibi, com seu bom humor habitual. "Juca sempre dizia que ia escrever uma peça para mim. E como escreveu! São 70 páginas para a minha personagem. Nunca falei tanto em cena. E, depois de dois anos, continuamos em cartaz", comenta a atriz, que interpreta a mulher de um político corrupto, arrancando gargalhadas e sendo aplaudida em cena aberta em quase todas as apresentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é parte da lenda do teatro a estreia de Bibi no teatro com menos de um mês de idade, na peça "Manhãs de Sol", de Oduvaldo Vianna (1892-1972). A recém-nascida entrou em cena porque a boneca que fazia o bebê no espetáculo estava quebrada. Profissionalmente, Bibi só voltou ao palco adolescente, ao lado do pai, Procópio Ferreira (1898-1979), ainda sem saber que sua vida seria no teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como qualquer mocinha, eu estudava piano e um francês aguado, só para enfeitar a vida. Não passava nada por minha cabeça. Talvez pretendesse cantar. Saía para dançar, tinha amigos, namorado. Mas era uma grande plateia", relembra Bibi. A atriz assistia a uma grande variedade de espetáculos que chegava ao Rio. Eram muitas companhias portuguesas, italianas, algumas peças de Jean-Louis Barrault (1910-1994), de Dulcina de Morais (1908-1996). "Aprendi teatro com Henriette Morineau [1908-1990], com Procópio. A paixão veio depois, quando descobri a beleza de uma carreira em que se entra em contato direto com a humanidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase 70 anos mais tarde, Bibi sente que o tempo correu rapidamente enquanto encarnava mulheres sofridas como Joana, a Medeia contemporânea de "Gota d'Água", a esforçada Eliza Doolittle em "My Fair Lady" ou a musa de Dom Quixote, Dulcineia, em "O Homem de La Mancha". A música é seu território de conforto, porém não descuida da palavra falada nem do domínio técnico no qual apoia a interpretação. De preferência sem microfones, para não relaxar e perder o brilho da atuação. Cumpre à risca o que exige dos atores que dirige. "Deixar-se levar pela emoção é um risco. A voz pode fraquejar. Atores são atletas da palavra, precisam proferi-la em alto e bom som."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Britto, que estreia nesta semana em São Paulo, no Sesc Santana, é um bom exemplo de atleta da palavra nas duas peças de Beckett. Sua interpretação enérgica lhe rendeu o Prêmio Shell 2008. Essa, porém, será a última oportunidade para o público vê-lo fora dos palcos cariocas. "Quem quiser me ver, terá que ir para minha cidade. Estou na idade de fazer o que me agrada", afirma. Ele lembra que não foi fácil chegar ao nível atual. Na década de 50, ele e Sérgio Cardoso desfizeram uma das companhias que fundaram depois de falir - não por falta de público, mas pelo atraso no repasse do patrocínio governamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou de uma geração que lutou muito pelo esplendor que o teatro brasileiro conheceu nas décadas de 50 e 60. Participei de companhias importantes, ao lado de Fernanda, de Fernando Torres [1927-2008], Ítalo Rossi [78 anos], Paulo Autran [1922-2007] e Nathalia Thimberg [que completa 80 anos em agosto]. O teatro é o que me determina. Ele sustenta, injeta vida. Então, a gente reclama, briga e insiste. E aí vêm surpresas como esta boa receptividade ao Beckett, o que demonstra que há um público interessado em qualidade", diz Britto, que se formou em medicina, mas nunca clinicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medicina também estava nos sonhos da paulista Cleyde Yáconis, 85 anos. "Minha vocação é para a ciência, mas meu talento é para a arte", costuma repetir Cleyde, que abraçou o teatro em 1950, ao substituir uma atriz adoentada na companhia que tinha como maior estrela sua irmã, Cacilda Becker (1921-1969). Acabou conquistada de vez pelo palco, aprendendo a atuar no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), ao lado de Cacilda, Sérgio Cardoso (1925-1972), Paulo Autran e Zbigniew Ziembinski (1908-1978). Aceitar o dom natural que não pediu a levou à busca por textos reflexivos, mesmo quando faz comédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sou religiosa, porém senti que deveria retribuir ao público por esta aptidão que não pedi", diz Cleyde, há mais de um ano à frente do elenco de "O Caminho para Meca", de Athol Fugard, que já teve temporadas em São Paulo, Rio e Belo Horizonte. Continuará a viajar com a peça até setembro, quando começa a ler novos textos, mesmo sabendo que no segundo semestre deve fazer televisão, a convite de Sílvio de Abreu, que pretende escalar Cleyde e Britto para viverem um casal em sua próxima novela. Em 2002, os dois já eram casados em cena na montagem de "Longa Jornada de um Dia Noite Adentro", de Eugene O'Neill (1888-1953), sob direção de Naum Alves de Souza, quando ganhou por sua brilhante atuação o penúltimo prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte. Tem mais cinco. Acumular trabalhos não a assusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vivi uma época em apresentávamos dez sessões por semana, com duas récitas às quintas-feiras, três no sábado. No dia de folga, eu ainda tinha dublagem de filmes para a televisão. Aquilo, sim, era puxado. Hoje, fazemos dez espetáculos por mês. Eu preciso do teatro, ele é precioso e essencial para me manter presente, viva. A única coisa que realmente temos é o trabalho. Ele é a sua alma, seu espírito, sua cabeça", afirma Cleyde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nostalgia, Beatriz Segall vê o amadurecimento como libertação de imposições e compromissos aborrecidos. Hoje, diz que tem crédito para cometer "pequenas loucuras". Entre elas a desistência de produzir espetáculos. "Estou vivendo a época mais feliz da minha vida, algo que só senti quando meus filhos nasceram", conta a atriz. "A alegria do artista é saber que sua aposentadoria será sentida pelo público. Continuo sendo chamada para o palco. Mas correr atrás de subvenção, inscrever projeto em Lei Rouanet, isso é passado para mim", diz Beatriz, que até o fim deste mês estará no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura, em São Paulo, com o monólogo "A Senhora das Cartas", de Alan Bennett. Depois, pretende voltar a encenar alguma peça de Edward Albee. "Tudo depende de alguém decidir montar e se lembrar de mim", brinca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de se identificar com a obsessão pela boa forma, uma onda iniciada na década de 70, os artistas da geração 80 encaram os exercícios físicos como parte do preparo exigido para quem se entrega ao palco. Parte da disposição para viver personagens densos como a artista plástica que luta com preconceitos em "O Caminho para Meca" Cleyde atribui a hábitos regrados. "Não fumo, não bebo e não como carne, por opção mesmo. Não gosto do sabor. Minha dieta é à base de grãos. E depois de uma certa idade passei a fazer alongamento e musculação em casa", revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coluna, vez por outra, incomoda Bibi Ferreira, exigindo sessões de fisioterapia. É o preço para quem faz questão de subir ao palco em desconfortáveis saltos altos. "Levo uma vida sadia, até idiota. Sou muito pacata, caseira, gosto de ficar lendo. Nunca fumei nem bebi. Acho que isso facilita para a disposição para, na mesma semana, ir a Palmas, no Tocantins, descer para o Espírito Santo, seguir até Ribeirão Preto, voltar para o Rio, fazendo dois espetáculos diferentes", observa Bibi, que ingere um coquetel de vitaminas "de todas as letras do alfabeto", além de preocupar-se em poupar a voz. Como Cleyde Yáconis, não concede longas entrevistas na semana em que estreia espetáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Depende da resistência física, mas também da cabeça o tipo de vida que temos aos 80 anos. Facilita muito ser apoiada por médicos que me acompanham há tanto tempo que me sinto quase casada com eles", brinca Bibi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beatriz Segall sente falta da hidroginástica quando sai em turnê pelo país. "As mulheres deixam os homens para trás na longevidade, na atividade. É que elas vão de encontro à idade, se preparam para enfrentar a vida", observa. Sérgio Britto rendeu-se à ginástica depois da sétima pneumonia. Não adoeceu mais. "Minha geração não tinha esse costume, sequer conheceu a expressão corporal. Só uma vez treinei pantomima. Agora, faço musculação e danço", diz o ator, que aparece sem camisa em cena durante o "Ato Sem Palavras nº 1".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isabel Cavalcanti, que dirige Britto nas duas peças de Beckett, admira a seriedade e o desprendimento do ator, que a convidou para o espetáculo. O trabalho fluiu com harmonia em ensaios diários de apenas três horas. "Ele é disciplinado, chega na hora com o texto decorado. Respeita o público e a companhia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Felipe Hirsch, que dirige Fernanda Montenegro, em "Viver sem Tempos Mortos", a geração de artistas que passou dos 80 anos "é capaz de tudo". Quando dirigiu o último trabalho em teatro de Paulo Autran, então com 85 anos, conheceu a empolgação de um ator entusiasmado como um estreante pelo trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com Fernanda também é assim. A paixão do iniciante está dentro deles, que se entregam ao teatro com a empolgação de amadores. Minha função é encontrar o ponto em que se escondem essas sensações."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7254084402173656440?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7254084402173656440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7254084402173656440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7254084402173656440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7254084402173656440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/05/valor-economico-teatro.html' title='Valor Econômico - Teatro'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-8984983152897945582</id><published>2009-04-23T07:38:00.001-07:00</published><updated>2009-04-23T07:38:29.380-07:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_LblTitulo" class="titulo_materia_integra"&gt;&lt;span class="chapeu"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="titulo_materia_integra"&gt;Lei é lei, exercer direitos é coisa bem diferente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;             &lt;table style="width: 100%; float: left;"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_LblAssinatura" class="data_noticias"&gt;Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_LblData" class="data_noticias"&gt;23/04/2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td class="printDetalMateria"&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;a id="ctl00_ContentPlaceHolder1_HyperIndique" title="Indique a notícia a um amigo" class="indique_materia" href="http://www.valoronline.com.br/IndiqueNoticia.aspx?codMateria=5527984&amp;amp;flag=1&amp;amp;dt=23/04/2009&amp;amp;codCategoria=91"&gt;I&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;div id="div_conteudo_materia" style="font-family: Trebuchet MS,Tahoma,ARial,SAns-serif;"&gt;                             &lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;&lt;b&gt;"Histórias de um Superconsumidor" - Marcos Dessaune. Fundo  de Cultura, 286 páginas&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;A legislação de defesa do consumidor é eficaz, mas permanece pouco utilizada, por comodismo, descrença na Justiça e temor de represálias. Quem diz isso é o advogado Marcos Dessaune, especialista em qualidade de atendimento, autor de "Histórias de um Superconsumidor", em que relata 35 casos de dificuldades em compras ou serviços vivenciadas por ele mesmo ou por pessoas próximas. "A cultura do conformismo ainda impera no Brasil", lamenta Dessaune, que chama de superconsumidores não os consumistas inveterados, mas quem conhece os princípios que regem as relações comerciais, algo claramente definido pelo Código de Defesa do Consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;"Aos poucos, o brasileiro aprende a exercer seus direitos", reconhece Dessaune, lembrando que o Código de Defesa do Consumidor está em vigor há 18 anos. O principal entrave para a reclamação seria a "cultura do deixa disso". "A pessoa pensa duas vezes se vale a pena se aborrecer ou passar por constrangimentos. Isso se fundamenta no ceticismo do brasileiro. Ninguém acredita na Justiça, nem em instâncias inferiores. Processos judiciais, na verdade, estariam na última etapa de qualquer desentendimento entre fornecedor e consumidor. Tudo pode ser resolvido sem interferência da Justiça. Basta que as duas partes conheçam direitos e deveres."&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Se as mudanças têm sido muito tímidas ao longo das últimas duas décadas, é por desconhecimento das leis, acredita Dessaune. "O errado passou a ser regra. Some-se a isso um comodismo arraigado em nossas tradições, e ninguém se mexe por seus direitos, exceto quando é um caso de desrespeito que cause indignação. Dos mais de 30 casos que apresento no livro, apenas 4 foram discutidos em juízo. Quis mostrar algumas experiências próprias, com as quais qualquer um se identifica, pois todo mundo já viveu algo semelhante, em lojas, aeroportos, restaurantes, fazendo compras pela internet."&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Hoje, antes mesmo que o consumidor reclame, boa parte das empresas já se adianta em cumprir a lei, lembra o advogado. Isso, por que respeitar o consumidor agrega valor à imagem das companhias, da mesma maneira que a proteção ao ambiente e a responsabilidade social. "Quando uma fábrica de automóveis faz 'recall', demonstra preocupação com sua clientela. Atitudes de transparência, humildade, boa-fé e honestidade sempre são bem recebidas pelo público."&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Mesmo assim, abusos persistem, como a falta de troco em estabelecimentos comerciais que oferecem balas ou caixas de fósforo para compensar o cliente pela perda de centavos. Um dos casos do livro aconteceu com a mulher de Dessaune. Cansada de receber balas como troco em uma padaria, ela decidiu utilizar as guloseimas como moeda para pagamento de mercadoria. "Foi uma solução criativa e definitiva. Ela levou as compras pagando em balas. E nunca mais recebeu troco em balinhas." Dessaune lamenta que tais iniciativas sejam individuais: "Seria preciso que todos os consumidores se unissem contra esse tipo de prática, para que ela não se repetisse."&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Ainda hoje, quem reclama pode ser visto como criador de caso, diz o advogado, que não se incomoda com as críticas. "Está na hora de pensarmos que não somos encrenqueiros, e sim que estamos exercendo plenamente nossa cidadania. Isso acontece fora do Brasil, principalmente na Europa, no Japão e nos Estados Unidos. A conquista da cidadania é uma luta diária."&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Em quase 20 anos, os campeões de reclamações que chegam aos serviços de proteção ao consumidor são as empresas de telefonia e os estabelecimentos bancários. A concorrência acirrada entre as empresas de telefonia móvel criou uma disputa que só trouxe vantagens para os assinantes. No campo da telefonia fixa, no entanto, os serviços continuam deixando a desejar, pois as concessões permitiram que continuasse a existir um monopólio no atendimento, diz Dessaune. Na origem da incapacidade de satisfazer o público estaria, porém, tanto para os bancos, quanto para as empresas de telefonia, o grande número clientes que eles reúnem. &lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;"Bancos e telefônicas têm milhões de assinantes e correntistas. Não são centenas nem milhares de pessoas, são milhões mesmo. Há uma clara desorganização, eles não conseguem administrar serviços para essa quantidade imensa de consumidores. Então, acaba ficando economicamente mais vantajoso que paguem uma indenização aqui, outra acolá, do que resolverem problemas que afetam a essa clientela numerosa. Como atendem a tanta gente, nem sequer se incomodam com possíveis prejuízos à imagem", diz o advogado.&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;O livro traz também um apêndice que o autor chamou de Código de Atendimento ao Consumidor - um guia com preceitos éticos das relações de consumo a partir de sua base em lei, que não vê o cliente como alguém sempre com razão, embora o favoreça na maioria das vezes. "É preciso que as pessoas se familiarizem com a legislação, para encontrar soluções de maneira civilizada. O fornecedor tem obrigação de conhecer a legislação, mas o consumidor também pode se mostrar mais ativo em prol de seus interesses." &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;                     &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;div id="ctl00_ContentPlaceHolder1_UpdatePanel1"&gt;                                                                 &lt;/div&gt;                    &lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                                  &lt;tr&gt;                     &lt;td style="text-align: center;" class="printDetalMateria"&gt;                                   &lt;div id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Middle2" style="height: 300px; width: 250px;"&gt;&lt;script language="JavaScript"&gt;OAS_AD('Middle2');&lt;/script&gt;&lt;script type="text/JavaScript" language="JavaScript"&gt; var ADM_webcode = 26220; document.write("&lt;scr"+"ipt src="'http://nspmotion.com/js/brasil/adm_600.js'" type="'text/JavaScr"&gt;&lt;/scr"+"ipt&gt;"); 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                &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblAssinatura" class="data_noticias"&gt;Por Olga de Mello, para  o Valor, de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblData" class="data_noticias"&gt;09/01/2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;a id="ctl00_Conteudo_HyperIndique" title="Indique a notícia a um amigo" class="indique_materia" href="http://www.valoronline.com.br/IndiqueNoticia.aspx?codMateria=5356401&amp;amp;flag=1&amp;amp;dt=09/01/2009&amp;amp;codCategoria=312"&gt;I&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;div id="div_conteudo_materia" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;                             &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ" valign="top"&gt;Apresentação ou representação? Desde a consolidação da sociedade do espetáculo nos últimos anos, essa pergunta chama a atenção de intelectuais no mundo todo. No Brasil, com a estréia de mais uma temporada da febre "Big Brother", na terça-feira, o debate ganha interesse renovado. Em seu livro "O Show do Eu - A Intimidade como Espetáculo", recentemente lançado pela Nova Fronteira, a antropóloga Paula Sibilia analisa a questão ao abordar vários aspectos da valorização de comportamentos e atitudes pela proliferação de "reality shows" expondo a vida dos anônimos.&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table width="5"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="descricao_foto_credito"&gt;Divulgação&lt;/div&gt;&lt;img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002173/imagens/foto_09cul-sociedade-d19.jpg" /&gt;&lt;div class="descricao_foto_legenda"&gt;Bolha de vidro do novo "Big Brother": reconhecer-se a partir do olhar do outro é característica humana, diz o psicanalista Benílton Bezerra Jr.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;"Cada vez mais é preciso aparecer para ser. A espetacularização tornou-se um modo de vida, esvaziando o interesse do público pela criação ficcional", afirma a antropóloga. "A ficção, que preenchia a vida e era capaz de refletir sobre a existência com profundidade, perdeu para uma teatralização da existência, que, por sua vez, encobre a crise do real", prossegue. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Esse fenômeno não é exatamente novo. Escândalos e idiossincrasias sempre atiçaram a curiosidade pública, consagrando personagens admirados ou detestados por multidões ávidas por conhecer a intimidade de aristocratas, políticos e artistas. Em 1885, o cortejo fúnebre do escritor francês Victor Hugo, por exemplo, atraiu às ruas de Paris 2 milhões de pessoas. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Mas os tempos são outros: sem uma obra tão consistente quanto a de Hugo, o jornalista Jean Willys, conhecido por participar do programa "Big Brother Brasil", foi o escritor mais assediado na Bienal do Livro do Rio, há dois anos. Na mesma época, o blog da garota de programas Bruna Surfistinha gerou um dos principais sucessos do mercado editorial brasileiro, chegando a vender mais de 200 mil livros. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Casos semelhantes aos de Willys e de Bruna, que ingressaram no grupo cada vez mais numeroso de celebridades notabilizadas ao mostrarem seu cotidiano na mídia, surgem diariamente. Em 2001, a internet contabilizava cerca de 3 milhões de blogs. Hoje, eles chegam a 100 milhões, mais do que o dobro que abrigava há um ano. Se a princípio os blogs atendem ao interesse pela intimidade alheia, eles estariam servindo mais para a divulgação de pessoas do que para revelar aspectos inusitados do cotidiano. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;"O blog está distante dos diários íntimos da sociedade do século XIX, em que os cadernos continham segredos confiados apenas ao confessor dos autores. A busca pelo relato genuíno leva ao sucesso de blogs e 'reality shows', porém dificilmente encontraremos autenticidade no espaço virtual ou na televisão", afirma Paula. "Vivemos a era do triunfo da imagem, obedecendo a padrões estéticos que utilizam o photoshop para retirar rugas e imperfeições que os corpos não conseguem esconder." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Autora de "Segredos Íntimos", Luíza Lobo, professora de literatura da UFRJ, estuda a progressão dos relatos de diários confessionais a blogs. Para ela, há uma distinção nítida entre registros que servem à reflexão de seu autor e o que se veicula pela internet. "O blogueiro, aparentemente, promove a união entre o público e o privado, sem deixar de fixar limites, protegendo-se sob pseudônimos. O blog é como um grafite. Mais que um desabafo, é uma expressão direcionada a outros", diz Luíza. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Paula vê nos blogs o reflexo da mudança da textura do real, que exige personalidades maiores do que suas realizações. Para a antropóloga, o esvaziamento da interioridade seguiria a revolução tecnológica iniciada na segunda metade do século XX, que privilegia a interação a distância, sem, no entanto, revelar pessoas reais. O mundo virtual estimularia a criação de aparências sem conteúdo próprio. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;"O blog passou a ser instrumento para o fortalecimento daquela grife que hoje representa a pessoa. Atualmente, todos precisamos da imagem, mesmo os anônimos. Isso já ocorria entre artistas, como Salvador Dali e Andy Wahrol, que criaram personagens tão marcantes quanto seus trabalhos. Agora, essas figuras se sobrepuseram aos criadores", comenta Paula. "Todo mundo sabe quem é Madonna, mas poucos conhecem suas músicas. Ela é uma marca, não apenas uma artista, que provoca mais interesse pela personagem do que por sua obra. Hoje, qualquer um quer mostrar sua marca, mesmo que sem uma obra a apresentar." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A antropóloga vê ainda um novo produto cultural criado a partir do anseio pela autenticidade da vida real: compositores, escritores e artistas não apenas ganham biografias (autorizadas ou não), mas são transformados em personagens de relatos ficcionais, como Virgínia Woolf em "As Horas", livro de Michael Cunnningham. No cinema, Jane Austen vira a protagonista de um romance bastante semelhante às tramas que imaginou no filme "Amor e Inocência", enquanto o processo de criação de Shakespeare se mistura à paixão ficcional por uma personagem que jamais existiu na realidade, em "Shakespare Apaixonado". &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Reconhecer-se a partir do olhar do outro é uma característica humana, percebida em qualquer cultura, lembra o psicanalista Benílton Bezerra Jr. A possibilidade de ter um blog lido em qualquer parte do planeta expandiu um espaço social que, há 50 anos, se restringia a círculos restritos, obrigando cada um a mostrar seu valor individual, diz Benílton. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Para ele, é importante destacar os pontos positivos dessa exposição do íntimo. "Estamos observando um fenômeno complexo. Existe uma certa preocupação com os que preferem o mundo virtual a interagir pessoalmente com seus interlocutores. No entanto, ninguém mais precisa permanecer em total isolamento. Até os mais tímidos podem encontrar seus semelhantes na internet." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7753340460064590507?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7753340460064590507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7753340460064590507' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7753340460064590507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7753340460064590507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/01/valor-econmico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-6126162222361164465</id><published>2008-11-17T17:27:00.000-08:00</published><updated>2009-10-14T05:04:39.526-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;table style="width: 100%;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span id="ctl00_Conteudo_LblTitulo" class="titulo_materia_integra"&gt;Hora de conhecer quem vai às compras &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblAssinatura" class="data_noticias"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblData" class="data_noticias"&gt;06/11/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;a id="ctl00_Conteudo_HyperIndique" title="Indique a notícia a um amigo" class="indique_materia" href="http://www.valoronline.com.br/IndiqueNoticia.aspx?codMateria=5250589&amp;amp;flag=1&amp;amp;dt=06/11/2008&amp;amp;codCategoria=91"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;div id="div_conteudo_materia" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;                             &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="noticias_relacionadas"&gt;"O Consumidor de Baixa Renda" - Marcelo da Rocha Azevedo e Elyseu Mardegan Jr.  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ" valign="top"&gt;Campus/Elsevier. 146 págs. R$ 49,90&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table width="5"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="descricao_foto_credito"&gt;A. Vicente / Folha Imagem&lt;/div&gt;&lt;img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002131/imagens/foto_06cul-25marco-d12.jpg" /&gt;&lt;div class="descricao_foto_legenda"&gt;Rua 25 de março, centro de São Paulo: multidões à procura de melhor preço e, agora, também de qualidade&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;O maior segmento de consumidores brasileiros - 111 milhões de pessoas ou 62 % da população - permanece invisível para boa parte do mercado publicitário, embora movimente, anualmente, cerca de R$ 500 bilhões. Para Elyseu Mardegan Jr. e Marcelo da Rocha Azevedo, consultores de marketing e autores de "O Consumidor de Baixa Renda", o Brasil precisa se reconhecer como um país de negros e mestiços, pouco lembrados pela publicidade, pelo sistema bancário e pelo mundo acadêmico, mas cortejados pelo comércio e pela indústria, que têm investido em pesquisas para adequar seus produtos a este nicho. "Quem quiser ter sucesso com este grupo precisa conhecê-lo in loco, esquecendo o que aprendeu na faculdade, que sempre cultivou um certo desdém por esses consumidores. É preciso descer do pedestal, descobrir as cidades-dormitórios em volta das metrópoles, para entender a realidade e não perder o segmento durante a transição no mercado. Existem vários Brasis, com diferentes culturas e necessidades sociais", afirma Mardegan Jr. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;O consumidor de baixa renda é a maior categoria de consumo no mundo inteiro. No Brasil, ele tanto compra na vendinha do bairro quanto na loja do shopping e representa 71% do consumo. "É um fenômeno que acontece em todos os países emergentes, no Brasil, na China, na Índia, na Rússia, e que desperta a atenção das multinacionais. Elas sabem que não podem reproduzir aqui os modelos de suas matrizes e tratam de buscar como melhor atender a este comprador", diz Rocha Azevedo. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Se as agências de publicidade ainda não enxergam o consumidor de baixa renda como público-alvo, a indústria e o comércio procuram conquistá-lo. Enquanto as grandes cadeias de lojas oferecem crédito a quem não tem como comprovar renda, algumas empresas instalam seus funcionários dentro de bairros das periferias de grandes cidades, para que conheçam o universo daqueles novos consumidores. "Não basta conversar com sua empregada enquanto ela cozinha para compreender este grupo, nem adianta tornar uma embalagem muito colorida ou oferecer um produto de baixa qualidade. O novo consumidor não pode errar quando faz uma escolha, por que não joga dinheiro fora. Ele procura qualidade, não variações baratas do produto sofisticado", observa Mardegan Jr. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A baixa inadimplência, mesmo sem a apresentação de documentos que comprovem o emprego formal, é um dos fatores que levam o comércio a buscar fidelizar o cliente de baixa renda. "Eles têm orgulho de ser bons pagadores, principalmente quando compram algum produto no cartão de algum amigo ou parente. Se a loja os trata com respeito e cordialidade, eles vão voltar. O comércio que sabe cativar este cliente é o que mais terá sucesso com este grupo, assim como as redes de pequenas lojas que começaram nas comunidades e que estão ganhando os centros, fazendo publicidade não apenas em jornais populares ou em emissoras de televisão, mas também nas rádios comunitárias ou nos carros de som que circulam pelos bairros", diz Rocha Azevedo. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Para alinhar as peculiaridades do público de baixa renda, os autores se basearam em entrevistas com 200 moradores da zona Norte de São Paulo, além de consultarem as pesquisas de empresas que têm mandado empregados viver nas comunidades. O painel apresentado é mais sociológico do que econômico, reconhecem. "Não queríamos nos prender ao formalismo acadêmico, mas usar uma linguagem coloquial, de fácil acesso para profissionais de mercado, já que a literatura nesta área é muito pequena. O grupo de consumidores de baixa renda só tende a crescer e o mercado vai mudar cada vez mais para recebê-lo. Nos últimos 18 meses, eles foram a maioria dos compradores de televisores de plasma nas Casas Bahia", exemplifica Mardegan Jr. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Os estudos mencionados no livro apontam que o consumidor de baixa renda começa a trabalhar jovem - 41% têm menos de 20 anos - e é tradicionalista no que diz respeito ao grupo social. O trabalho feminino é visto como uma ajuda no orçamento doméstico, mesmo quando a mulher ganha mais que o marido ou filhos. A casa própria é o maior objeto de desejo e a educação é considerada como instrumento de inclusão social. O orgulho por haver prosperado é um traço comum no consumidor emergente, dizem os autores. "Mesmo quando o assistencialismo é a única maneira de tirar uma parcela da população da miséria, vemos que o crescimento real da economia fez 60 mil famílias devolverem, voluntariamente, seus cartões do Bolsa-Família ao governo federal. A nova classe média quer ser independente", diz Mardegan Jr. (que dirige uma empresa de crédito imobiliário voltada para consumidores de baixa renda). &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-6126162222361164465?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/6126162222361164465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=6126162222361164465' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6126162222361164465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6126162222361164465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/11/valor-econmico-livros_17.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7690428504181594706</id><published>2008-11-17T17:26:00.001-08:00</published><updated>2009-10-14T05:04:53.559-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;table style="width: 100%;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span id="ctl00_Conteudo_LblTitulo" class="titulo_materia_integra"&gt;Informe-se o menos possível e enxergue o que de fato interessa&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblAssinatura" class="data_noticias"&gt;Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblData" class="data_noticias"&gt;23/10/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;a id="ctl00_Conteudo_HyperIndique" title="Indique a notícia a um amigo" class="indique_materia" href="http://www.valoronline.com.br/IndiqueNoticia.aspx?codMateria=5221760&amp;amp;flag=1&amp;amp;dt=23/10/2008&amp;amp;codCategoria=91"&gt;I&lt;/a&gt;                     &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;div id="div_conteudo_materia" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;                             &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="noticias_relacionadas"&gt;"A Lógica do Cisne Negro -  O Impacto do Altamente Improvável" - Nassim Nicholas Taleb. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ" valign="top"&gt; BestSeller. 464 págs. R$ 39,90 &lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table width="5"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="descricao_foto_credito"&gt;Anna Carolina Negri / Valor&lt;/div&gt;&lt;img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002121/imagens/foto_23cul-nassim-d12.jpg" /&gt;&lt;div class="descricao_foto_legenda"&gt;Taleb: em vez de planejamento estruturado, focalizar no máximo de experimentação e reconhecer uma boa ocasião &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Acontecimentos inesperados deitam por terra qualquer projeção econômica ou política, embora, no futuro, a história diga que catástrofes poderiam ter sido evitadas, afirma Nassim Nicholas Taleb. Em seu livro, ele mescla reflexões sobre filosofia, economia e estudos biológicos à sua experiência no mercado financeiro, e discorre sobre a história dos conflitos no Líbano, onde nasceu. Tem-se, então, um vigoroso panorama da incerteza que envolve qualquer aspecto da existência humana sobre a Terra. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;O falseamento de informações históricas, diz Nassim, é prática estimulada pela incessante busca humana de explicações que tragam algum sentido a fatos imprevistos. A esses fenômenos, como a disseminação da internet ou os atentados de 11 de setembro, ele chama de "cisnes negros". Um cisne negro é o acontecimento imprevisto que causa impacto e que leva a explicações posteriores, geralmente justificando-o como conseqüência natural e previsível de diferentes fatores. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A estratégia recomendável para empreendedores é contar menos com planejamento estruturado, focalizar no máximo de experimentação e reconhecer oportunidades - os cisnes negros - quando elas aparecem, pois, para Taleb, as projeções de déficits da previdência social e de preços de petróleo para daqui a 30 anos podem ser derrubadas no próximo verão. O crescimento econômico é fruto do risco, mas para identificar oportunidades é importante reduzir a leitura de jornais ao indispensável, pois o excesso de informações traz segurança para quem precisa passar idéias, sem levar necessariamente a boas soluções práticas. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Todo o encadeamento de esclarecimentos em narrativas, diz Taleb, não passa de uma fórmula para armazenarmos dados na memória, já que fatos isolados dificilmente são registrados mentalmente. A categorização seria uma exigência biológica que, no entanto, levaria ao reducionismo. A mesma necessidade de explicar o imprevisível levou ao revisionismo histórico, pelo qual a internet, crises econômicas e guerras são apresentadas como efeitos naturais de fatos, embora na época dos acontecimentos surpreendessem da mesma forma que um tsunami. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Para Taleb, um operador de derivativos bem-sucedido, que fez mestrado em Wharton, doutorado na Universidade de Paris e pertence ao departamento de Ciências da Incerteza na Universidade de Massachusetts, o otimismo é uma tendência humana que faz ignorar probabilidades. Ele também entende que o revisionismo histórico impede a conscientização sobre a magnitude dos erros de previsão, incluindo guerras em geral, o sucesso de Harry Potter e o crescimento de religiões. Afinal, diz, nem os historiadores da época de Cristo levaram a sério a pregação de um judeu rejeitado pelos sacerdotes de seu povo. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7690428504181594706?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7690428504181594706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7690428504181594706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7690428504181594706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7690428504181594706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/11/valor-econmico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-1635168842896246890</id><published>2008-11-17T17:01:00.000-08:00</published><updated>2009-10-14T05:07:16.479-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Alfarrábios - Valor Econômico, Teatro</title><content type='html'>&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Company traz o clima da Brodway aos cariocas&lt;br /&gt;08/02/2001&lt;br /&gt;P0r Olga de Mello, do Rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda computando o sucesso de "Cole Porter - Ele nunca Disse Que Me Amava", campeão de público na temporada carioca de 2000, com cerca de 50 mil espectadores em nove meses, Möeller, que assina a direção, e Botelho contam novamente com Cláudio Magnavita como produtor. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Confessando-se um admirador incondicional de musicais, Magnavita manteve-se distante de qualquer decisão no processo criativo da peça. "Crio condições para que cada um desempenhe sua função na montagem. Sempre me espantou o amadorismo da maioria dos produtores no Rio. Há uma pulverização de apoios que levam o patrocínio para o nível de mendicância", diz. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;"O investimento cultural dá retorno, tanto que nossos patrocinadores são os mesmos de 'Cole Porter': apenas duas companhias, sem necessidade de lojas de tecidos ou restaurantes financiarem figurinos ou refeições. Se começarmos a produzir cultura profissionalmente, é possível tornar o teatro um atrativo turístico, como ocorre em Nova York, onde se deve à Broadway a permanência de visitantes por mais duas noites na cidade", completa. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Segundo Botelho, a Broadway pode se dividir em antes e depois de "Company", em razão das mudanças formais e estilísticas que criou, reconhecidas ao ganhar sete prêmios Tony em 1970. A história do solteirão Robert, que passa por dúvidas em relação a seu rumo de vida ao completar 35 anos, foi a junção de cinco peças de George Furth, entremeadas por canções de Sondheim, que discutem casamento, separações e relacionamentos. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;"É um corte no tempo, a história se desenvolve durante um minuto dentro da cabeça do personagem. Robert se descobre sozinho em seu aniversário e pensa se deve se casar ou permanecer solteiro. Essa peça passou por tantas mudanças em sua concepção que acabou trazendo um novo gênero dentro do musical, o chamado 'concept musical', sem um enredo linear", informa Botelho. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A manutenção do título original não foi uma concessão ao apelo mercadológico do idioma inglês, esclarece. "A palavra companhia tem um sentido diferente em português. Para nós, ela remete a estar com alguém ou a uma empresa. Em inglês, ela também é sinônimo de grupo, de elenco. 'Rent' também não virou 'Aluguel' no Brasil", lembra Botelho, que interpreta Robert , à frente de 13 atores, entre eles sua principal parceira de palco, Cláudia Netto. Também participam de "Company" o coreógrafo Renato Vieira, o iluminador Paulo César Medeiros e o estilista Antonio Augustus, que assina os figurinos. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-1635168842896246890?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/1635168842896246890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=1635168842896246890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1635168842896246890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1635168842896246890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/11/alfarrbios.html' title='Alfarrábios - Valor Econômico, Teatro'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-1413928182207799476</id><published>2008-09-23T21:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-23T21:51:34.696-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Revista Aplauso Edição 95</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SNnG9wC7RjI/AAAAAAAABUA/Ry6tfoBEKa8/s1600-h/capa_129_300x300.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SNnG9wC7RjI/AAAAAAAABUA/Ry6tfoBEKa8/s400/capa_129_300x300.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249445604848518706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ensina-me a Viver&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Glória Menezes comanda no palco uma celebração à vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um jovem mórbido que cultua a morte. Uma mulher às vésperas dos 80 anos, que celebra a vida a cada minuto. O encontro desses personagens antagônicos, que têm encantado platéias do mundo inteiro há três décadas, pode ser conferido pelo público carioca a partir de agosto na Sala Marília Pêra do Teatro Leblon, com Glória Menezes e Arlindo Lopes estrelando &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ensina-me a Viver&lt;/span&gt;. Para o diretor João Falcão, o inusitado relacionamento entre o depressivo Harold e a anárquica Maude provoca discussões cada vez mais atuais: “Vivemos uma época em que empresas e hospitais promovem cursos de humanização para seus funcionários. A peça remete a reflexões sobre o prazer de viver com a maior intensidade possível, algo que muita gente esquece hoje em dia”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na década de 70, a comédia dramática &lt;i style=""&gt;Harold e Maude&lt;/i&gt; ganhou o mundo em seu formato cinematográfico, sob direção de Hal Ashby, com Bud Cord e Ruth Gordon nos papéis principais. Em 1982, Diogo Vilella e Henriette Morineau (mais tarde substituída por Maria Clara Machado) interpretaram o casal nos palcos cariocas. O texto do americano Colin Higgins conta a história de Harold, um rapaz rico e depressivo, que gosta de encenar diferentes formas de suicídio para chamar a atenção de sua mãe distante. Ao conhecer a exuberante e libertária Maude, Harold aprende a apreciar a natureza, as pessoas e o mundo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Viver Maude, um personagem tão rico e raro para atrizes na minha faixa etária é uma oportunidade única”, diz Glória Menezes, que se inspirou em uma tia-avó para compor a protagonista. “Minha tia era irreverente, casou-se com um homem mais jovem e jamais deu satisfações de sua vida para a família. Ela só não chegava a ser tão libertária quanto Maude, uma mulher solta no mundo, que, ao conhecer Harold, já contabilizava cinco ex-maridos. Combinei o dinamismo de minha tia com a doçura e a meiguice de minha avó Mercedes, outra mulher com uma forma muito especial de encarar o mundo”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;João Falcão e Arlindo Lopes não poupam elogios à atriz – e não apenas pela atuação como Maude. Creditam ao bom humor de Glória o clima alegre de trabalho. “Houve um entrosamento perfeito entre toda a equipe. Glória, certamente, é uma das responsáveis por isso, pois espalha energia positiva. Tê-la à frente do elenco é um privilégio. Sou admirador do trabalho dela em teatro, cinema e em televisão”, diz João Falcão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Arlindo Lopes, idealizador do projeto, confessa a tensão que sentiu ao convidar Glória para o espetáculo. Ele havia adquirido os direitos da peça em 2003 e já tinha conseguido que João Falcão concordasse em dirigir. Sabia que Glória tinha interesse em interpretar Maude e que já pensara em produzir uma montagem. “Deu um frio na barriga, mas Glória não só aceitou como se tornou sócia na produção”. Era o início de uma bem-sucedida temporada de oito meses em São Paulo. O texto original, traduzido por Millôr Fernandes, não sofreu muitas alterações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“É uma trama simples, mas que não ficou datada. O jovem Harold é soturno como muitos adolescentes de hoje, que parecem padecer de uma eterna inadequação à vida. Maude, ao contrário, é esfuziante como uma garota de 80 anos. O envolvimento amoroso entre os dois ainda causa espanto e até indignação, mas o que a peça mais remete é a indagações sobre o significado da vida através de Maude, uma mulher que domina a própria vida e também as platéias”, diz João Falcão. Glória Menezes concorda que o romance não é o ponto mais importante do enredo, e sim a possibilidade de transformação que todos deveriam permitir em suas vidas. “Qual jovem não gostaria de conviver com um adulto que vive de acordo com suas próprias regras? O personagem é simbólico, mas o público se identifica com essa mulher que decide até o dia de sua morte”, afirma Glória.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O fascínio que Maude exerce é constatado a cada espetáculo pela equipe. “Muita gente moça chega para nós e diz que querem envelhecer com a sabedoria dela. O mundo está cheio de jovens parecidos com o Harold e senhoras semelhantes a Maude”, acredita Arlindo Lopes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-1413928182207799476?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/1413928182207799476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=1413928182207799476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1413928182207799476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1413928182207799476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/09/revista-aplauso-95.html' title='Revista Aplauso Edição 95'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SNnG9wC7RjI/AAAAAAAABUA/Ry6tfoBEKa8/s72-c/capa_129_300x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-5239856052617518118</id><published>2008-09-19T07:17:00.001-07:00</published><updated>2008-09-19T07:18:09.922-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Valor Econômico - Teatro</title><content type='html'>&lt;table style="width: 100%;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span id="ctl00_Conteudo_LblTitulo" class="titulo_materia_integra"&gt;Na companhia do silêncio&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblAssinatura" class="data_noticias"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                       &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblData" class="data_noticias"&gt;19/09/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                             &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;a id="ctl00_Conteudo_HyperIndique" title="Indique a notícia a um amigo" class="indique_materia" href="http://www.valoronline.com.br/IndiqueNoticia.aspx?codMateria=5159047&amp;amp;flag=1&amp;amp;dt=19/09/2008&amp;amp;codCategoria=312"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                             &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;div id="div_conteudo_materia"   style=";font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;                             &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="noticias_relacionadas"&gt;Na companhia do silêncio &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ" valign="top"&gt;Sem camisa no palco, Sérgio Britto é um homem conformado com um destino de sofrimento, que não pode encontrar alívio sequer na morte. Minutos antes, de pijama e quimono, desesperou-se como um escritor que lamenta haver abandonado o grande amor de sua vida pela arte. A amargura e a fragilidade Britto deixa aos personagens criados por Samuel Beckett, como o homem que luta pela sobrevivência em "Ato sem Palavras I" e o intelectual solitário de "A Última Gravação de Krapp". Os dois solos exigem muito esforço físico do veterano ator de 86 anos, que, sentado na platéia do teatro Oi Futuro, no Rio, festeja com o entusiasmo de um estreante os elogios da crítica ao espetáculo, enquanto já sonha com o próximo, que só conseguiu inscrição na Lei Rouanet depois da interferência do ministro da Cultura, Juca Ferreira.&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table width="5"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="descricao_foto_credito"&gt;Silvia Costanti / Valor&lt;/div&gt;&lt;img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002097/imagens/foto_19cul-sergiobritto-d25.jpg" /&gt;&lt;div class="descricao_foto_legenda"&gt;Sérgio Britto, que abraçou o teatro há 60 anos, seis dias após se formar em medicina: Ordem do Mérito Nacional, recebida neste ano, não impede que faça críticas à política cultural&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;"No Brasil, todo projeto é uma luta nova. O governo brasileiro deveria estar interessado em fazer teatro e não em fazer do teatro um espaço para sua política. É importantíssimo que patrocinem índios do Oiapoque e mamulengos de não sei onde, mas não é por isso que vão matar os velhos que fizeram o teatro brasileiro até agora", reclama. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;O reconhecimento do governo por seus serviços à cultura brasileira chegou neste ano, quando ganhou a Ordem do Mérito Nacional. A comenda não serviu para reduzir suas críticas à política cultural. Apesar do prestígio, teve de recorrer ao ministro para incluir na Lei Rouanet a peça sobre Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir que pretende encenar com Fernanda Montenegro em 2009. "Há um ano, eu e Fernanda entramos com o processo. Quando eu soube que pela segunda vez haviam perdido nossa documentação, falei com o ministro. O raciocínio do governo em relação ao patrocínio é confuso", afirma. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A banalidade disseminada pela cultura de massa também o incomoda. "O teatro brasileiro está cheio de pecinhas. O casalzinho de sucesso na novela de televisão monta uma pecinha, em vez de amadurecer e se preparar para fazer uma peça decente. Eu já disse que nunca vi tanta peça ruim quanto neste ano. As exceções são 'Salmo 91', 'As Centenárias', 'O Dragão'. Mas o pior do teatro está se apresentando agora, fruto da ausência de investimentos do governo, de preparo dos atores e do desaparecimento das companhias teatrais." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Em seu terceiro e "definitivo" Beckett, Sérgio Britto já perdeu a conta das peças em que atuou, produziu ou dirigiu, algo em torno de "140 ou 150". Há 60 anos, seis dias após se formar em medicina, abraçou o teatro profissionalmente, interpretando Horácio, em "Hamlet", sob a direção de Pascoal Carlos Magno. "Eu queria ser obstetra, mas me apaixonei por aquela brincadeira. Só desenvolvi a responsabilidade de hoje, em que chego duas horas antes do início do espetáculo, na segunda montagem do "Hamlet", quando fiz o Rei Claudius e percebi o risco do erro." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A descoberta aconteceu em cena, quando, durante um monólogo em que carregava um candelabro com velas acesas, ateou fogo a uma cortina. "Com a outra mão, soquei o pano velho e apaguei o fogo. Ganhei minha primeira salva de palmas como bombeiro", recorda-se. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Para evitar surpresas, toda sexta-feira ensaia "Ato sem Palavras I", testando os mecanismos que fazem descer ao palco os objetos que o personagem tenta agarrar. Ao fim dos 56 minutos de espetáculo se sente massacrado pela entrega aos personagens. Em "Krapp", há pouca movimentação. Come duas bananas, joga as cascas no chão, ouve o relato gravado da separação de cenho crispado, proferindo poucas palavras. Durante os 16 minutos do "Ato", caminha de um lado para o outro do palco, tentando alcançar uma garrafa acima de suas mãos. "Quando acaba, estou em fogo, transpiro tanto que fico quente. As pessoas falam comigo, eu nem ouço direito. Então, represento outro papel, do ator atento aos elogios." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A energia em cena credita ao carinho da atriz Isabel Cavalcanti, que convidou para a direção, e à preparação física pelos exercícios que faz diariamente com o sobrinho Paulo César, filho do irmão, Hélio. Quando superou a sétima pneumonia, em 2007, rendeu-se à necessidade da ginástica. "Minha geração não tinha esse costume, nem conheceu a expressão corporal. Só uma vez treinei pantomima com a Luciana Petrucelli, mulher do Gianni Ratto, em 1956. Agora faço musculação e danço. Estou mais forte. Mas se tenho saúde é porque o palco me dá saúde, não o contrário", garante. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Como Krapp, alter ego do irlandês Samuel Beckett, já tomou a decisão de encerrar um relacionamento pelo teatro, sem arrependimentos. Em sua peça mais romântica e autobiográfica, Beckett recrimina o personagem até no nome. "Krapp se xinga de cretino, de imbecil. A palavra inglesa 'crap' quer dizer merda. Não vivi o mesmo drama. Minha paixão pelo teatro sempre foi maior do que pelas pessoas. Não quero dizer que não sou capaz de gostar das pessoas. Infelizmente, gosto mais de teatro", esclarece, antes de se lembrar serenamente do amigo Fernando Torres, morto recentemente. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Britto enaltece o desprendimento de Fernando e preocupa-se com a viúva, Fernanda Montenegro. "Fernando era absoluto. Tudo o que admiramos na luta e no empenho pelo teatro Fernando fez permanentemente. Um ator excelente, que não se dava bons papéis - passava para os outros. Como era maravilhoso o olhar dele quando via Fernanda entrar em cena. Os dois eram totalmente integrados, Fernando sempre mais sério, contido. Mesmo nesse último período ele demonstrava o mesmo interesse pelo teatro. Só não suportava Beckett." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Depois da peça sobre Sartre e Simone, ele gostaria de voltar a encenar "Rei Lear", de Shakespeare. "Mas só se tiver um elenco sério, bem-disposto. Ou ainda posso encontrar um autor novo, diferente, que me empolgue", revela. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A renovação do teatro brasileiro, para Sérgio Britto, se dá por intermédio de atores como Wagner Moura, Lázaro Ramos, Wladimir Brichta, Selton Mello, Matheus Nachtergale, Andréa Beltrão, Débora Bloch, Dira Paes, Drica Moraes, Malu Galli, Mariana Lima. "Gosto muito de Fernanda Torres", destaca. Ao perceber que a maioria dos que citou já chegou ou se aproxima dos 40 anos, diz que é nessa idade que o ator começa a evoluir para a maturidade. Volta a lembrar da diretora Isabel, que "criou um ambiente de companhia" na equipe reunida para as peças de Beckett. "A satisfação com o trabalho é essencial. Quando minha mãe morreu, fui ao enterro de manhã e à tarde ensaiei uma ópera no Municipal. O trabalho aplaca a dor." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Sozinho em cena, tira sua companhia do silêncio da platéia. "É muito forte, muito bom, é o que mais gosto de ouvir, o silêncio total. É um complemento para o meu silêncio, a minha solidão. Parece que nesse silêncio absoluto está o compartilhamento entre palco e público", afirma, lamentando apenas não sair mais em viagem por cidades pequenas ou bairros de periferia: "Ali estão as melhores platéias, prontas a receber o teatro. Um público mais autêntico, que procura o teatro curioso, sem idéias preconcebidas". &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-5239856052617518118?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/5239856052617518118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=5239856052617518118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5239856052617518118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5239856052617518118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/09/na-companhia-do-silncio-por-olga-de.html' title='Valor Econômico - Teatro'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-4403719380155631254</id><published>2008-09-04T08:35:00.000-07:00</published><updated>2008-09-04T08:37:33.003-07:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SMAAoc5YT1I/AAAAAAAABPA/0qdZXdiRnT0/s1600-h/foto_04cul-joshua-d12.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SMAAoc5YT1I/AAAAAAAABPA/0qdZXdiRnT0/s400/foto_04cul-joshua-d12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242190661210885970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Trabalho, razão para estar bem ou enlouquecer&lt;br /&gt;Olga de Mello, para o Valor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O semblante sereno e o modo de falar tranqüilo do americano Joshua Ferris contrastam com o estilo sarcástico escolhido por ele para descrever a angústia de um grupo de publicitários ameaçados de demissão em seu aclamado romance de estréia "E Nós Chegamos ao Fim". Escrito na primeira pessoa do plural, para enfatizar o conceito de corporação, tão cultivado pelas grandes companhias, o livro já foi lançado em 20 países e tem conquistado elogios da crítica pelo retrato satírico, mas nem por isso pouco realista, do mundo corporativo. Um universo do qual Ferris se afastou há sete anos, com algum pesar. "Não imaginava quanto escrever é solitário. Eu gostava das conversas nos intervalos para tomar café. Essa interação acabou para mim. Hoje, meu escritório é em casa, onde só meu gato me interrompe", disse o escritor ao Valor, no Rio, onde esteve para o lançamento do livro.&lt;br /&gt;Ao deixar o ambiente estressante das grandes companhias, Ferris quis expor um momento de transição - quando a cultura "yuppie" é assombrada pela crise das empresas pontocom. O livro mostra o esforço que os empregados fazem para manter-se no seleto círculo dos assalariados bem-remunerados, enquanto refletem sobre a individualidade que a cultura corporativa alardeia que devem esquecer, apesar da rotina altamente competitiva. Ao mesmo tempo em que lamentam a demissão dos colegas, cada um procura mostrar-se necessário à empresa, com tiradas supostamente brilhantes durante as reuniões da equipe.&lt;br /&gt;Formado em literatura e filosofia, Ferris, de 34 anos, sabia que não combinava com a agitação movida a cafeína da vida corporativa - só toma bebidas descafeinadas e se espantou ao constatar que não eram oferecidas pelo restaurante em Copacabana onde deu a entrevista. Antes de dedicar-se inteiramente à literatura, Ferris teve uma experiência curta no magistério e foi redator de publicidade em duas agências em Chicago. O livro, afirma, não é autobiográfico, nem conta fielmente o que observou em uma das agências, onde houve corte de mais de um terço dos empregados, após o estouro da bolha da internet.&lt;br /&gt;"Depois do 11 de setembro houve uma redução no ritmo de dispensas. Os atentados abalaram emocionalmente todos os setores da sociedade americana. No entanto, a vida corporativa sofre fenômenos cíclicos. Vivemos agora uma nova crise econômica em um universo corporativo descentralizado, com empresas de cartão de crédito prestando atendimento telefônico em países asiáticos, a custos inferiores aos que as companhias teriam se tivessem funcionários em suas sedes. Meu livro se situa em um momento imediatamente anterior ao atual", disse Ferris.&lt;br /&gt;Os publicitários com salários astronômicos de "E Nós Chegamos ao Fim" apresentam alterações severas de comportamento frente ao temor da demissão. Há o demitido que insiste em voltar ao escritório diariamente, a chefe "workaholic" que trabalha na véspera de uma cirurgia de câncer, o colega que copia páginas de livros em xerox para ler durante o expediente, fingindo estar ocupado com material de trabalho.&lt;br /&gt;"Todos os personagens são fictícios. Eu queria falar sobre aquela tensão, sobre o drama daquelas pessoas, para as quais o emprego significa mais do que contracheque e benefícios. O emprego é uma extensão deles, a empresa é vista quase como uma família. Eles não imaginam um futuro fora daquela realidade, da cultura de otimismo que a corporação lhes passou. O trabalho corporativo dá a sensação de que se é integrante de alguma coisa, como se sente quem freqüenta uma igreja. A perda desse status gera situações estressantes e humilhantes, além de provocar atos desatinados. O que muita gente não percebe é que o próprio trabalho, algumas vezes, leva as pessoas à loucura", comenta Ferris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em uma cidade no interior do Illinois e criado na Flórida, Ferris vive atualmente em Nova York. Em sua primeira viagem ao Brasil, ele também participou da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Interessou-se pelo país quando se apaixonou por uma jovem brasileira, há cerca de 20 anos. "Eu era muito romântico, tinha 15 anos. Ela estava fazendo intercâmbio, mas a família que a hospedava era muito severa e não queriam nossa aproximação. Durante o curto período em que nos aproximamos, tentei aprender um pouco de português e sempre senti uma ligação especial com o país."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-4403719380155631254?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/4403719380155631254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=4403719380155631254' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4403719380155631254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4403719380155631254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/09/valor-econmico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SMAAoc5YT1I/AAAAAAAABPA/0qdZXdiRnT0/s72-c/foto_04cul-joshua-d12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-2535821318629145374</id><published>2008-08-25T18:15:00.001-07:00</published><updated>2008-08-25T18:15:56.481-07:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Pode ser útil observar Nero e Calígula &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--/Titulo Noticia--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--Autor--&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;21/08/2008&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roma S.A.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A primeira corporação mundial nasceu como uma pequena empresa familiar, que, através de planejamento racional, pôde estender e manter sua sua influência sobre povos de todo o planeta. Assim é a "Roma S.A." descrita na irreverente análise do escritor americano Stanley Bing sobre os primeiros 1.200 anos de uma história repleta de líderes neuróticos, disputas sangrentas pelo poder e incompetentes amalucados alçados a altos cargos por questões políticas ou laços familiares. Para o autor, Roma permaneceu como a única cidade ocidental a atravessar milênios no centro dos acontecimentos políticos e sociais internacionais graças à capacidade de se reinventar e promover uma reorganização corporativa no século IV, com a criação da Igreja Católica Romana, que hoje conta com mais de um bilhão de adeptos no mundo inteiro. "Roma percebeu que o cristianismo poderia fornecer a força emocional e espiritual necessária para manter vivo o espírito romano até hoje", disse Bing em entrevista ao Valor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O irônico Bing surgiu há cerca de duas décadas como pseudônimo do escritor, enquanto fazia carreira na rede de televisão CBS, da qual é vice-presidente executivo de comunicação, sob a identidade, real, de Gil Schwartz. Hoje, ele escreve uma coluna na "Fortune", enfocando o universo corporativo com muito sarcasmo e ceticismo, sem acreditar que seus próprios textos sejam vistos como guias de gestão. "Quem tem poder, geralmente, não se interessa pelas outras pessoas. Líderes, gerentes, executivos até podem se inspirar com a leitura de grandes exemplos de brutalidade, egoísmo e sucesso, mas fazem tudo de sua própria maneira, conforme determinam suas personalidades rígidas, controladoras e infantis. Existe uma loucura institucionalizada e o comportamento irracional é comum entre quem tem autoridade. Não é difícil encontrar descendentes de Calígula nas primeiras páginas dos jornais do mundo todo."&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A vocação corporativa de Roma, afirma Bing, mostra-se desde a fundação lendária pelos gêmeos Rômulo e Remo, por volta de 700 a.C. Segundo o autor, todas as corporações começam com mitos, apresentando seus criadores sendo amamentados por uma loba ou montando computadores pessoais em uma garagem na Califórnia, como Bill Gates e Nolan Bushnell. "Antes de Roma, houve diferentes organizações sociais, cidades e exércitos, mas só Roma tem as primeiras operações corporativas. Um escritório central delegava poderes que fluíam diretamente da alta gerência para as linhas de operação no campo. Os povos conquistados eram integrados à empresa, agraciados com uma nova cidadania por determinação dos quadros superiores. Roma permitia operações locais para a geração e manutenção de receitas associadas, além de tomar parte do lucro operacional para beneficiar o centro corporativo. Outras civilizações conquistaram territórios, queimaram e saquearam cidades inimigas. Somente Roma transformou o mundo em um gigantesco estado corporativo, com uma estrutura definida, recriando-se diversas vezes até se transformar em uma organização religiosa, mantendo sua sede na cidade", acredita Bing.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A modesta empresa tocada por dois irmãos que se odiavam cresceu com a nomeação de uma diretoria - o Senado - e a ascensão de líderes qualificados para administrar os negócios. Nos últimos tempos da República, diz Bing, surgiu um novo tipo de líder, o magnata, que cria uma cultura própria, imprimindo mudanças com muita criatividade, para garantir o poder.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"Há pessoas cujos nomes são sinônimos de suas empresas, que não têm escrúpulos em derrubar quem ameace sua autoridade. Geralmente, são extremamente criativas e dinâmicas. Stálin era um magnata, enquanto Putin não passa de um burocrata poderoso. George W. Bush é apenas útil para a classe que o levou àquele cargo. Tem momentos de irracionalidade, mas não é criativo. Robert Mugabe é um magnata, como Steve Jobs, da Apple, Bill Gates da Microsoft, Louis Gerstner, da IBM.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esses homens inventam, transformam, só obedecem a suas próprias leis, vivem de acordo com parâmetros que eles próprios traçam. São os césares da atualidade", diz Bing, que declara seu interesse por regimes totalitários - e a possibilidade de explorar situações ridículas que eles proporcionam. Em um próximo livro, ele gostaria de analisar o modelo de gestão firmado por Stálin: "Era um sociopata com um senso de humor mordaz, de quem era perigoso ser amigo ou inimigo. Ele se redefinia constantemente e tinha características que reconhecemos em mais líderes mundiais e altos executivos do que gostaríamos de admitir. Stalin é um modelo até hoje seguido em boa parte do mundo."&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-2535821318629145374?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/2535821318629145374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=2535821318629145374' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/2535821318629145374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/2535821318629145374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/08/valor-econmico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7394788547616641123</id><published>2008-08-14T20:44:00.001-07:00</published><updated>2009-10-14T05:02:59.163-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Revista Aplauso - Teatro Edição 87</title><content type='html'>Duas matérias da revista, na qual assino todas as reportagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SKT8rcKDi2I/AAAAAAAABLs/yawiHCsCgBQ/s1600-h/01_nanamoraes_alta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SKT8rcKDi2I/AAAAAAAABLs/yawiHCsCgBQ/s400/01_nanamoraes_alta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234586490134301538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As Centenárias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Novo texto de Newton Moreno marca o retorno das amigas Marieta Severo e Andrea Beltrão ao palco do Teatro Poeira, sob direção de Aderbal Freire-Filho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;Duas mulheres, uma mais velha, outra mais jovem, ganham a vida encomendando corpos e chorando mortos. Um trabalho lúgubre. De forma alguma, afirma Marieta Severo, que interpreta uma das carpideiras de &lt;i style=""&gt;As Centenárias&lt;/i&gt;, peça que volta a reuni-la, no palco do Teatro Poeira, com a amiga e sócia Andréa Beltrão. “As carpideiras são contratadas para dar um brilho nos velórios. E essas duas que interpretamos conseguem até passar a perna na morte”, diz a atriz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;Mais uma vez, Aderbal Freire Filho está dirigindo Marieta e Andréa. “Formamos um núcleo de trabalho, os três. É o núcleo Poeira, que inclui aí o cenógrafo Fernando Mello e o iluminador Maneco Quinderé. Sempre gostei de trabalhar com equipes. Fiz quatro peças do Naum Alves de Souza com o mesmo grupo, o mesmo elenco. É a situação ideal, todos vivem afinados, em sintonia, não existe aquele desconforto do primeiro ensaio, os códigos já estão decifrados, diálogos fluem”, diz Marieta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;As duas atrizes inauguraram o Poeira, há dois anos, com uma montagem de &lt;i style=""&gt;Sonata de Outono&lt;/i&gt;, dirigida por Aderbal. Para subirem ao palco novamente, queriam um texto leve, alegre, bem distante da complexidade emocional da peça anterior. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Convidaram, então, Newton Moreno, autor da aclamada &lt;i style=""&gt;Agreste&lt;/i&gt;, para criar uma peça especialmente para elas. Inspirado na amizade das duas, nasceu &lt;i style=""&gt;As Centenárias. &lt;/i&gt;Segundo Marieta Severo, o pernambucano Newton, apesar de viver há 17 anos em São Paulo, é fiel às raízes nordestinas, além de conhecer profundamente a cultura popular, tratando a morte sem qualquer respeito, recriando um clássico da cultura popular, que é o desafio, o duelo com o destino. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;“Essa intimidade com a morte, a mistura do mundo real ao fantástico, com aquele sabor brasileiro, é deliciosa. É interessante ver como o surreal está inserido no cotidiano dessas pessoas e mostrar também um universo desconhecido para quem vive nos grandes centros. As carpideiras não são apenas importantes para os rituais fúnebres, mas têm uma aura mística. Elas são as eleitas, com um dom especial para encomendar os mortos. Ainda hoje, em muitos recantos do interior do Brasil, elas têm essas funções”, conta Marieta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;Em “As Centenárias”, a jovem Zaninha (Andréa Beltrão) admira Socorro (Marieta Severo) e quer seguir a carreira de carpideira, mas precisa passar pela maternidade, antes, o que a fará temer perdas e respeitar a morte. No entanto, depois que Zaninha abraça a função, ao lado de Socorro, e tem a vida de seu filho ameaçada, as duas mulheres conseguem, ardilosamente, enganar a morte. Antes disso, encontram diversos personagens, entre eles o cangaceiro Lampião, um coronel traído e uma viúva inconsolável. Os diferentes personagens são interpretados pelas duas atrizes, que dividem as cenas com o ator Sávio Moll e diversos bonecos que elas próprias manipulam. Os bonecos foram criados por Miguel Vellinho, que as ensinou as técnicas de manipulação. Sávio Moll manipula a boneca “Mulher de Luto”, faz a Morte e ainda toca rabeca, acompanhando as incelenças, os cantos fúnebres entoados pelas carpideiras. &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.3pt;font-family:Arial;font-size:11;color:black;"   &gt;A ação transcorre em torno de um caixão, ponto central do cenário criado pelos cenógrafos &lt;span style=""&gt;Fernando Mello da Costa&lt;/span&gt; e &lt;span style=""&gt;Rostand Albuquerque&lt;/span&gt;. No fundo do palco, presos a uma enorme grade, estão cerca de 240 bonecos, sendo 60 mamulengos confeccionados por Mestre Tonho, de Olinda. Os outros 180 foram criados pela professora em arte de bonecos &lt;span style=""&gt;Ivete Dibo&lt;/span&gt;, que ainda fez máscaras para compor o cenário, que tem a forma circular, similar a um picadeiro de circo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:10;color:black;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; ******************************************&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SKT-ca2vMuI/AAAAAAAABL0/B1qWsErRLl4/s1600-h/dirceuzecaodorico1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SKT-ca2vMuI/AAAAAAAABL0/B1qWsErRLl4/s400/dirceuzecaodorico1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234588431110058722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bem-Amado&lt;br /&gt;Marco Nanini vive o vilão que aprendemos a amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Corrupção, muita retórica e poucas realizações. O que poderia ser um resumo da carreira de um político brasileiro também serve para definir um dos maiores anti-heróis da dramaturgia do País. O fascinante vilão criado por Dias Gomes em 1962 está de volta. Depois de ser apresentado nos palcos por Procópio Ferreira e popularizado pela interpretação de Paulo Gracindo na novela &lt;i style=""&gt;O Bem-Amado&lt;/i&gt;, Odorico Paraguaçu renasce, desta vez na pele de Marco Nanini, no Teatro das Artes. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;“Odorico não envelhece, continua atual, é perene”, diz Nanini, que não quis assistir a fitas com capítulos da novela ou do seriado que Paulo Gracindo estrelou nos anos 80 para evitar influências na recriação do personagem. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sem qualquer referência, portanto, Odorico se impôs gradualmente para Marcos Nanini. “Primeiro, surgiu um convite informal para fazê-lo em um filme. Depois veio um outro convite informal, desta vez para estrelar o piloto de um novo seriado sobre o Bem-Amado. Foi então que achamos oportuno montar a peça, que tem um texto delicioso, engraçado e bastante contemporâneo”, conta Nanini.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;Síntese da Farsa&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Da mesma forma que Dias Gomes, que ao adaptar sua peça para a televisão incorporou situações que o Brasil vivia na década de 70, a nova ambientação da peça traz sinais do mundo contemporâneo nesta versão assinada por Cláudio Paiva e Guel Arraes, com direção de Enrique Diaz. Que não se esperem, no entanto, alusões a escândalos administrativos da atualidade. “Não queremos focar a ação em críticas a partidos ou a políticos. A figura de Odorico prima pela síntese da farsa, ele já simboliza muitos elementos sem haver necessidade de estar ligado ao mundo real”, diz Nanini, que se declara feliz em participar de mais uma comédia. “A comédia me acompanha. Não é que eu me afaste do drama, mas é bom trabalhar um texto tão divertido”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Embora não tivesse uma relação próxima com Dias Gomes, Marcos Nanini participou tanto do primeiro quanto do último trabalho escrito pelo dramaturgo para a televisão. Na década de 60, Nanini foi chamado, com outros estudantes de teatro para uma cena de duelo de espadachins na novela &lt;i style=""&gt;A Ponte dos Suspiros&lt;/i&gt;, adaptação de um dramalhão histórico italiano, que o escritor assinava sob o pseudônimo de Stela Calderon.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“Estavam à procura de quem soubesse um pouco de esgrima. Lá fui eu, com outros colegas, fazer figuração. Acho que eu morri na cena”, lembra Nanini, que, mais tarde, conheceu Dias Gomes, que, em 1998, adaptou para a televisão o romance &lt;i style=""&gt;Dona Flor e seus Dois Maridos – &lt;/i&gt;em parceria com Marcílio Moraes e Ferreira Gullar&lt;i style=""&gt;. &lt;/i&gt;“Desta vez, eu era Teodoro, o segundo marido de Dona Flor”, conta Nanini.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Quem não se lembra?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;“Cachacistas juramentados" e "donzelas praticantes"; “Chamem a imprensa escrita, falada e televisada”; "Vamos botar de lado os entretanto e partir pros finalmentes". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Os termos e frases cunhados por Odorico Paraguaçu tomaram conta do Brasil em 1973, quando foi ao ar a primeira telenovela a cores do País. É difícil definir o caráter de Odorico Paraguaçu, um “coronel” do interior, que domina a fictícia cidadezinha baiana de Sucupira, enquanto almeja chegar ao governo do estado, apresentando como grande obra de sua gestão o cemitério municipal – que não pode ser inaugurado porque ninguém morre na cidade. Por isso, ele se regozija com a chegada do matador Zeca Diabo, que cumpre promessa ao Padre Cícero de recuperar-se e abandonar a vida de pistoleiro. Em Sucupira, outras figuras do universo de Dias Gomes ficaram célebres por causa do &lt;i style=""&gt;Bem-Amado, &lt;/i&gt;como Dirceu Borboleta e as três irmãs Cajazeira, as solteironas apaixonadas pelo prefeito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7394788547616641123?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7394788547616641123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7394788547616641123' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7394788547616641123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7394788547616641123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/08/revista-aplauso-teatro-edio-87.html' title='Revista Aplauso - Teatro Edição 87'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SKT8rcKDi2I/AAAAAAAABLs/yawiHCsCgBQ/s72-c/01_nanamoraes_alta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-2482223204027183594</id><published>2008-08-14T20:16:00.001-07:00</published><updated>2008-08-14T20:29:30.651-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Revista de Teatro - SBAT</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Criação da Segunda Pele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Olga de Mello&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os figurinistas Ney Madeira e Marclo Pies falam das dificuldades do ofício e da magia de ver o ator vestir o figurino pela primeira vez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Nascidos e criados em Niterói na década de 60, Ney Madeira e Marcelo se espantam por nunca haver se ‘esbarrado’ na adolescência. Moravam em bairros próximos, pretendiam trabalhar em outras áreas – Ney cursou Arquitetura, Marcelo estudou Letras – e se mudaram para o outro lado da Baía de Guanabara na mesma época. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;No estúdio de Ney Madeira, no terraço de um edifício de onde se divisa a Enseada de Botafogo, eles se encontraram pela primeira vez para falar sobre a criação de figurinos, atividade a que chegaram gradativamente, e que os apaixona, apesar da falta de estrutura que ainda enfrentam nas produções brasileiras – desde a lavagem errada de peças de roupa até a adaptação de roupas para diferentes atores, sem consulta a quem os criou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;“Somos heróis da resistência, o teatro brasileiro sobrevive por causa do amor de seus profissionais”, diz Ney Madeira, que também é professor de cenografia, cenotécnica e indumentária em universidades particulares. Com trabalhos em mais de 100 peças desde o início da década de 90, ele acumula indicações para prêmios tanto em cenografia quanto em figurinos. “Fica como cartão de visitas da gente. Ganhei prêmios logo que comecei, depois, não parei mais de ser indicado”, conta. A mais recente indicação foi pelo figurino da montagem de “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”. Não pode se queixar de pouca atividade: “Este ano já foram sete peças,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mal acabando um projeto, iniciando o seguinte”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Marcelo Pies acumula com o teatro produções para cinema e publicidade e tem trabalhos expressivos no currículo, como “Tio Vânia” – indicada para o Prêmio Shell de melhor figurino em 2003 - e “Hamlet”, ambas dirigidas por Aderbal Freire-Filho. “Gosto de transitar em meios diferentes, mas é no teatro que percebemos as respostas imediatas ao que foi criado, não apenas por quem veste a roupa, mas com a reação da platéia”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Para suprir as carências de um mercado onde não se encontram sequer zíperes em tamanhos diferentes, o jeito é abusar da criatividade. Cortinas se transformam em toalhas de mesa, colchas se transmutam em casacos. Os dois lamentam os orçamentos apertados das produções, que contam cada vez menos com patrocínio e garantem, com olhos brilhantes, que todos os esforços são compensados quando testemunham o momento em que um ator veste pela primeira vez o figurino e o personagem surge na cena.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;Como foram seus primeiros passos profissionais? &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney Madeira – &lt;b style=""&gt;Eu fazia Arquitetura na UFF e acabei entrando para um curso de cenários e adereços para teatro. Comecei a me interessar por teatro, cheguei a fazer formação de ator, mas era muito canastrão. Vim fazer cenário e figurino na CAL e na Martins Pena. Conheci, então a Lídia Kosowski, que foi minha madrinha em cenário. Com o tempo, comecei a fazer assistência da Lídia, montamos uma parceria e eu passei a fazer figurino. Virou uma dobradinha, a Lídia no cenário e eu nos figurinos. Hoje, eu atuo nas duas frentes. Divido o ateliê com a Lídia, mas trabalhamos separadamente, com clientelas diferentes. Continuamos muito amigos&lt;/b&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcelo Pies – &lt;b style=""&gt;Eu estudava Letras na UFRJ e comprava roupas da confecção Transfigura, da Cláudia Kopke e da Emília Duncan, que acabaram me chamando para trabalhar com elas. Emília e Cláudia me acolheram, foram minhas madrinhas. Quando a confecção acabou, embora minha intenção inicial fosse fazer moda, eu já estava acompanhando a Emília em criação de figurinos para publicidade e cinema. Só fui trabalhar com teatro em 1995, com “Cinco Vezes Comédia”, do Hamilton Vaz Pereira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;Trabalhar com criação de roupas hoje é muito mais fácil do que quando vocês começaram, não? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Ney Madeira – Não existia nada de material acessível, não havia cursos superiores de moda que criaram mercado para a literatura neste setor. A gente se atirava no abismo, pesquisando em livros, romances, crônicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcelo Pies – &lt;b style=""&gt;A nossa vida melhorou muito. Tem mais material importado, muitas revistas, caras, tem Internet. Antes, recorríamos a qualquer fonte de pesquisa, incluindo cinema. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney Madeira – &lt;b style=""&gt;Outro aspecto complicado era que as produções nunca davam as condições para fazer o trabalho que você havia criado. Isso fez com que eu me empenhasse muito para dar o melhor na confecção do figurino. Para suprir a carência das produções, eu ia lá, bordava, botava algo meu na roupa. Até hoje eu me dedico muito, o que acabou servindo para me abrir caminho no teatro. Não há melhor divulgação que um trabalho bem realizado. Dei sorte, também, porque minha primeira montagem amadora foi em 1989. Três anos depois, eu fui indicado a um prêmio Coca-Cola por uma montagem infantil de “Tartufo”. A indicação alavancou minha carreira no início. Fiz muito teatro infantil, um atrás do outro. Depois, vieram óperas, balés, peças para público adulto. Aqui, fazemos de tudo. Na Europa, nos Estados Unidos, tem gente que só faz figurino de ópera, de balé. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;Qual é a principal dificuldade no trabalho de vocês? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Marcelo Pies – &lt;b style=""&gt;A falta de um local que reúna&lt;/b&gt; &lt;b style=""&gt;profissionais dedicados a teatro. A gente sai distribuindo encomendas por tudo quanto é lugar da cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney Madeira – &lt;b style=""&gt;Só o (Teatro) Municipal tem costureiras e alfaiates contratados, porém eles são funcionários públicos, não viram a noite para entregar o material a tempo. Agora, são fantásticos. Ninguém faz “tutus” para balé melhor do que as costureiras do Municipal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcelo Pies – &lt;b style=""&gt;Nos Estados Unidos até os teatros amadores das universidades têm ateliês de costura. Aqui não existem ateliês nem há renovação do pessoal especializado em costura para teatro. O teatro é artesanal, não é indústria como o cinema, a publicidade ou a televisão. &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney – &lt;b style=""&gt;Com esta leva de musicais mais grandiosos, talvez comecemos a ter uma produção específica para teatro, com mais profissionais habilitados. Estamos sempre inventando a roda. Em Londres você pode escolher um jacquard e mandar produzir um tecido do século 18. Aqui não existe isso, temos que pintar, bordar, estampar sozinhos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;Como é o processo de criação de um figurino? Em que vocês pensam primeiro, no personagem, na história, no ator, no pedido do diretor?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney Madeira – &lt;b style=""&gt;Tem diretores que dizem “Não entendo de figurino, faz aí”. Isso é a pior relação possível. E há os que indicam caminhos. O bom diretor é o que consegue agregar a equipe e criar um conceito para o espetáculo em que todos vão trabalhar. Aquela pessoa que faz reuniões periódicas de criação e concepção, onde você cruza cenografia, figurinos, direção musical. São os melhores resultados. O que deixa a gente solto, sempre pode dizer: “Ih, não era bem isso que eu pensava”. Isso acontece pouco. Em geral, as pessoas adoram tudo. Tem gente que não consegue visualizar, nem ver desenho. Tem que mostrar o caminho. Tem aquele que encomenda. Eu quero isso. Você tenta criar, mas “não era isso o que eu queria”. São poucos. A maioria dá liberdade de criação. Sempre vai bater, porque a gente acompanha ensaio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcelo Pies – &lt;b style=""&gt;O trabalho é de equipe. Se o ator não estiver feliz, não vai dar certo, se a luz não bater bem, vai estourar a cor, o figurino não parecerá bem. Eu nunca tive isso de nenhum diretor me dizer: é assim. Então, vou fazendo e mostrando as idéias. E nosso trabalho não se limita à criação da roupa, a mostrar como conservar os figurinos, mas também o de orientar a postura dos atores com algumas peças, ao uso de sombrinhas, xales, chapéus, perucas. Quem está com um vestido de cauda, por exemplo, precisa aprender a antes de se levantar, chutar a cauda para trás, como se fazia antigamente. Se a atriz não consegue, temos que adaptar o figurino às possibilidades dela.&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;- &lt;b style=""&gt;É um trabalho que exige psicologia. Há casos específicos em que se o figurino compensa visualmente atores sem atributos físicos para compor determinados personagens. &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcelo – &lt;b style=""&gt;A gente faz uma transfiguração mesmo e percebe uma nítida diferença nos ensaios quando eles vestem o figurino. Muda até o tom da voz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;A preferência de vocês é por trabalhar com figurinos de época. Por quê? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Ney &lt;/b&gt;Madeira – &lt;b style=""&gt;O figurino de época permite maior liberdade de criação, de interpretação. Às vezes, criamos uma estética particular do espetáculo com inspiração em algum lugar, alguma tendência, montando um universo teatral que não precisa, necessariamente, representar fielmente um período.&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcelo Pies – &lt;b style=""&gt;Teatro é uma caixa preta de representação lúdica.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;É o sonho que fica possível. O ser fiel não interessa em teatro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney Madeira – &lt;b style=""&gt;Teatro não tem foco, então, o figurino tem que aparecer e simbolizar o tempo todo em cena. Mas tudo depende do contexto, do momento. Quando eu fiz “Dolores”, ouvia a platéia de cabeças brancas comentando que já haviam usado aquele tipo de bolsa, aquele modelo de sapato. O figurino cria uma identificação do ator com o personagem e da platéia com a cena. A paixão das pessoas é que elas projetam o desejo do que surge naquilo exclusivo e especial que foi criado especificamente para um momento&lt;/b&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;Quem é referência como figurinista para vocês? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ney Madeira - &lt;b style=""&gt;A grande precursora é a Kalma Murtinho, uma desbravadora que fez muita coisa, abriu muito esse caminho para a criação no Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Marcelo Pies - &lt;b style=""&gt;Eu acho incrível o trabalho da Irene Sharaff, que fez o primeiro Sweet Charity do Bob Fosse na Brodway. Hoje ela é figurinista em Hollywood. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-2482223204027183594?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/2482223204027183594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=2482223204027183594' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/2482223204027183594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/2482223204027183594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/08/revista-de-teatro-sbat.html' title='Revista de Teatro - SBAT'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-805433121331846387</id><published>2008-07-03T12:54:00.001-07:00</published><updated>2008-07-03T13:06:11.104-07:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;b&gt;"Os EUA sofrem de uma crise intelectual", diz autor&lt;/b&gt;  &lt;div style="margin-top: 10px;"&gt; &lt;div&gt;Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;03/07/2008&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" width="50"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div&gt;Divulgação&lt;/div&gt;&lt;img style="border-width: 0px;" src="http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0002041/imagens/foto03cul-legwault-d12.jpg" /&gt;   &lt;div&gt;Michael R. LeGault: crise resulta de um declínio no  pensamento lógico&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Uma sociedade imediatista, sem tempo nem paciência para a leitura, está fadada a perder sua liderança socioeconômica no cenário mundial. Para o americano Michael R. LeGault, autor de "Think! Por Que não Tomar Decisões num Piscar de Olhos" (Best Seller, R$ 29,90), o declínio do pensamento crítico é fenômeno mundial que ameaça a posição conquistada pelos Estados Unidos internacionalmente, mas deve ser considerado em qualquer país. "A Europa não é governada pela razão, mas pelos interesses no bem-estar social. Os EUA ao menos reconhecem que são controlados por advogados, pela mídia, por interesses de mercado e pelo pensamento politicamente correto, não pelo raciocínio crítico, enquanto a Europa vive em negação. Os europeus consideram a Europa perfeita", disse LeGault, em entrevista ao Valor.&lt;br /&gt;Propositalmente, o título "Think!" remete a "Blink, a Decisão num Piscar de Olhos" (Rocco), do inglês Malcom Gladwell, que apresenta estudos científicos sobre percepção e intuição humanas, um sucesso entre leitores do mundo corporativo. "Escrevi o livro por acreditar que os EUA sofrem de uma crise intelectual que está ameaçando nosso trabalho, nossa segurança e nossa liberdade. A crise resulta de um declínio no pensamento lógico e da valorização do pensamento emocional e intuitivo, das decisões rápidas, uma abordagem privilegiada por Glawell", afirma LeGault.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formado em biologia, com especialização em química, ele já fez consultoria para empresas e escreve sobre tecnologia e ciência em várias publicações dos EUA e Canadá. Ressaltando a importância do conhecimento nessas áreas, ele acredita que os efeitos da valorização tecnológica têm prejudicado o próprio meio científico: "As pessoas precisam ter contato com arte, literatura e filosofia, compreender como a alegoria e o simbolismo são essenciais para o pensamento abstrato. No mundo todo se verifica uma redução na leitura, principalmente entre jovens."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com LeGault, ler é uma das chaves para a inovação e a criatividade, que não são estimuladas pelos videogames. "As pessoas perdem muito tempo diante da TV e navegando pela internet, embora atualmente se trabalhe bem menos do que há cem anos. Ao mesmo tempo, o estresse causado pelo excesso de informação é um dos fatores que prejudica tanto o desempenho quanto o pensamento lógico", analisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A padronização do comportamento de crianças com déficit de atenção ou hiperatividade é duramente atacada por ele no livro. Ainda não há conclusões sobre a melhora do desempenho cognitivo de estudantes que tomam medicamentos para se adequar às atitudes exigidas em sala de aula. O temor de prejudicar as minorias também daria pouca importância ao conhecimento, diz LeGault. Ele lembra que os questionários para candidatos a vagas em empregos públicos se detêm em informações sobre gênero, etnia e necessidades especiais, dando menos relevância à qualificação profissional.&lt;br /&gt;"Todas as sociedades modernas estão registrando o declínio no pensamento lógico, a base das grandes civilizações, da Grécia Clássica ao Império Britânico. As crianças nem sequer aprendem tabuada, já que as calculadoras fazem as contas." Segundo LeGault, as empresas no mundo inteiro têm perdido em inovação. Ele conta que o vice-presidente da General Motors, Robert Lutz, credita a pouca criatividade dos jovens engenheiros americanos à ênfase em liderança e gestão de pessoas dentro dos currículos universitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os EUA são vítimas do próprio sucesso, embora ainda estejam na frente em áreas como a genética, a informática e a medicina", afirma. Para ele, o país tem a função "especial no mundo" de difundir os princípios de democracia e liberdade, inerentes às condições de crescimento econômico: "A liberdade é uma condição indispensável para o pensamento crítico. Não há como melhorar o padrão de vida de uma nação sem um sistema político democrático. A menos que haja abertura política na China, todo o avanço que eles obtiveram vai parar. Nesse contexto, o Brasil está adiante da China."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-805433121331846387?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/805433121331846387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=805433121331846387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/805433121331846387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/805433121331846387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/07/valor-econmico-liros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-4452402909757742548</id><published>2008-06-27T05:35:00.000-07:00</published><updated>2008-06-27T05:37:17.142-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;b class="Titulo"&gt;Países emergentes têm o que ensinar, diz especialista &lt;/b&gt;&lt;!--/Titulo Noticia--&gt; &lt;div style="margin-top: 10px;"&gt;&lt;!--Autor--&gt; &lt;div class="Autor"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;26/06/2008&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="mudaFonte"&gt;&lt;!--Texto Conteudo--&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div class="Img_Right" id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl00_pnlPictureContent"&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" width="50"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="PictureCredit"&gt;Divulgação&lt;/div&gt;&lt;img id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl00_imgPicture" style="border-width: 0px;" src="http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0002036/imagens/foto26cul-peterwsenge-d12.jpg" /&gt;   &lt;div id="PictureAlt"&gt;Senge, que nesta semana participou de congresso no Rio:  empresa voltada só para a lucratividade imediata não saiu dos tempos da  Revolução Industrial&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;A sobrevivência no mundo corporativo no século XXI exige modelos  administrativos diferentes daquele consagrado pelos americanos, que privilegia a  centralização das decisões e sistemas hierárquicos sem estimular a abordagem  integral dos negócios, ignorando a vida fora do ambiente profissional. Há mais  de 30 anos analisando o comportamento das principais empresas do mundo, Peter  Senge, um dos mais respeitados especialistas em administração, acredita que os  novos modelos de gestão virão de países emergentes, como Brasil ou Índia.  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;"A padronização é uma característica ultrapassada, que remonta à Revolução  Industrial. Muitas empresas já encontraram maneiras de equilibrar a produção com  projetos socioambientais que lhes conferem um patrimônio muito mais  significativo do que o lucro financeiro. É bom que surjam diversos modelos ao  mesmo tempo", afirmou Senge ao Valor, no Rio, onde participou do 34º Congresso  RH-Rio, realizado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos.  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Em "A Quinta Disciplina" (Best-Seller, 1990), Senge já advertia as empresas  para a necessidade de se adaptar aos novos tempos, criando bom ambiente de  trabalho e incentivando a confiança e a ampliação dos conhecimentos entre os  funcionários. O livro, que esmiuçava o conceito de "learning organization"  (empresa que aprende), vendeu mais de um milhão de cópias no mundo e enfatiza a  importância do pensamento sistêmico, em que qualquer assunto deve ser visto sob  vários ângulos. O conceito não é de Senge - nasceu de debates no Instituto de  Tecnologia de Massachusetts (MIT). &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Foi no instituto que ele, já formado em engenharia e filosofia, se especializou  em sistemas sociais e gestão e fundou o Centro de Aprendizagem Organizacional da  Escola de Administração Sloan. Ao longo de 18 anos, Senge comprovou que as  empresas sem preocupação com o que as cercam tendem a encerrar as atividades  antes que as comprometidas com o desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;"Muitos já estão familiarizados com o conceito, mas poucos o aplicam. A  empresa voltada só para a lucratividade imediata não saiu da era industrial. É  importante definir em qual organização se vai trabalhar, se uma que leve ao  crescimento pessoal ou outra em que apenas se ganhe dinheiro", afirma. Ele  condena os workaholics: "Em razão da cultura de algumas empresas, muita gente  pensa que deve trabalhar incessantemente. Isso tolhe a a criatividade dessas  pessoas, que não conseguem lidar com imprevistos ou abrir-se para novos  conhecimentos." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Senge acredita que essas limitações também estão ligadas à crise na  educação, agravada pelo fato de que a maioria dos países mantém um sistema  educacional arcaico. Para ele, as deficiências de concentração e abstração hoje  observadas entre crianças, adolescentes e jovens se deve não só ao "bombardeio"  tecnológico, mas à falta de convivência entre as gerações.  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;"Os escritores de ficção científica estavam certos: as máquinas vão nos  dominar. O ritmo de nossa vida é ditado pela tecnologia. As crianças agora vivem  sem a supervisão dos adultos, passando mais tempo diante de telas do que  interagindo com pais e parentes. Elas recebem uma extraordinária carga de  informações que não conseguem processar. Os adultos também. Um estudo na  Grã-Bretanha constatou que, ao fim de um dia usando blackberries, um adulto  sofre queda superior a 20% no QI. O organismo humano não foi programado para  isso", alerta Senge. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Depois de várias visitas ao Brasil, ele aponta a vitalidade como uma das  peculiaridades da população. "Essa energia que os brasileiros demonstram é que  leva à liderança em um setor importante, o musical. A diversidade da música  brasileira conquistou respeito internacional. Esse é um exemplo de que há  riquezas culturais que podem contribuir para a criação de um modelo diferente e  único em negócios. Cada país deve seguir o seu modelo, com um sistema  educacional que ensine o jovem a pensar de acordo com sua cultura." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-4452402909757742548?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/4452402909757742548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=4452402909757742548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4452402909757742548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4452402909757742548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/06/pases-emergentes-tm-o-que-ensinar-diz.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7933051807586533513</id><published>2008-06-27T05:29:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T12:59:44.343-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;b class="Titulo"&gt;Disciplina financeira é um bom assunto para crianças&lt;/b&gt; &lt;!--/Titulo Noticia--&gt; &lt;div style="margin-top: 10px;"&gt;&lt;!--Autor--&gt; &lt;div class="Autor"&gt;Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;15/05/2008&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--/Autor--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="mudaFonte"&gt;&lt;!--Texto Conteudo--&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="BodyTitle"&gt;"Dinheiro Não Dá em Árvore" - Neale S.  Godfrey.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Ed. Jardim dos Livros, 192 págs. R$ 24,90 &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="BodyTitle"&gt;"Educação Financeira" - Cássia  D'Aquino.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Ed. Campus/ Elsevier, 180 págs. R$ 41,50 &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div class="Img_Right" id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl08_pnlPictureContent"&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" width="50"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="PictureCredit"&gt;Divulgação&lt;/div&gt;&lt;img id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl08_imgPicture" style="border-width: 0px;" src="http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0002007/imagens/foto_15cul-livro2-d10.jpg" /&gt;   &lt;div id="PictureAlt"&gt;Cássia D'Aquino: a impulsividade dos adolescentes pode ser  administrada&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fenômeno que se registra nos países desenvolvidos há muito tempo, o crescente endividamento de jovens adultos pode ser fruto da pouca relevância que os assuntos financeiros merecem no âmbito doméstico. Pregando a resistência aos apelos publicitários que estimulam o consumo facilitado pelo emprego de cartões de crédito, há livros que enfatizam a importância da educação financeira a partir da primeira infância. Mais que estimular o gosto pela administração de finanças pessoais, que pode ser saudável, especialistas acreditam que a disciplina em relação ao dinheiro consiga frear o surgimento de futuras gerações de devedores inconseqüentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a americana Neale S. Godfrey, que trabalha com educação financeira para jovens desde 1989, a explosão de inadimplência está diretamente ligada à popularidade dos cartões de crédito. "Hoje, nos Estados Unidos, há mais gente pedindo falência do que concluindo cursos universitários. É comum que os formandos iniciem sua vida profissional com uma média de U$ 20 mil em dívidas, incluindo aí despesas de cartão de crédito", alerta Neale, autora, com Carolina Edwards e Tad Richards, de "Money Doesn't Grow on Trees", agora publicado no Brasil ("Dinheiro Não Dá em Árvore").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro, que esteve na lista dos mais vendidos do "New York Times", Neale enfatiza a necessidade de familiarizar as crianças com a utilização de dinheiro, além de recomendar aos pais que estimulem os filhos a desenvolver senso crítico, para não ceder à sedução da publicidade. "A televisão americana tem anúncios dirigidos a crianças desde os três anos de idade. Os adolescentes recebem mensagens publicitárias através de todo tipo de veículo. Sem uma educação para a responsabilidade financeira, as crianças crescem confundindo valor pessoal com valor medido pelo acúmulo patrimonial", disse Neale, em entrevista por e-mail ao Valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, 180 mil americanos de 18 a 24 anos declararam falência pessoal, informa Neale. No Brasil, onde é seguido modelo semelhante de consumo, o quadro é alarmante. "Em 2006, as pessoas entre 21 e 30 anos correspondiam a 16% dos inadimplentes. Ainda não temos os dados fechados de 2007, mas apenas até julho do ano passado essa faixa etária já representava 42% dos inadimplentes brasileiros", conta Cássia D´Aquino, autora de "Educação Financeira - Como Educar seu Filho", que também orienta pais sobre valores de mesadas e chama a atenção para o excesso de horas que as crianças passam em frente à televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aristóteles já falava na insubordinação e impulsividade dos adolescentes. Se o cartão de crédito reforça essas características, os pais precisam disciplinar o filho, evitando o consumismo irrefletido. Nos Estados Unidos, já há casos de suicídio entre meninos endividados. Lá, o assédio das operadoras de cartões de crédito se inicia no primeiro dia do ano letivo, em todas as universidades. Valeria até uma discussão ética sobre o paradoxo que é conceder um instrumento de dívida a alguém que sequer tem renda. Afinal, todos os bancos têm produtos para jovens", afirma Cássia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À parte as diferenças no comportamento das classes médias americana e brasileira, os dois livros trazem exemplos de como é possível ensinar aos filhos o comedimento na compra dos produtos que eles mais prezam. Tanto aqui quanto lá, os objetos de desejo são os mesmos - roupas, calçados e produtos eletrônicos de última linha. Enquanto Neale diz que adolescentes devem procurar suprir sua própria receita com empregos de meio-expediente, o livro de Cássia sugere que os jovens assumam algumas funções geralmente delegadas a empregadas domésticas, sendo recompensados financeiramente pelas tarefas executadas. As duas escritoras também recomendam que jovens adultos fiquem responsáveis pelo pagamento de uma parte das despesas dos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao mesmo tempo em que se despreza a educação financeira, as famílias acumulam um número excessivo de aparelhos eletrônicos, como televisões e computadores", observa Cássia, e sempre com endividamento, "decorrência da ostentação de um padrão que não corresponde à realidade". Isso até pode ser explicado pela cultura americana, "que valoriza resultados e não os processos". Mas é uma relação toda própria com o dinheiro. "Há pais que incutem nos filhos o sonho de se tornarem milionários", diz Cássia, que condena com veemência o uso de cartões de crédito por adolescentes. "Eles têm total capacidade de se organizar com dinheiro, muitos fazem poupança para festas de formatura. Entregar um cartão a um adolescente não é educar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neale não vê problema no uso de cartões a partir dos 18 anos, desde que os limites sejam baixos e os pagamentos sejam feitos religiosamente na data do vencimento. "Você deve se certificar de que seu filho compreende que o cartão de crédito é uma conveniência, não um instrumento para quem não tem dinheiro", aconselha Neale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora ainda haja poucos títulos brasileiros sobre educação financeira para crianças, esse segmento tende a aumentar, diz a editora de educação e referência da Campus-Elsevier, Caroline Rothmuller. "Além do livro da Cássia D´Aquino, para os pais, temos ainda o 'Pai Rico, Pai Pobre', de Sharon Lechter e Robert Kiyosaki, em quadrinhos, para crianças. Vamos buscar mais títulos especialmente voltados para o público adolescente."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7933051807586533513?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7933051807586533513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7933051807586533513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7933051807586533513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7933051807586533513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/06/valor-econmico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-3027775605462708671</id><published>2008-06-27T05:24:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T13:05:02.345-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;b class="Titulo"&gt;Novos tempos impõem rigor à gestão de riscos&lt;/b&gt; &lt;!--/Titulo Noticia--&gt; &lt;div style="margin-top: 10px;"&gt;&lt;!--Autor--&gt; &lt;div class="Autor"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;08/05/2008&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="mudaFonte"&gt;&lt;!--Texto Conteudo--&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="BodyTitle"&gt;"Mercado de Opções: Conceitos e Estratégias" - Luiz Maurício  da Silva. &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div class="Img_Right" id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl02_pnlPictureContent"&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" width="50"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="PictureCredit"&gt;Silvia Costanti / Valor&lt;/div&gt;&lt;img id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl02_imgPicture" style="border-width: 0px;" src="http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0002002/imagens/foto_08cul-luizmauricio-d10.jpg" /&gt;   &lt;div id="PictureAlt"&gt;Luiz Mauricio da Silva: criado na Cidade de Deus, no Rio, deu  a volta por cima, fez MBA na Espanha e lançou  livro&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;Editora Halip, 986 páginas. R$ 180  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O administrador carioca Luiz Maurício da Silva é seu próprio caso de sucesso. Criado na Cidade de Deus, custeou os estudos com trabalho desde jovem. Atuou no mercado financeiro, tornou-se especialista em derivativos, fez MBA na Espanha e, na volta, escreveu "Mercado de Opções: Conceitos e Estratégias", que ganha agora sua terceira edição e tem a perspectiva de ser distribuído em países árabes, europeus, além dos Estados Unidos. O momento parece bastante propício, agora que o Brasil foi classificado com "grau de investimento" na escala de risco de crédito da Standard &amp;amp; Poor's. O livro chegará a investidores em 23 países árabes, tendo também edições em francês, espanhol e inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tiragem de seis mil exemplares em português, a nova edição terá quase mil páginas. A versão original, lançada em 1996, tinha 230 páginas e trazia 27 estratégias voltadas para proteção, alavancagem e arbitragem. Doze anos depois, Silva avalia que existe campo maior para atuação dos profissionais do mercado financeiro e investidores em geral: hoje, como se vê no livro, são 119 as maneiras de utilizar as ferramentas disponíveis no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição ampliada de "Mercado de Opções" tem nova apresentação, em capa dura, e contempla o que surgiu no mercado nos últimos anos. Segundo Silva, o livro se destina a quem pretende atuar no mercado, compreendendo que existem instrumentos de proteção para diminuir os riscos dos investimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor lembra que o investidor de hoje não pode contar com a intuição e o conhecimento empírico para operar, desprezando conceituação e fundamentação teórica que permitem a análise técnica de situações. "Não há espaço para amadores no mundo globalizado, onde a negociação é realizada online", afirma Silva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td style="text-align: justify;"&gt;Para ele, na década de 1990 havia uma prática comum no mercado de opções - a de se operar com base nas experiências anteriores, nas informações dos negócios em andamento no pregão e no "feeling". Nos fundos de pensão, corretoras, bancos e em grande parte do mercado de capitais o uso dessas ferramentas de análise era do domínio de pouquíssimos profissionais: a grande maioria não sabia como implementar as fórmulas, nem havia um veículo veloz para disseminar informações. &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;"Hoje, os que operam, os que fiscalizam e os que se interessam pelo mercado de ações têm que dominar fórmulas e montar planilhas para todas as situações que se apresentam em qualquer parte do mundo", afirma Silva. Com a internacionalização da economia, "as estratégias são semelhantes nas bolsas do mundo inteiro, servindo tanto para mercado acionário, quanto para o de commodities e o de derivativos". A idéia do autor foi montar um guia com conceitos e exemplos de dinâmica operacional que dão base para o entendimento dos mecanismos do mercado e para a estruturação de estratégias de hedging.&lt;br /&gt;A segurança de Silva para transitar pelo universo sempre mais complexo dos investimentos foi construída sobre a necessidade de superar problemas financeiros que conheceu desde a infância, quando teve de sair das margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde vivia, em uma das precárias habitações da extinta favela da Praia do Pinto, na zona Sul carioca. Os moradores da favela, removida na década de 1960 pelo então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, foram transferidos para os conjuntos habitacionais da Cidade de Deus, uma localidade no distante bairro de Jacarepaguá.&lt;br /&gt;"Era barro para todo lado, não tinha asfalto, nem luz. Uma roça a mais de 30 quilômetros de onde vivíamos antes", lembra Silva. Decidido a investir em sua própria educação, incentivado pelos pais, ele começou a trabalhar aos 14 anos, para ajudar a pagar a escola. "O ensino público já estava decadente. Então, procurei um colégio bom, particular, que pagava vendendo as tapeçarias de minha mãe. Meus pais eram muito sérios, trabalhavam duro e me ensinaram a lutar pelo que eu queria", diz. Ele afirma que está sempre pronto a atravessar a cidade - ou o país - para contar sua história a jovens de comunidades carentes. "É importante que os meninos saibam que o reconhecimento da sociedade é possível se a pessoa não desanimar frente às adversidades."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de fazer curso profissionalizante de desenhista, Silva pensou em seguir artes plásticas ou arquitetura, mas acabou se decidindo por administração de empresas em uma faculdade privada. Antes dos 20 anos, já havia sido tapeceiro, contínuo e desenhista em uma cadeia de lojas de departamentos. Foi admitido no banco &lt;empresa&gt;Bradesco&lt;/empresa&gt; como escriturário e acabou chegando à área de processamento de dados. Ali se especializou em organização e métodos. Em 1983, fez parte da equipe que criou a primeira Bolsa de Futuros brasileira, a BBF. "Fui encarregado da normatização de manuais. Nada sabia de derivativos, mas tomei gosto. Tanto que me empenhei em conseguir uma bolsa do CNPq para cursar um MBA em administração na Universidade Autônoma de Madri", diz Silva, que hoje é consultor de empresas, além de professor na Fundação Getúlio Vargas (FGV).&lt;br /&gt;Apesar de ter recebido convites para aumentar a tiragem e a distribuição do livro atualizado, Silva prefere publicar esse título ampliado por sua própria editora, a Halip. "No momento, quero ter domínio sobre a edição. Gosto de bater de porta em porta, levar para as livrarias e cursos de MBA", afirma. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-3027775605462708671?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/3027775605462708671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=3027775605462708671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3027775605462708671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3027775605462708671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/06/novos-tempos-impem-rigor-gesto-de.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-22152876412979318</id><published>2008-06-27T05:23:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T05:06:00.188-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;b class="Titulo"&gt;Lucília está de volta. Com livro para adultos &lt;/b&gt;&lt;!--/Titulo Noticia--&gt; &lt;div style="margin-top: 10px;"&gt;&lt;!--Autor--&gt; &lt;div class="Autor"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;02/05/2008&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="mudaFonte"&gt;&lt;!--Texto Conteudo--&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div class="Img_Right" id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl00_pnlPictureContent"&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" width="50"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="PictureCredit"&gt;Divulgação&lt;/div&gt;&lt;img id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl00_imgPicture" style="border-width: 0px;" src="http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0001998/imagens/foto02cul-lucildia-d17.jpg" /&gt;   &lt;div id="PictureAlt"&gt;Lucília: integração dos japoneses ao Brasil e crise pós-1929  se entrecruzam no enredo&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;Uma das mais  celebradas autoras de literatura infanto-juvenil nas décadas de 1970 e 80,  Lucília Junqueira de Almeida Prado decidiu dar novo rumo à sua carreira. Aos 84  anos, está lançando seu primeiro livro destinado ao público adulto, "Sob as Asas  da Aurora" (Conquista/Scortecci), a biografia de uma imigrante japonesa, mãe de  sua melhor amiga de infância. "Eu queria homenagear os cem anos de chegada dos  japoneses e também registrar as histórias que ouvi e as que vivi", conta a  paulistana Lucília. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Em 1971, com seu segundo livro, "Uma Rua como Aquela", Lucília recebeu o  Prêmio Jabuti de Literatura Infantil. "Cheguei a vender mais do que a Zélia  Gattai, que era o grande sucesso em uma determinada época. No entanto, meus  livros não entravam na lista de mais vendidos porque não se dava importância à  literatura infantil como agora. Não existia uma lista específica de  infanto-juvenis", diz Lucília, que cresceu lendo Monteiro Lobato e Viriato  Correia. Dos autores infanto-juvenis contemporâneos, elogia João Carlos Marinho  ("O Gênio do Crime") e J. K. Rowling, por ter conquistado uma geração de  leitores com Harry Potter. Da série e do personagem, entretanto, não gosta.  "Detesto esta temática de magia, de feitiçaria. Só li o primeiro livro."  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Mãe de cinco filhos, ela própria conheceu a dificuldade de inocular o  "vírus" da leitura em crianças. "Só os três mais velhos são leitores  compulsivos." Percorreu boa parte do país em viagens promovidas pelas editoras  para apresentar seus livros em escolas. "Mas não é isso que faz o leitor nem uma  estante repleta de livros que jamais são abertos pelos pais. A criança precisa  desmistificar o livro, abrir, pegar, manusear. E ver os pais lendo, ouvir  histórias. Depois, tem de saber que os professores também lêem. Só então deve  travar contato com os escritores", acredita. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Alcançar leitores de faixas etárias mais elevadas não foi difícil, conta  Lucília, que havia 15 anos não lançava um livro. Sua estréia na literatura  deu-se quando já havia passado dos 40 anos e os filhos já estavam educados. Em  1985, com 65 livros publicados, precisou interromper a vida literária para  cuidar do marido, que adoecera. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Ao longo desse período, acumulou mais de 50 contos inéditos. Todos para  adultos. "O livro infanto-juvenil precisa de suspense, aventura, pouquíssimas  descrições, muito diálogo, muita ação e mistério. Se tiver ilha, então, é a  alegria das crianças. Leitor adora ilha. Não se vê hoje o sucesso do seriado  "Lost"? Já a ficção para adulto permite exercícios por outros estilos e não se  prende a temas restritos", afirma Lucília, que escreve a lápis, em cadernos,  reservando a página da esquerda para alterações. "É uma trabalheira, mas só sei  fazer assim. Mando tudo para datilografar, nunca consegui me adaptar a  computador nem a máquina de escrever. É bom porque faço muitas revisões antes do  texto final." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Ainda neste ano deverá ser publicado o primeiro de três volumes de contos.  Em "Sob as Asas da Aurora", Lucília trata não apenas da história de Missayo  Arassuna. Também traça um panorama do Brasil da primeira metade do século XX.  Missayo deixou os pais no Japão e veio tentar a vida no Brasil, trabalhando como  agricultora e depois como empregada de uma cantora de cabaré no interior de São  Paulo. Casou-se com um agricultor que arrendou terras da família de Lucília, em  Ribeirão Preto. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;"Com a crise de 1929, minha família transferiu-se da capital para Ribeirão,  onde fiquei amiga da filha de Missayo, Yolanda. Sempre fui fascinada pelos  relatos de sua mãe, uma mulher sensível, que sabia trabalhar em qualquer  atividade. Pensei, então, em cruzar histórias: falar sobre a dificuldade de  integração dos japoneses no Brasil e sobre a crise econômica que enfrentávamos",  relata. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Missayo morreu há dez anos, sabendo do projeto do livro. "Foi uma pena que  ela não tivesse visto." Já Yolanda continua amiga da escritora. Em Ribeirão  Preto há mais de 50 anos, Lucília lamenta não ter mais tanta disposição para  ler. "Eu costumava devorar um livro por semana. Era apaixonada por Graham  Greene, Somerset Maugham, Érico Veríssimo e Guimarães Rosa. Hoje, além dos  filhos, que sempre me visitam, tenho 11 netos. É muita gente para dar atenção."  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;!-- Informações do Colunista --&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="ctl00_ContentInterna_lblColumnCurriculum"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-22152876412979318?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/22152876412979318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=22152876412979318' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/22152876412979318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/22152876412979318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/06/luclia-est-de-volta.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-509703441236083626</id><published>2008-04-25T05:40:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T05:06:37.284-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>O mal-estar da civilização &lt;br /&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;25/04/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celebrado mundialmente pela qualidade de sua obra literária, o escritor William Styron pensou em suicídio, na década de 1980, durante um gravíssimo episódio depressivo. Passada a crise, Styron foi um dos primeiros intelectuais a expor suas condições de saúde ao tentar explicar o distúrbio publicamente. O relato de seu intenso sofrimento, originalmente apresentado em palestra para psiquiatras, se transformou no artigo jornalístico que serviu de base para "Perto das Trevas" (Rocco, R$ 19,00). No livro, a evolução da doença é detalhada das primeiras manifestações até o desespero do paciente por não encontrar sentido na existência, mesmo compreendendo racionalmente os sintomas que experimentava.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prestígio do romancista não foi suficiente para reduzir o estigma da depressão, que, quase 30 anos depois, é uma das principais causas de afastamento de trabalho no mundo inteiro. Os bons resultados obtidos pelos antidepressivos na década de 1990 fizeram dos transtornos emocionais tema de interesse da mídia. A terminologia se modificou, porém a informação sobre a doença ainda é pequena.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os males do viver continuam envoltos em uma névoa, sem abordagem objetiva. Está na hora de exorcizar o preconceito contra a psiquiatria e contra os pacientes psiquiátricos", afirma a jornalista Cátia Moraes, autora de "Eu Tomo Antidepressivo, Graças a Deus! - Pacientes e Médicos Desmistificam o Tratamento Psiquiátrico" (Best-Seller, R$ 24,90). Durante dois anos, Cátia entrevistou médicos e recolheu depoimentos de quem passou por diferentes tipos de surtos depressivos, montando um guia sobre manifestações, medicamentos e terapias usados atualmente no tratamento da depressão, incluindo a eletroestimulação, os temidos eletrochoques, administrados hoje com intensidade e quantidade inferiores do que se costumava aplicar no passado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um histórico familiar de depressão, desde muito jovem Cátia ouvia menções veladas ao transtorno, assim como a qualquer manifestação de distúrbios mentais. "Há uma tendência à generalização. Sintomas, patologias, transtorno bipolar, depressão, síndrome do pânico, anorexia, tudo é abordado com um tom misterioso. Vira um assunto meio proibido, como se não fossem problemas orgânicos. Eu quis derrubar as barreiras que cercam a depressão e os problemas de saúde mental em geral", explica.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a jornalista Marina W., que em 2005 lançou "Não Sou Uma só: O Diário de Uma Bipolar" (Nova Fronteira, R$ 24,90), as informações sobre doenças mentais ainda estão restritas a poucos. "Eventualmente recebo e-mails de pessoas que estão em círculos mais avessos a essas discussões, nos quais a doença mental permanece como um tabu a ser mantido camuflado. Um policial militar já me escreveu para revelar-se bipolar e identificado com minha história", conta Marina, que observa, apreensiva, a tendência brasileira de amenizar a doença mental e recorrer a qualquer médico para obter remédios de venda controlada. "Parece que todo mundo está vivendo sob a tarja preta. É um pouco perigoso confundir os sintomas. A euforia do bipolar não é produtiva, a depressão é uma doença séria. Hoje ninguém quer sentir dor, melancolia, angústia ou tristeza, mesmo que a receita do remédio seja obtida com um especialista de outra área médica."  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;"As empresas devem ficar atentas às perdas porque esses afastamentos tendem a aumentar em todas as profissões", afirma Joel Birman&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O excesso no uso de medicamentos é quase tradicional no Brasil, em especial nas classes menos favorecidas financeiramente. "As camadas populares sempre foram medicalizadas. Muitos médicos, psiquiatras ou outros especialistas receitam tranqüilizantes ou antidepressivos indiscriminadamente. Vivemos encharcados de medicamentos, com uma capacidade cada vez menor de elaborar a angústia e a tristeza que fazem parte da vida. E isso no momento em que, do ponto de vista científico, já se coloca a eficácia dos antidepressivos em dúvida. Uma pesquisa nos Estados Unidos para saber dos efeitos da droga obteve respostas idênticas com pacientes que usaram placebo", informa o psiquiatra e psicanalista Joel Birman, professor de Medicina das Universidades Federal e do Estado do Rio.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 83 mil brasileiros se afastam do trabalho todo ano por problemas de saúde mental. Esses afastamentos aumentaram 260% de 2000 a 2006, conforme pesquisa do Laboratório de Saúde do Trabalhador da Universidade de Brasília (UnB), que faz o monitoramento de incapacidade para trabalho no Brasil. Em 2006, os transtornos do humor representaram o segundo motivo de ausência de trabalho. Só em auxílio-doença para quem sofria de transtornos neuróticos e relacionados a estresse, o INSS gastou R$ 90 milhões, estimando uma média de 94,8 dias de licença concedidos a cada empregado. Esse tipo de distúrbio tem sido o principal motivo de licenças para quem trabalha em intermediação financeira (bancos), atividades de informática, educação e fabricação de máquinas para escritório, estando acima do grupo de doenças relacionadas a lesões por esforço repetitivo, como tendinites e tenossinovites.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avanço tecnológico no tratamento dos sintomas das doenças mentais surgiu antes de serem determinadas as causas dos trasntornos. Segundo a médica Anadergh Barbosa, especialista em Saúde Ocupacional e coordenadora do laboratório da UnB, a depressão corresponde a 49% das doenças mentais por afastamento, mas é difícil caracterizar sua relação com o trabalho, já que distúrbios mentais e comportamentais têm origens em diferentes fatores.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os grupos de profissionais mais afetados pelos transtornos estão os que trabalham em serviços de saúde ou intermediação financeira, que apresentam taxas de afastamento duas vezes maiores do que a de metalúrgicos ou fabricantes de produtos químicos. Cátia Moraes lembra que, apesar das advertências da Organização Mundial de Saúde sobre o crescimento dos diagnósticos de depressão, empregadores e planos de saúde ignoram a importância da psicoterapia. "Existem bons serviços gratuitos nos hospitais universitários, mas nem todos têm conhecimento ou acesso a eles. O executivo, o diretor da empresa, pode pagar um tratamento, mas ao povão restam apenas os remédios, como se apenas remover o sintoma levasse à cura", afirma Cátia.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Birman, a depressão se destaca no momento histórico da pós-modernidade em que o homem diminuiu progressivamente seu nível de suportar dores físicas ou emocionais e, diante de um apelo de ordem social pelo desempenho, o indivíduo não pode falhar nem fracassar. "O psiquismo não acompanha essas exigências nem o tempo que se acelera frente à vida. Executivos estão entre as categorias que mais sofrem com a pressão por desempenho, por resultados. Por um lado, há uma banalização do uso dos remédios, por outro, pessoas angustiadas com as responsabilidades que são obrigadas a assumir. É preciso que se faça uma reflexão psicossocial. As empresas devem ficar atentas às perdas e reservar espaços para mudar, porque esses afastamentos por saúde tendem a aumentar em todos os campos profissionais", diz o psiquiatra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-509703441236083626?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/509703441236083626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=509703441236083626' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/509703441236083626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/509703441236083626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/04/valor-econmico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-1249143178617674408</id><published>2008-03-14T08:04:00.000-07:00</published><updated>2008-03-14T08:18:21.685-07:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/R9qXF7m4MlI/AAAAAAAAA10/Kyr7o4epU18/s1600-h/foto_14cul-medici-d17.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/R9qXF7m4MlI/AAAAAAAAA10/Kyr7o4epU18/s400/foto_14cul-medici-d17.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177616849771704914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Salvação pela arte&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Marketing, agregar valor ao negócio e investimento cultural são expressões que entraram para o jargão do mundo corporativo há menos de cem anos. A disseminação dessas práticas, no entanto, vem da Idade Média, quando a expansão das atividades bancárias precisava driblar a condenação moral da poderosa Igreja Católica. Para expiar o pecado da usura, no qual incorriam ao liberar empréstimos financeiros, os banqueiros procuravam agradar ao clero patrocinando reformas de conventos e criações artísticas com temática sacra. Destacando-se nesse cenário, o Banco Medici se espalha por toda a Europa, chegando até a Ásia. Além de dominarem a cena política na Itália, os Medicis - que dirigiram o grupo por quase cem anos - foram pioneiros na utilização da arte para favorecer a imagem da instituição perante a opinião pública, "da mesma maneira que os bancos da atualidade se empenham em aparecer como patrocinadores da cultura", explica o escritor Tim Parks em "O Banco Medici - Poder, Dinheiro e Arte na Florença do Século XV" (Record, 280 págs., R$ 40,00). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Romancista e autor de alguns livros sobre a vida na Itália, onde está radicado há 28 anos, o inglês Parks recusou o primeiro convite de um editor americano para produzir uma obra sobre o Banco Medici. "A idéia era que leigos em economia escrevessem sobre assuntos financeiros. Só aceitei quando comecei a ler sobre o banco e compreendi que o tema central seria a tensão entre o valor contábil do dinheiro e o valor do que não é palpável, como lealdade, fé, amor e arte. Decidi, então, correr esse risco e passei dois anos em pesquisas, que, por fim, me divertiram muito, tanto que devo fazer algum trabalho sobre as mudanças que o dinheiro trouxe à indústria musical", informou Parks em entrevista, por e-mail, de sua casa, nos arredores de Verona. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A curiosidade e o fascínio que os Medicis exercem até hoje não se devem a inovações em prática bancária. Segundo Parks, a única contribuição deles nesse campo seria uma forma elementar de holding, quando o grupo diversificou seus investimentos. Os Medicis não criaram o mecenato artístico nem tiveram o maior banco de sua época, mas operaram uma das mais poderosas empresas do mundo renascentista, enquanto garantiam prestígio social e poder, patrocinando artistas geniais como Donatello e Michelangelo. "Até hoje muitos milionários gastam parte de sua fortuna montando valiosas coleções de arte para legitimar o dinheiro obtido em circunstâncias suspeitas", observa Parks. Nenhuma família no Ocidente foi tão poderosa e influente quanto os Medicis, que na atualidade corresponderiam a uma mescla de políticos como os Kennedys e os Bushs ("que criaram verdadeiras dinastias dentro de regimes republicanos", comenta Parks), conjugados a filantropos como os Guggenheims ou os Rockefellers. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Além de contar a história de cinco gerações da família, desde a criação do banco, em 1397, até a falência, em 1494, o escritor traça um panorama do período de transição do mundo medieval para o moderno. O crescimento dos bancos italianos estava diretamente ligado ao poderio da Igreja Católica, a maior entidade econômica internacional e, de acordo com Parks, "fonte de capital espiritual, político e monetário", que recebia doações e pesados tributos recolhidos por toda a Europa. Bispos e cardeais que atrasassem o pagamento das taxas devidas quando assumiam novos postos eram ameaçados com a excomunhão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A complicada lei canônica buscava brechas teológicas na doutrina para atender aos interesses do clero, enquanto a legislação comum refletia o comedimento prescrito aos primeiros cristãos, vedando aos pobres a compra de diversos produtos e até de vestir trajes em mais que uma cor, um privilégio da aristocracia. A salvação eterna era objetivo da vida dos fiéis, que compensavam materialmente a igreja em busca da absolvição de pecados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de tranqüilizar as próprias angústias quanto à pureza de suas atitudes determinou a aproximação dos Medicis da Igreja, ao mesmo tempo que lhes outorgou poder político. "O fundador do banco, Giovanni di Bicci, só pretendia ganhar dinheiro. Sabia que era impossível ficar totalmente fora da política, mas mantinha uma vida discreta e recomendava ao filho Cosimo que não ostentasse a própria riqueza. Os dois eram profundamente religiosos. As quantias que gastavam em arte sacra e caridade indica a angústia que tinham para se livrar do estigma de pecadores", diz Parks. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sob a gestão de Cosimo, o Banco Medici conhece seu apogeu, enquanto aumentava o prestígio da família. "Cosimo era um banqueiro por excelência, gostava de investir e expandir as operações bancárias. Foi ele quem começou, discretamente, a ser generoso com o patrocínio artístico, de forma a colocar-se no centro do poder. Vivendo em um mundo no qual a política supostamente não era influenciada por dinheiro e os religiosos criticavam as posses materiais visíveis, exceto se pertencessem à realeza, Cosimo foi forçado a inventar um novo papel para o homem rico. Ele fez isso por meio de uma política de investimentos em construção de igrejas e em arte. Sem dúvida, tinha bom gosto e contratava artistas excelentes, como Donatello, mas, quanto mais gastava, mais inimigos fazia. Sempre foi discreto. Sua grande satisfação vinha da sensação de que estava controlando diversas coisas", afirma Parks. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Um dos aspectos mais intrigantes da análise dos hábitos da família, para Parks, está na mudança dos objetivos e ambições dos Medicis. O mais renomado deles, Lorenzo, ao contrário dos antepassados, não tinha vocação para os negócios. Brilhava na política e nos círculos intelectualizados, mas contribuiu para a ruína da família ao autorizar empréstimos a nobres que não honravam seus compromissos. A relação com a Igreja Católica também se alterou. Embora fosse pai de um papa, Lorenzo não se preocupava tanto em agradar ao clero. Entretanto, não descuidava da própria imagem, garantindo a popularidade pelo patrocínio das obras de arte.&lt;br /&gt;Segundo Parks, a ruína do Banco Medici seguiu a tendência de outras instituições bancárias da época: "Quase todos os bancos florentinos faliram no fim do século por uma combinação de circunstâncias que iam desde a redução do fluxo de importações de produtos do Sul da Europa pelas nações do Norte até o desinteresse das novas gerações de banqueiros em fazer dinheiro. Altamente refinados e bem-educados, eles delegavam as funções bancárias a empregados, distribuindo cargos entre os parentes." &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"O Juízo Final", de Hans Memling: obra financiada com dinheiro do Banco Medici&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-1249143178617674408?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/1249143178617674408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=1249143178617674408' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1249143178617674408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1249143178617674408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/03/salvao-pela-arte-por-olga-de-mello-para.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/R9qXF7m4MlI/AAAAAAAAA10/Kyr7o4epU18/s72-c/foto_14cul-medici-d17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7795046556378468811</id><published>2008-02-22T04:36:00.000-08:00</published><updated>2008-02-22T04:38:10.911-08:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - coluna Avant Première</title><content type='html'>Avant-Première&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22/02/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espetáculo do crescimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incentivo à cultura se expandiu de forma alinhada com o crescimento da economia em 2007. Dados preliminares do Ministério da Cultura revelam uma elevação de 5,6% nos recursos doados no ano passado, totalizando R$ 891 milhões. A Petrobras mantém a tradição e lidera o ranking das companhias que mais investiram no setor. É seguida - como sempre - pela Vale. A Telefônica ocupa o terceiro lugar, o Banco do Brasil, o quarto, e o Bradesco, o quinto. O balanço será concluído na primeira semana de março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o filme, leia o livro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Urso de Ouro conquistado por "Tropa de Elite" na semana passada deve incrementar ainda mais as vendas de "Elite da Tropa", livro que serviu de base para o filme de José Padilha. São os números que insinuam: até setembro, o título da Objetiva teve vendagens de 50 mil exemplares. A partir de outubro, quando o longa estreou nos cinemas e o livro recebeu capa com a imagem do cartaz do filme, mais 75 mil exemplares foram comercializados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tapete vermelho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu Nome não É Johnny", que nos últimos 3 anos vendeu 7 mil exemplares, também ganhou capa nova reproduzindo o cartaz do filme e elevou cerca de 50% suas vendas em 2 meses. "O Caçador de Pipas" (1,6 milhão de cópias comercializadas no Brasil) registrou aumento de 25% na venda depois que o filme entrou em cartaz. Já a estréia de "O Amor nos Tempos do Cólera" fez ressurgir o interesse no clássico lançado em 1986: a média mensal de 450 exemplares vendidos subiu para 2,8 mil cópias em dezembro e 5 mil volumes em janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai debaixo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de dez anos batalhando patrocínio, Miguel Falabella conseguiu os R$ 7 milhões necessários para a comédia de costumes "Polaróides Urbanas", seu primeiro filme como diretor. A estréia é na sexta-feira 29, em 35 salas do Rio e de São Paulo. Sua expectativa é alcançar 1 milhão de espectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robinson Borges, com a colaboração de Olga de Mello, do Rio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7795046556378468811?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7795046556378468811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7795046556378468811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7795046556378468811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7795046556378468811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/02/valor-econmico-coluna-avant-premire.html' title='Valor Econômico - coluna Avant Première'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/Rym5ub2JtlI/AAAAAAAAAm0/PjnBXhRTf7s/s400/Reggae_Breeze.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-2460608674190486028</id><published>2008-01-24T18:43:00.000-08:00</published><updated>2008-05-21T12:58:43.420-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carnaval'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/R5lOBxbL_TI/AAAAAAAAAuM/SIolQlcD1P0/s1600-h/foto_25cul-carnaval-d21.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/R5lOBxbL_TI/AAAAAAAAAuM/SIolQlcD1P0/s400/foto_25cul-carnaval-d21.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159240640483818802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um mergulho profundo no carnaval &lt;br /&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;"Almanaque do Carnaval" - André Diniz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divulgação&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Diniz: foi nos últimos 25 anos que se percebeu a importância antropológica do carnaval &lt;br /&gt;Zahar, 272 págs., R$ 39,90  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em lenta evolução, de cadência cautelosa como os compassos dos minuetos cujas coreografias tanto inspiraram cortejos e alegorias carnavalescas, começa a tomar corpo a literatura que estuda o carnaval brasileiro. Embora tenha representação exuberante na ficção, com referências em crônicas, contos e romances de autores consagrados, entre eles Machado de Assis, Jorge Amado, Manuel Bandeira e Mário de Andrade, a bibliografia com estudos e história do carnaval ainda é exígua, afirma o pesquisador André Diniz, que acaba de lançar "Almanaque do Carnaval". "Aos poucos vão surgindo mais e mais títulos, o que mostra que o carnaval assume um caráter além da festividade", diz Haroldo Costa, autor de quatro livros sobre o tema, entre eles o recém-lançado "Política e Religiões no Carnaval" (Irmãos Vitale, R$ 57,00). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/R5lNbhbL_QI/AAAAAAAAAt0/IoB8qRnJapo/s1600-h/foto_25cul-andre-d21.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/R5lNbhbL_QI/AAAAAAAAAt0/IoB8qRnJapo/s400/foto_25cul-andre-d21.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159239983353822466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Segundo Diniz, foi nos últimos 25 anos que o mundo acadêmico percebeu a importância antropológica do carnaval. "Mesmo assim, a informação pesquisada hoje vira artigo, crônica. Ela demora um mínimo de dez anos para chegar ao livro. É costume dizer que o Brasil pode ser mais bem entendido pelo futebol e pelo carnaval, porém persiste uma resistência à compreensão desses fenômenos", acredita Diniz, que relacionou 60 publicações no índice bibliográfico do "Almanaque do Carnaval". A mais antiga é "Música Popular: Teatro e Cinema", de José Ramos Tinhorão, publicado em 1972 (Vozes).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Haroldo Costa, o carnaval oferece aspectos inexplorados para os pesquisadores. Em seu livro, ele se detém sobre o registro da história por meio da crítica política e do misticismo pela menção a Deus e a orixás. "Os sambas-enredo, principalmente, se detêm sobre episódios pouco lembrados de nossa história, preenchendo a lacuna do ensino, que tradicionalmente ignorou figuras como Zumbi dos Palmares e Chica da Silva. As marchinhas, por sua vez, traziam conteúdo crítico, como o 'Bota o Retrato do Velho' ou 'Aonde Está o Dinheiro?', temas desenvolvidos há mais de 40 anos que continuam atuais. Quando se fala abertamente nos orixás na música podemos verificar tolerância e a queda dos preconceitos em relação aos cultos afro-brasileiros", observa.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor de "O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro" (Ediouro, R$ 84,00), Felipe Ferreira lembra que a valorização da festa começa com o modernismo. "O tema chega à pintura com exuberância. Ao mesmo tempo, Villa-Lobos se apropria de ritmos estranhos à música erudita, como a congada e o chorinho. Mesmo assim, só agora se percebe que o carnaval pode ser o corte para olhar o Brasil tanto pela economia quanto pela sociologia e até pela geografia", afirma. Já para Diniz, o modernismo via o carnaval por um ângulo estrangeiro: "Os modernistas lançaram as bases para uma visão por uma lente européia. Até um folclorista apaixonado pela brasilidade como Mário de Andrade usa instrumentos elitistas ao falar de carnaval. As produções recentes entendem o Brasil por elas mesmas."  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O entendimento do brasileiro por meio do carnaval é defendido por Ruy Castro em "Carnaval de Fogo" (Companhia das Letras, R$ 40,50), no qual conta a história da cidade do Rio. Para o escritor, o caráter do carioca foi formado pela evolução e pela influência do carnaval sobre a vida da cidade. Nada mais natural, portanto, que a narrativa de "Era no Tempo do Rei" (Alfaguara /Objetiva, R$ 36,90), sua primeira incursão na ficção, comece no carnaval de 1810.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divulgação&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os Filhos de Gandhy invadem Salvador: Adriana Falcão leva deuses gregos fantasiados de orixás às ruas da cidade na sua adaptação da comédia "Sonhos de uma Noite de Verão", de Shakespeare &lt;br /&gt;"Dom João VI era um folião, assim como seu filho, Pedro I, e o neto, Pedro II, que, de acordo com os relatos históricos, se divertia com o entrudo e demonstrava bom humor em relação às brincadeiras da festa. Para contar as molecagens do menino Pedro, que passava sebo na escada para fazer José Bonifácio escorregar, eu quis mostrar essa família carnavalesca", conta Ruy.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando personagens ficcionais, porém clássicos, Adriana Falcão também usou o carnaval como ambientação em sua adaptação da comédia shakespeariana "Sonhos de uma Noite de Verão" (Coleção "Devorando Shakespeare", Objetiva, R$ 26,90).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tratar de traição, farsa, romance e ciúmes, Adriana leva deuses gregos fantasiados de orixás às ruas de Salvador, sem os tons dramáticos e melancólicos ou francamente dramáticos que apresentam o carnaval na literatura brasileira.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais antigas dessas menções é de Raul Pompéia, no conto "O Último Entrudo", publicado em 1883, no qual Pompéia fala nostalgicamente sobre os carnavais de sua mocidade. E sob o pseudônimo do relojoeiro Policarpo, na crônica "Bons Tempos", publicada em 1889 na "Gazeta de Notícias", Machado de Assis lamenta que o carnaval seja insuficiente para aliviar a cidade das aflições, tristezas e cóleras dos outros dias do ano.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros carnavais literários &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "O Bebê de Tarlatana Rosa", conto de João do Rio, conta uma paixão no carnaval.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em 1919, Manuel Bandeira publicou "Carnaval", com poemas sobre o romantismo e a sensualidade de relacionamentos fugazes.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O desfecho de "Amar, Verbo Intransitivo", de Mário de Andrade, é durante um desfile de ranchos na avenida Paulista.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "A Morte da Porta-Estandarte", de Aníbal Machado, descreve um assassinato no centro do Rio.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O contraste entre o entusiasmo juvenil e a indiferença estão em "Antes do Baile Verde", no qual Lygia Fagundes Telles mostra uma mulher se aprontando para um baile de carnaval, sem ligar para o pai moribundo no quarto ao lado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um concurso de fantasias de luxo e seus participantes são elementos importantes da trama de "Vastas Emoções e Pensam
